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(in)sensatez

22
Abr16

Ir a tempo.

CD

ir a tempo.jpg

Dilatamos objectivos, protelamos aspirações. A altura não é a certa, temos mais que fazer, o bicho continua cá mas a confusão diária dos nossos dias, a futilidade dos nossos afazeres quotidianos, turva-nos a vista, ofusca-nos os verdadeiros quereres.

Muitas vezes ou, diria mesmo, demasiadas vezes, adiamos, adiamos, adiamos e, demasiadas vezes também, não vamos a tempo de concretizar o que, de facto, queremos. Tenho sempre a imagem de uma passadeira a acelerar, do corpo a galopar em cima dela, transpirado e esgotado e que, infelizmente, não consegue sair do sítio.

Não vou (não quero) dizer que adiamos sonhos – isso seria cair, com demasiada facilidade, em lugares comuns – mas não deixa de ser verdade.

Há umas semanas passei os olhos no título de uma notícia que dizia que uma senhora de 91 anos tinha conseguido terminar um doutoramento, que o tinha começado a escrever aos 58 anos, demorando, deste modo, mais do que 30 anos a concluí-lo.

Embora continue a considerar que não se devem retardar decisões fico sempre feliz com casos de concretização tardia de desejos. Passa-me a mensagem, na subtiliza da realização lenta dos sonhos dos outros, de que ainda vou a tempo.

E a sensação de “ir a tempo” é muito boa.

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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