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(in)sensatez

26
Out17

As alergias e a alimentação.

CD

alimento medicamento.jpg

 

Hoje gostava de partilhar convosco quais eram as minhas alergias e qual foi a forma como, aparentemente, as consegui resolver.

 

Durante muitos anos, sofri bastante devido às alergias que tenho às árvores, à relva, às flores, enfim, a tudo o que implique pólen e pozinhos (desculpem se não sou muito técnica). E, quando digo "fortemente atacada" é mesmo “fortemente atacada”. De forma sucinta, vou-vos descrever o panorama:

 

- Espirrava, de forma consecutiva e ininterrupta - tal modo que o Ricardo tinha, muitas vezes, que sair da sala porque já não me podia ouvir espirrar;

 

- Estava sempre, mas sempre, a pingar do nariz;

 

- Mal conseguia respirar porque esse acto, aparentemente fundamental para viver, me irritava as narinas o que originava mais espirros;

 

- Os meus olhos estavam sempre muito vermelhos e, por vezes, tinha muita dificuldade em abri-los;

 

- No carro, nunca conseguia ter o ar condicionado ligado e também era muito complicado ter as janelas abertas porque o ar girava mais e piorava a minha respiração (estão a imaginar o quão difícil era fazer uma viagem comigo, de carro, na Primavera?);

 

- Em concertos ou em locais que implicavam pó, tinha que ir sempre com comprimidos SOS (uns que se colocam na língua) e um lenço para meter à volta da boca e do nariz quando o pó começava a levantar. Enfim, imaginem só o seguinte cenário: irem comigo, de carro, na Primavera, para um concerto de Rock. Era uma experiência maravilhosa: para mim e para quem estava comigo.

 

Bom, numa tentativa desesperada de ganhar alguma qualidade de vida, andava constantemente a tomar medicação, com tudo o que isso representava: eu não adoro tomar comprimidos e estes, normalmente, dão sono, muito sono. Vamos fazer um jogo: digam-me um nome de anti-histamínico – aposto que o conheço e que sei a sua bula de cor.

 

Fui a milhares de especialistas (querem continuar o jogo: digam-me um nome de um alergologista – aposto que o conheço) e as alergias aqui continuavam sendo que, ocasionalmente, estavam camufladas com a medicação que tomava mas, muitas vezes, a mostrarem-me quem é que, de facto, mandava na minha vida.

 

Quando, há sensivelmente um ano mudei a minha alimentação, estava longe de imaginar que uma das consequências diretas fosse ficar praticamente curada das minhas alergias. Só não digo completamente curada porque se, por um lado, ainda não acredito que estou curada, por outro, o pingo no nariz ainda se mantém, em menos quantidade, é certo, mas ainda se mantém.

 

Na verdade, quando Hipócrates, o pai da medicina, referiu a frase da imagem acima (que já tive a oportunidade de partilhar mais vezes aqui no blog), ele não estava a mentir.

 

Andamos, muitas vezes, pelos caminhos mais fáceis (pagamos a médicos, compramos medicamentos, fazemos tratamentos) e, por vezes, não ficamos curados, apenas camuflamos sintomas, sem espreitar a génese da questão.

 

Se partilho esta história aqui no blog é porque acho fundamental falar-se da alimentação saudável (e não referir apenas a sua consequência mais visível - perda de peso) e abordar o seu trabalho na prevenção de determinadas doenças.

 

Se deixássemos de comer tanto alimento processado e de má qualidade, veríamos melhorias significativas em nós. Garanto-vos!

 

Com este texto, não digo para deixarem de ir a médicos (o ponto não é, de todo, esse!). Apenas refiro que, se cuidássemos mais do que comemos, muitos dos problemas que temos, simplesmente, não existiam. Pensem nisto. 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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