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(in)sensatez

02
Jun17

A vida em hashtags.

CD

hashtagss.png

 

 

Acho piada à forma como as hashtags (etiquetas, para os amigos) se tornaram parte integrante da nossa vida. Elas traduzem uma forma original de comunicar mas, ao mesmo tempo, vamos lá assumir, têm o seu quê de como-é-que-vou-explicar-esta-moda-à-minha-mãe?.

 

Basicamente, se as hashtags são – socialmente - aceites como “língua", então, atrevo-me a dizer, tudo tem potencial para ser aceite na nossa sociedade. Já pensaram nisto?

 

As modas, por muito parvas que sejam, pegam. Pegam mesmo. Pega a do balde de água fria pela cabeça abaixo, pega a do Pokémon Go e pega a do #nopainnogain.

 

Relativamente às hashtags, há algumas que utilizo para orientar os meus conteúdos (especialmente, no instagram), há algumas a que recorro quando quero procurar imagens sobre determinado tema (também no instagram) e há algumas que aplico na minha vida normal, quando comunico com os meus amigos, por SMS, por exemplo (e, sim, as minhas preferidas são #jáestátudoapensarnomesmo e a #rumoao37 – agora pensem!).

 

Depois de ter visto um vídeo de duas pessoas (acho que eram  - relativamente - famosas) a manterem uma conversa, de forma tranquila, apenas utilizando hashtags, já acredito em tudo na vida.

 

(Antes que perguntem: não me lembro quem eram – esta cabeça já não dá para tudo, essa é a verdade – pf se alguém souber, partilhe!)

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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