Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(in)sensatez

27
Dez16

TOP 3 - 2016

CD

Com o aproximar do final do ano, multiplicam-se as listas. Listas sobre os melhores livros, sobre os piores livros, sobre os filmes que ficaram para a história e também sobre os que todos vão esquecer, listas sobre os acontecimentos que nos marcaram pela positiva e sobre os que nos chocaram para sempre. São listas, são balanços, são, muitas vezes, pontos de situação: sobre o que estamos a fazer bem, mal ou mais ou menos. Faço, todos os anos, o meu TOP 3 do mundo e o meu TOP 3 em Portugal (não menos importante, faço também o meu TOP 3 pessoal) sobre o que marcou, realmente, o mundo (nem sempre pela positiva).

 

O meu TOP 3 no Mundo:

- Trump - Ninguém esperava. Foi a prova provada que a comunicação social não tem o poder que as pessoas julgam ter. O candidato mais gozado e achincalhado da história do mundo ganha as eleições dos EUA.

- Brexit - Um balde de água fria enfiado na cabeça de todos nós.

- Dylan - Nobel da Literatura – um balde de água fria enfiado na minha cabeça.

 

 O meu TOP 3 em Portugal:

- Portugal Campeão Europeu de Futebol.

- Marcelo Rebelo de Sousa eleito Presidente da República.

- Nicolau Breyner morre.

 

Se eu vos pedisse para me dizerem os primeiros três acontecimentos que vos surgem à memória, de 2016, em Portugal e no Mundo, quais diziam?

27
Dez16

Ressaca Natalícia.

CD

Há sempre ressaca depois do Natal. A ressaca a que me refiro não se mede em litros de vinho bebido, nem na quantidade de rabanadas consumidas.

É uma ressaca que se materializa em saudade - no pior tipo de saudade - aquela que ainda não existe mas que sabemos que vai existir. Uma ressaca que se manifesta no sossego, no sossego desagradável, no típico sossego que nos acerta assim que a última pessoa fecha a porta.

É sempre uma ressaca de barulho mas com restos de tranquilidade.

Uma ressaca de saudade. Uma ressaca de abandono. Uma ressaca de “até para o ano”.

O Natal terminou agora. A última pessoa já saiu. Sentimos alívio por termos sobrevivido a mais um Natal mas sentimos também dor, dor forte, dor robusta, dor quase atlética, pelo facto de o próximo, o próximo Natal, ainda estar longe. Tão longe.

 

Estou aqui:

Instagram

Facebook

 

23
Dez16

Infância.

CD

Infancia.jpg

 

A nossa infância é recente. Aquilo que, em pequenos, fizemos, ainda está fresco, ainda está perto e, com muita vontade, quase que lhe conseguimos tocar.
Para os outros, para os mais novos, a nossa história antiga, aquela que aconteceu antes deles existirem, ocorreu numa outra vida, numa televisão a preto e branco, numa altura muito distante.
Sei que assim é. E sei-o, essencialmente, porque a percepção da vida antiga das pessoas mais velhas é também, para mim, um filme mudo, sem cores, quase pálido. Uma imagem desgastada e amarelecida pelo passar dos anos.
A nossa percepção de velhice muda. A nossa percepção de infância também. E muda, especialmente e só, quando alteramos o actor.

 

Estou aqui:

Instagram

Facebook

19
Dez16

Carregam-me pelo coração.

CD

Carregam-me pelo coração.

Quem acha que me enquadro na racionalidade, não me entende.

Carregam-me pelo coração.

Penso, é certo, mas por onde me manobram é sempre pelo coração. Para isso, basta apenas que o embrulhem, que o espreitem, que o entreguem.

Carregam-me pelo coração.

Por ele me descobrem. Por ele me matam. Por ele eu morro.

Carregam-me pelo coração. Mas sempre - sempre - para concluir que nada - nada - percebo.

Concluo sempre que sou complexa em descobertas, que sou (também) deserta em soluções.

Quando mais busco, menos encontro. Quanto mais reviro, menos descubro. 

A única certeza que transporto: carregam-me pelo coração.

 

 

Estou aqui:

Instagram

Facebook

11
Dez16

Benfica.

CD

IMG_0792.JPG

Não vou dizer que só quem é do Benfica sabe como sentir verdadeiramente. Porque, para além de demonstrar muita vaidade, demonstra também pouco realismo e nenhuma verdade. Porém, de uma coisa tenho a certeza: todos os que são do Benfica podem não ser os únicos a sentir verdadeiramente - mas são os únicos a sentir diferente. E, sentir à Benfica, não se regista, não se demonstra e (muito menos) não se explica. Sentir à Benfica é real, é palpável, corpóreo mas, acima de tudo, é diferente. E isso, bom, isso, não sendo tudo, é mesmo muita coisa!

Pág. 1/3

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sigam-me

Facebook

Instagram @catarinaduarte.words

Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D