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insensatez

Home is where your heart is.

Quando mudei da casa dos meus pais para a nossa casa, não me custou; embora com a consciência que deixaria para trás um caminho trilhado por amor e comodidades que sempre abracei como garantidas, tive a certeza que a migalhas de pão do caminho de regresso estavam jogadas e a palavra “regresso” eram tão certa como a casa que acabava de comprar.

Essa mudança deu-se gradualmente, um pé dentro e outro fora, à medida que lenta, lentamente íamos construindo aquilo que durante 3 anos chamamos de lar.

Três anos depois, quando decidimos mudar de casa, não queria. Queria mas não queria, ser estranho este, eu sei, mas estava envolvida pelo que fomos e que, pensava eu, estávamos benzidos por aquelas paredes que nos abraçavam; receosa do que foi não volta a ser, pendia entre a necessidade obvia de termos uma casa maior e o sentimentalismo agregado de que ali é que eramos felizes.

Lá me rendi às evidências e toca a empacotar que, como diz o outro, “home is where your heart is”. O processo não foi fácil, teria que deixar a minha estante repleta de livros para trás, porém, lá veio a promessa de que uma nova estante de livros nos iria esperar na casa nova e esta foi a premissa número um, na árdua tarefa de procura de uma nova casa.

Lá encontramos a nossa casa e as mudanças deram-se. Na primeira viagem dos caixotes, fiz questões que os livros fossem os primeiros a embarcar, arrumei-os detalhamente enquanto me chateava com a minha mãe e com as minhas primas porque “não arrumem os livros à balda!!”. Na primeira noite que lá passámos, não tínhamos os tachos nem as panelas, nem comida no frigorífico, não tínhamos roupa nem televisão, mas eu já me sentia em casa: com ele e com a minha estante repleta de autores e história, a verdade é que eu já me sentia em casa. Sim, estou aqui para comprovar na primeira pessoa: “home is where your heart is”.

Uma divagação, uma frase, uma descoberta, um capricho, something old.

Uma divagação: Novembro, previsível como sempre, trouxe, agarrado a si mesmo, a chuva.

Ia começar por referir que não me posso queixar, na verdade, o frio e a chuva, até têm sido brandos comigo, e têm-me permitido grandes momentos de vegetação ao sol mesmo quando tudo fazia crer que a época já não era propicia para tal.

Mas não! Eu queixo-me sempre e, assim que chega o mau tempo, de forma calma ou de forma abrupta, toda eu sou lamentações. Se não tivesse a certeza absoluta que nasci em pleno outono, quase, quase, quase a entrar no inverno, diria que era oriunda de um qualquer país tropical.  

 

Uma frase: No outro dia, a ler sem grande atenção, um determinado blogue tropecei numa frase, cuja ideia era mais ou menos esta: cada um de nós acaba por encontrar excelentes razões para justificar os seus próprios actos. Podia divagar fortemente sobre a força e também subtileza desta frase, mas não. Vou apenas deixá-la a pairar e a permitir-me rever-me (vos) na mesma. 

 

Uma descoberta: Gosto destas pequenas descobertas:

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Um capricho: Já tinha ficado apaixonada pelos relógios da parceria anterior da Stylista (Maria Guedes) com a Eletta, especialmente, pelo relógio Bairro. Mas esta nova parceria também não desiludiu. 

Este é o meu preferido:

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Something old: sou um pouco obcecada por objectos antigos, ou, como alguns diriam, velharias. Eis a minha mais recente obsessão:

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