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(in)sensatez

09
Dez17

Sobre os anos que passam.

CD

Assim que o final do ano se aproxima, eu e o Ricardo começamos logo a pensar nos 3 eventos que marcaram esse mesmo ano a nível mundial, a nível nacional e a nível pessoal. Sim, 9 eventos, no total.

Acho este um óptimo exercício porque nos ajuda a perceber a que é que damos, de facto, valor e a balancear o que realmente se passou.

Desafio-vos a fazer o mesmo.

08
Dez17

E se for demasiado tarde?

CD

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No que ao ambiente diz respeito, eu acho mesmo que nós só vamos acordar quando já for demasiado tarde. Quando me refiro a “demasiado tarde”, refiro-me a “irreversível”.

 

Podemos falar nas inúmeras espécies extintas (lá está o irreversível) e nas muitas outras em vias de extinção. Podemos falar sobre a instabilidade ao nível das condições meteorológicas a que assistimos, aquela com que chocámos de frente neste início de outono. São tudo sinais que a Terra nos está a dar de que está a rebentar.

 

Não sou a pessoa com os maiores cuidados (nem mais sensibilizada) do mundo mas vou fazendo a minha parte: não desperdiço água enquanto escovo os dentes, nunca tomo banhos de imersão, praticamente não como carne (muito menos de vaca) e faço reciclagem q.b..

 

Mas sei que posso fazer mais, muito mais. Todos nós podemos fazer mais.

 

Posso, por exemplo, evitar algumas deslocações de carro (tenho uma relação doentia com o meu carro, infelizmente), posso fazer (ainda mais) reciclagem, posso olhar para o acto de comprar de uma forma mais racional (sim, também me refiro a roupa) evitando, deste modo, o desperdício, posso reutilizar e reutilizar e reutilizar, optar por soluções mais ecológicas (no supermercado biológico a que eu vou, as caixas de cartão onde vêm os legumes são as que usamos para transportar as compras para casa), posso evitar plásticos ao máximo, subir os três andares até minha casa a pé na maior parte das vezes (em vez de usar - sempre - o elevador), sei lá, ainda posso fazer tanto.

 

Penso muitas vezes nisto.

 

E depois, numa ida casual ao portal das finanças, esbarro de frente com um site chamado Feche a Torneira e percebo que já estivemos mais longe de começarem a racionar a água.

 

Isto é grave e é bom que tenhamos noção disto para que comecemos todos a ter mais juízo e a decidir melhor, sempre de forma mais ecológica e consciente.

07
Dez17

Bruno e Miguel.

CD

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Há coisas que me fazem bem. Normalmente, essas coisas, são fáceis de obter e não são caras (mas, sim, também há umas mais caras).

 

Regra geral, são conversas.

 

(neste pacote de coisas que me fazem bem, também podemos incluir um bom almoço com uma boa conversa e com sol quente, uma boa vista, uma boa exposição, um bom livro ou um bom filme – não sou assim muito exigente, pois não?).

 

Mas, repito, regra geral, são conversas.

 

Claro que, quando há espetáculos ou programas de televisão que são conversas entre pessoas interessantes, fico logo muito interessada (será por isso que vejo muito o Maluco Beleza?).

 

Quando vi o anúncio do programa “Fugiram de casa de seus pais”, da RTP, com o Miguel Esteves Cardoso e o Bruno Nogueira, fiquei logo com a pulga atrás da orelha.

 

Sou muito fã de Miguel Esteves Cardoso, desde sempre, desde pequena. E, embora, para mim, o Bruno não tenha o estatuto do Miguel, tenho também uma ótima impressão dele e, regra geral, acho piada ao seu humor.

 

Já os tinha visto, aos dois, no Famous Humour Fest, no Lx Factory, uma vez.

 

Ao que parece, este programa, vão ser 13 episódios (12 com convidados e um, o último, só com eles os dois).

 

Trata-se de um programa recheado de conversa solta e descomplicada, entre dois amigos, de duas gerações diferentes.

 

O primeiro episódio teve a participação da fadista Gisela João.

 

Gostei muito do Miguel e do Bruno e da forma afável e generosa com que nos levaram para aquele ambiente tão acolhedor que é uma sala, na casa do Miguel, repleta com uma estante recheada de livros.

 

Da intervenção da Gisela não gostei particularmente mas vou associar ao nervosismo que senti existir.

 

Claro que vou ver todos os episódios e convido-vos também a fazê-lo.

 

Às terças-feiras, na RTP, às 22h45.

07
Dez17

Geração Millennial - a Geração que nasceu para revolucionar.

CD

Muito se tem falado da Geração Millennial onde estão incluídos os jovens-adultos nascidos pela década de oitenta.

Esta geração tem características próprias, comportamentos particulares, desejos específicos que definem, obviamente, a forma como ela existem na sociedade e, claro, o seu reflexo no mercado de consumo.

A Geração Millennial (também chamada de Geração Y) é uma geração altamente inspiradora: para ela, acabaram-se os empregos para toda a vida e a vida, essa, constrói-se de sonhos. Esta geração faz o mundo girar pelas suas ideias, por aquilo em que acredita e, raramente, pela componente financeira.

 

O resto do texto está na revista Blogazine, na edição de Dezembro 2017.  

06
Dez17

#MeToo – personalidade do ano para a TIME

CD

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Ia começar este texto dizendo que foi muito corajoso a Time ter escolhido, para personalidade do ano, o movimento #MeToo.     

 

Mas, bom, o acto de coragem não foi, exactamente, esse. O acto de coragem ocorreu quando inúmeras personalidades (e, posteriormente, inúmeros anónimos) tiveram a coragem de dizer, sem medo de recordar, os episódios de assédio e abuso sexual a que foram sujeitos.

 

Na música, na política, na moda, no cinema, um pouco por todo o lado e, especialmente, desde que exista uma relação de poder, o assédio tem tendência a acontecer porque, infelizmente, há uma posição de superioridade de uma parte em relação a outra.

 

Na minha perspectiva, a importância deste movimento reside, exactamente, aí: deu-se voz aos elos mais fracos. A partir daí: políticos demitiram-se, contratos foram cancelados, colaborações foram suspensas. O mundo girou a favor da verdade e os crimes estão a ser investigados.

 

É muito bom – é livre – saber que vivemos num mundo onde os actos de violência já não são assim tão calados. Podem ter sido silenciados algures no tempo mas, agora, a verdade surgiu.

 

Teve impacto e, por isso, considero que a personalidade do ano foi muito bem entregue pela Time.

 

Que tenhamos sempre a coragem de falar. Custe-nos o que custar.

06
Dez17

Apoiar Projectos - Delito de Opinião

CD

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Vocês já sabem qual é a minha opinião sobre apoiar projectos que nos dizem alguma coisa.

 

É tão difícil lançar qualquer coisa, nos dias que correm, quer por falta de iniciativa privada, quer por alta de apoios que, quando alguém o faz, muitas vezes ciente dos riscos que está a correr, dentro do que me é possível, eu tento sempre apoiar.

 

Na minha perspectiva, a forma muitas vezes egoísta com que olhamos para determinados projectos, dado que, muitas vezes, estão acessíveis basta querermos e de forma gratuita, não nos faz dar o devido valor aos mesmos.

 

Sou 100% a valor da máxima: se os usas de algum modo, faz sentido, ainda que de forma ocasional, que contribuas para eles.

 

Faço, por exemplo, isso com o Maluco Beleza porque, de facto, consumo aquele formato digital e sei que tem custos e uma estrutura para manter.

 

Por isso e, atendendo ao facto do Delito de Opinião ser dos blogs que mais leio, não poderia não apoiar este projecto.

 

O que está em causa é o livro do Delito de Opinião, editado recorrendo ao regime de crowdfunding: são € 12,50 e, para tal, basta que acedam aqui (e ainda garante autógrafos).

 

O montante investido será devolvido caso a obra não vá por diante – coisa que, com o apoio de todos, claro que não vai acontecer!

 

São precisos 160 leitores apoiantes!

Eu já apoiei!

Vamos embora?

05
Dez17

O que acontece quando a nossa mente explode?

CD

 

Lu Nan 2.JPG

 

No sábado passado, fomos ao Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, ver a exposição do fotógrafo chinês Lu Nan.

 

Já tinha ouvido falar muito bem sobre esta exposição (por exemplo, aqui) e a vontade foi aumentando.

 

Esta exposição está dividida em 3 partes: a primeira retrata a vida nos hospitais de doenças mentais (de 1989 e 1990), a segunda mostra as comunidades católicas em zonas (muito) rurais e isoladas da China (de 1992 a 1996) e a terceira mostra vida quotidiana do Tibete (de 1996 a 2004).

 

Posso dizer (como partilhei aqui) que saí de lá com um nó no estomago.

 

Apesar de ter gostado muito das três partes, aquela que mais me marcou foi, sem dúvida, a primeira, a parte do hospital de doenças mentais, onde, muitas vezes, faltam recursos financeiros aos familiares, tendo estes, por consequência, que amarrar os doentes em casa, a uma cama ou a uma árvore.

 

As expressões, o ambiente, o pavor ou, simplesmente, o vazio no olhar, assusta-nos e remete-nos, imediatamente, para a nossa insignificância.

 

Será que estamos assim tão a salvo que as nossas capacidades não nos falhem? O que acontece se alguma coisa aqui dentro deixar de funcionar? Estamos assim tão distantes desta realidade?

 

Como disse aqui, esta exposição é de uma frontalidade e de uma dureza que não tem explicação. Escava tão fundo dentro de nós que, quando de lá saímos, sentimo-nos como se um camião nos tivesse passado por cima mas, por outro lado, prontos para relativizar tudo o que nos acontece na vida.

 

Vejam que vale bem a pena.

 

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Lu Nan. Trilogia, em exibição de 10/10/2017 - 14/01/2018 

Mais informações aqui.

05
Dez17

Tenho de escrever?, por Cláudia Oliveira

CD

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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