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(in)sensatez

07
Jul17

Não somos todos humoristas.

CD

Se há profissão que aprecio é a de humorista (quando comecei a escrever este texto, no lugar da palavra “humorista”, tinha colocado a palavra “comediante” – ainda se usa esta palavra?).

 

Provavelmente, vão-me responder que há profissões mais dignas, como a de bombeiro ou a de médico. Nem sempre é fácil mas tento não estar sempre a comparar tudo. Sim, ser bombeiro ou médico é bom; humorista, à sua maneira, também.

 

O meu carinho por alguém que escreve piadas (e que até as interpreta) prende-se, em primeira instância, por reconhecer a dificuldade que existe em fazer alguém rir. Mas vai muito além disso: eu gosto (e, pelo meio, sinto alguma inveja por não o poder fazer também) do olhar desprendido, quase infantil, que os humoristas utilizam na realidade do dia-a-dia.

 

O ângulo de abordagem usado pelos humoristas que, de tão trabalhado, já lhes sai de forma (praticamente) natural, é apenas tolerado a quem faz disso profissão: no meu dia-a-dia mais engravatado, não há espaço intelectual para olhar para o lado B das coisas. É despropositado.

 

Fazer humor quando não se está para humor é outra característica que me faz ter algum fascínio por esta profissão. Podemos ser advogados, contabilistas ou mecânicos e exercer o nosso ofício de forma (minimamente) exemplar mesmo quando não estamos felizes. Porém, escrever ou dizer piadas quando não se está para ai virado (sim, todos temos dias maus), parece-me complicado porque representa trabalhar no confronto de dois sentimentos totalmente opostos: sinto-me triste mas vou fazer os outros rir.

 

A parte mais técnica de fazer uma boa piada, de aceitar que há pessoas que se podem dar ao luxo de ter olhar diferente das coisas e que, quase de certeza, situam, 3 pontos acima do comum dos mortais, o seu nível de inteligência, leva-me a ler as suas entrevistas, a tentar descortinar o seu raciocínio e a procurar seus pontos de vista.

 

Encontrei estes vídeos do Gregório Duvivier e do Ricardo Araújo Pereira, no âmbito do Unibes Cultural. Vale a pena ver:

 

Gregório Duvivier e Ricardo Araújo - Sensacional [Unibes Cultural - Pt. 1] 

Gregório Duvivier e Ricardo Araújo - Sensacional [Unibes Cultural - Pt. 2]

 

(era capaz de jurar que havia um vídeo completo mas agora não o encontro)

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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