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(in)sensatez

01
Ago17

NiT e o jornalismo de qualidade.

CD

O meu problema com a NiT foi que, assim que ela surgiu, comecei a ler as crónicas que por lá apareciam e estavam sempre cheias de erros. Dei o benefício da dúvida porque, na verdade, era uma revista a lançar-se, com muita coisa a precisar de ser afinada, e eu sei bem como custa começar.

 

Na comparação, apesar do propósito não ser, de todo, o mesmo, o Observador, como informação online, ganhava pelo cuidado ao nível dos textos.

 

Meti like na página da NiT, e fui seguindo porque, a bem dizer, a NIT dá até sugestões giras e visibilidade a algumas marcas que, de outro modo, ficava sem conhecer. Gosto também de saber as novidades da minha cidade e em formato online, para mim, acaba por ser mais fácil.

 

Mas, bom, depois há o clickbait, num desespero bastante notório de atrair cliques e visualizações.

 

E depois surgem artigos com títulos como: “Casas perfeitas para fazer uma escapadinha discreta com a sua amante” e eu fico a pensar mas onde, onde é que está o jornalismo de qualidade, isento, profissional e com boa informação?

 

Isto agora vale tudo?

 

(nota: não coloquei o link do artigo de forma intencional - não quero ser mais uma a contribuir para o mau jornalismo)

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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