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insensatez

The night.

O trânsito, hoje, no meu regresso a casa, estava caótico. Eu, que me resigno sempre ao “pára-arranca” da cidade, estava a ficar irritada: já era relativamente tarde e eu só pensava no jantar que queria ter, descansada em casa, com o Ricardo.

Imediatamente antes de começar a rogar pragas ao mundo surgiu, leve e ligeira, esta música. E eu, bom, eu fiquei por ali, naquele metro e meio de carro que é o meu, a pensar que até no mais caótico trânsito, até no mais pequeno carro, até na mais pequena música, alguma sorte pode existir. A minha aconteceu ali.

Ouçam que vale a pena.

 

 

Workshop Escrita Criativa em Lisboa - NOVA DATA

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Vou abrir um novo Workshop de Escrita Criativa.

Dia 27/05, das 15h00 às 19h00, na Livraria Ler Devagar (Lx Factory), em Lisboa!

 

Deixo-vos a opinião, sobre o anterior Workshop, de alguns participantes:

 

“Gostei de participar no curso de escrita criativa! É dinâmico, criativo e o tempo voa. Achei muito interessante o facto da Catarina fazer diversas referências literárias. É um curso à medida de todos. Não é preciso ter experiência na área,  basta ter curiosidade ou querer sair um pouco da zona de conforto. Gostei muito.”      

Cláudia Oliveira Simões

 
"Gostei imenso deste curso, não só pela forma dinâmica e intimista com que a Catarina aborda as questões mas também pela diversidade de exercícios. O curso ajudou-me a estimular a minha criatividade e a abordar a escrita de forma mais profissional. E trouxe comigo uma série de novas técnicas e "desbloqueadores" de escrita que têm sido muito úteis em momentos de menor inspiração!"      

Rita Viegas

 

Para inscrições/informações, enviar e-mail para -> escritacriativainfo@gmail.com

Opinião - Restaurante Graça 77 - vegetariano

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Por norma, não escrevo sobre restaurantes ou hotéis, aqui no blog. Provavelmente por não encarar estes assuntos dentro da linha que rege este blog ou, talvez, por considerar que, nestes temas, cada um tem os seus próprios gostos e que a minha opinião, no final, pode não ser assim tão relevante.

Por outro lado, eu gosto de ler opiniões sobre os locais que pretendo frequentar e, imagino eu, não devo ser caso único.

A verdade é que as opiniões de outros consumidores dão-nos sempre material para fundamentar a nossa decisão.

 

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Ontem fui almoçar ao restaurante Graça 77 (e, vou saltar já para o final da história, gostei tanto que voltei ao jantar).

O Graça 77 é um restaurante vegetariano situado na Graça.

 

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Pontos Positivos:

- Comida óptima e bem confecionada;

- Proprietário do restaurante atencioso e simpático;

- Decoração surpreendente e agradável.

 

Ponto a Melhorar:

- Estacionamento difícil (estamos na Graça!);

- Pouca oferta de sumos naturais;

- Atendimento um pouco demorado;

- Sobremesas elaborados com açúcar branco (das que estavam disponíveis, só utilizaram açúcar amarelo em apenas duas – é uma pena);

- Ausência de Multibanco.

 

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Não pensem que, pelo facto dos Pontos a Melhorar serem em maior número, que vão ficar mal servidos. Não, nada disso. Vale muito a pena a visita (e a repetição!).

No final, podem sempre dar uma voltinha na renovada Graça, pasmarem-se com a quantidade de turistas que por ali andam e apreciarem esta vista (única no mundo).

 

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Recomendo bastante.

 

Contactos:

Morada: Largo da Graça, 77, Graça, Lisboa

Telefone: 21 1348839

 

Sobre os nomes.

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Os nomes andam ali, no limbo dos tempos: ora surgem, ora resvalam e se deitam, ora renascem com mais vigor do que outrora.

 

É engraçado ver que os Albertos, na nova geração, já não existem. Aliás, arrisco-me a dizer, que os Albertos desapareceram há já bastantes gerações. O mesmo com os Robertos, com os Vítores e com os Albanos. Tenho pena: as novas gerações não sabem o que são os Senhores Artures da papelaria, aqueles que nos davam gomas à socapa nem (muito menos) sabem quem é a professora Maria de Lurdes ou a professora Augusta que nos ensinavam rigorosamente a tabuada: muitas vezes, de forma demasiado rigorosa.

 

Tem a sua piada analisar a forma como os nomes surgem e se apagam: ou por uma questão de moda ou por uma questão social. Não sendo uma profissional na análise dos nomes, vejo nomes naturalmente queques, aqueles que possibilitam entoação nasalada, como Madalena ou Constança, a renascerem em meios mais humildes.

 

Falando de nomes, não me posso também esquecer da moda das Jades e das Yaras (telenovelas?) e dos Matheus, dos Kevins e Enzos (o futebol tem força). Eu, em caso de dúvida, optaria por Maria ou João. Pode ser comum mas, pelo menos, é tradicional. Simplesmente, Maria. Sempre.

 

Os Martins e os Afonsos, por sua vez, hoje em dia, existem aos magotes. Pessoalmente, não acho nomes com muita personalidade, talvez os anos me venham a ensinar que até eles, os nomes, precisam de tempo para ganharem consistência.

 

Vamos ver.

Fenómenos.

Chegou finalmente o momento de falar sobre determinados fenómenos que se passam na minha vida.

 

São alguns, não muitos, que me perturbam porque se sucedem sempre da mesma forma. Eu reparo neles e, até para mim, são estranhos. E tristes. E estranhos. E tristes.

 

Ora, aqui estão eles:

 

- Nunca consigo comer apenas um pastel de nata. Normalmente, são dois, há dias em que escalam para três, mas também já aconteceu serem quatro;

 

- Só compro roupa interior em números ímpares: uma cueca, três cuecas, cinco cuecas. Comprar duas cuecas nunca aconteceu. Nem quatro. Nem seis. Muito menos oito;

 

- Nunca toco com as mãos em puxadores de casas de banho públicas. São acrobacias e dúvidas complexas, giras para quem está de fora, cada vez que quero ir a uma casa de banho pública: enrolar o casaco nos dedos e rodar a maçaneta quando o puxador o permite ou puxar muito rapidamente a porta com o dedo mindinho e prendê-la com o pé quando ela se abre e depois, com os cotovelos, afastá-la para conseguir, finalmente, sair? É complexo, eu sei.

 

Há mais, mas vou guardá-los para segundas núpcias.

Quatro tipos de fotografias que se repetem nas redes sociais, ano após ano, assim que o calor aperta.

Se são como eu e gostam de analisar padrões de comportamento, vão gostar de saber que decidi reunir os 4 tipos de fotografias que se repetem nas redes sociais, ano após ano, assim que o calor aperta e, para as quais, vamos assumir, já não há paciência:

 

  • Fotografias de pés, com unhas impecavelmente pintadas, na água do mar – Sou bastante sensível a este ponto: não nutro especial simpatia por pés;

 

  • Fotografias de termómetros com temperaturas elevadas – Nunca percebi este conceito de partilhar a temperatura: nós somos humanos, sentimos, as temperaturas sobem, temos calor. É relativamente normal. Se as temperaturas atingissem os 60 graus, ai sim, seria digno de registo, fora isso, bom, é só normal;

 

 

  • Fotografias de Bolas de Berlim – Eu já vi várias Bolas de Berlim na vida e garanto-vos, fora uma ou outra invenção, elas são rigorosamente iguais. Sempre. Não mudam. Partilhem só quando estivermos a falar de uma Bola de Berlim cor-de-rosa com creme azul, ok?;

 

 

  • Fotografias de pessoas suadas nos ginásios – Não gosto assim muito de pessoas suadas e, como tal, preferia não vê-las espalhadas, com carácter aleatório, no meu feed das redes sociais: uma fotografia de uma paisagem, uma fotografia de um gatinho, uma fotografia de um corpo suado, uma fotografia de uma salada de atum, uma fotografia de um rosto vermelho a pingar: não, não e não.

 

E vocês, têm mais para a troca?

Vacinas e a negligência... do nosso país.

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Estava um bocado distante da polémica das vacinas porque não tenho filhos, porque desconhecia a gravidade de alguns factos mas, especialmente, porque tanto eu como toda a minha família somos vacinados e sempre me recordo de entregar boletins de vacinas nos estabelecimentos de ensino por onde andei. Sempre achei isto um não-tema: afinal, achava eu, se as vacinas são obrigatórias, qual a questão?

 

Ora, com a polémica a aquecer, com a malta a ficar histérica com o surto de sarampo num país (o nosso) onde, em 2015, a Organização Mundial de Saúde referiu esta doença estar eliminada, tornou-se impossível não me debruçar sobre este tema.

 

Fiquei, então, a conhecer alguns factos assustadores: a vacina do sarampo – tal como todas as outras – não é obrigatória. Repito: não é obrigatória!

 

O pior, para mim, é que vivemos num pais em que estas questões são colocadas nas mãos do bom senso das pessoas: nas mãos dos pais bem informados mas também dos pais fanáticos e fundamentalistas.

 

Apercebi-me que as vacinas são conselhos, são recomendações que nos fazem.

 

Isto é chocante especialmente porque o grau de sucesso das vacinas aumenta quanto maior for o número de pessoas vacinadas numa comunidade.

 

Façam regras, fiscalizem e penalizem quem não as cumpre.

 

Estamos a falar de saúde pública. Não é uma brincadeira.

 

(recomendo a leitura desde texto que explica (e desconstrói) os principais argumentos utilizados para não vacinar as crianças - vale a pena. – a verdade é que alguns destes argumentos até são muito “apelativos” daí que deixar ao critério das pessoas, se calhar, é uma má opção!)