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insensatez

Updates: leituras.

O ano de 2015, ao nível das leituras, não está a ser brilhante. Mas também não está a ser péssimo. 

Desde que o ano começou, já foram 4 livros sendo que três dos quais são policiais (género que iniciei o ano passado - completamente fora do registo a que estava habituada).

Foram:

- Cinco Aventuras de Sherlock Holmes - algumas histórias giras, giras, giras - acho que prefiro as pequenas histórias do que os livros propriamente ditos;

- Teia de Cinza - o terceiro da Camilla Lackberg - até agora, o meu preferido da saga Erica Falk e Patrick Hedstrom;

- O Álibi Perfeito - da Patricia Highsmith [Adoro-a de paixão e estes contos (potenciais livros inacabados?) são muito giros];

- O Filho de Mil Homens de Valter Hugo Mãe - basicamente, foi para cortar com os policiais. Gostei bastante, embora a história não me tivesse deslumbrado. As frases, ao invés, são poderosas: são óptimas e lindas, maravilhosas e espectaculares. Recomendo. Mas só a pessoas que estão habituadas a ler. 

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Contemporâneo

Agora não me recordo se foi antes ou depois de um espectáculo que vi, há poucas semanas, na Culturgest, em que faziam a conjugação improvável de flamenco com contemporâneo.

O que sei é que esta semana, iniciei aulas nesta nova dança, a juntar às outras que já tinha.

Descobri este vídeo. Apeteceu-me chorar mas achei demasiado ridículo fazê-lo.

Mas é lindo. Vale a pena ver.

 

 

 Como não sei se o video vai aparecer, deixo o link -> https://www.youtube.com/watch?v=8QdBtQByPR4

Aos trinta anos – nada é o que parece

Aterrei nos trinta e tinha tudo para dizer que, afinal, é mais do mesmo.

Os objectos lá em casa continuam a ser os mesmos: os bonecos há muito que se foram; os livros demonstram alguma maturidade intelectual. O estilo de música já deixou a irreverência dos teen. Mas, a verdade, é que tudo muda. TUDO. E, atenção, atrevo-me a dizer que mente quem diz que tudo fica como dantes.

Ontem, dei por mim a pensar que os meus dias e a minha capacidade de entrega em qualquer novidade, tinha tudo para ser igual a sempre – mas a minha percepção de tempo mudou.

A MINHA PERCEPÇÃO DE TEMPO MUDOU.

Com trinta anos, e descobriste que gostas de dançar arrisco-me a dizer: dificilmente serás uma bailarina;

Com trinta anos, é pouco provável que alteres profissionalmente o rumo da tua vida, passar de gestão para medicina é possível: mas pouco provável.

Com trinta anos, dificilmente terás um corpo de uma ginasta – se não o conseguiste até agora, não irás, certamente, conseguir.

Com trinta anos e no rame-rame (esta expressão existe mesmo?) da vida é tão difícil percepcionar algo de espantoso a acontecer brevemente. 

Por outro lado, li algures uma frase que pertence ao meu desktop neste momento: reza a deus, marinheiro, mas rema para a praia. 

Não sou muito de frases feitas [acho que com a idade (lá está ela, outra vez) desliguei de lugares comuns] mas esta, sinceramente, gostei. 

O que contradiz, em parte, a primeira parte de texto. Basicamente, situo-me numa esquizofrenia baralhada da idade. Já tenho o rabo pesado para grandes mudanças mas continuo a acreditar que as mesmas podem ser possíveis se... remarmos para a praia.

Confuso este post, não é? São os trinta!