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(in)sensatez

25
Mai17

(falta de) Realismo de Mãe.

CD

bebes.jpg

 

Na maternidade, há muita coisa que me perturba. E (juro), na maior parte das vezes, nem são os filhos (se era nisso que estavam a pensar)!

 

Na verdade, agora que penso nisso, nem é na maternidade em si. É na forma como algumas mães se comportam.

 

Não vou entrar em grandes detalhes – se quiserem muito, mesmo muito, uma análise esmiuçada dos comportamentos desviantes de algumas mães, é só pedirem – vou-me, simplesmente, focar na falta de noção de algumas mães.

 

A verdade é que há filhos que, para as (suas) mães, representam a personificação de Deus na terra. Sim, de Deus. Ele é, então, o filho, claro está, nas palavras da própria, simplesmente PER-FEI-TO.

 

Juro que tenho dificuldade em compreender a falta de realismo de algumas mães.

 

Gosto de pessoas diretas e que, sem deslumbramentos, dizem de forma franca: este meu filho é tudo para mim mas, vamos ser sinceras, não tem jeitinho nenhum para desenhar.

 

Não se enganem: aceitem que o vosso filho não tem jeito para desenhar! Ganhamos todos: até nós, amigos queridos, que não temos que nos conter perante um desenho ridículo (vamos combinar: traços aleatórios, às cores, numa folha branca, não conta como desenho, ok?).

 

É bonito quando, na beleza que consiste ter um filho, se tem o discernimento para entender que o amor não é cego. Não é cego e o realismo de mãe é algo que – lamentavelmente - não se ensina nos cursos de preparação para o parto (digo eu, que nunca frequentei nenhum!), mas que devia ser um módulo obrigatório!

 

#prayforrealismodemãe

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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