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(in)sensatez

21
Mar17

Nós não somos necessariamente os culpados.

CD

Há um dia, como acontece sempre, em que surge uma luz, em que se dá um “click”, em que tudo muda.

 

Durante muito tempo, diziam-me que as acções das pessoas eram reflexo da personalidade e da educação delas e não uma reação direcionada à minha pessoa. Isto foi das coisas mais sábias que alguma vez me disseram mas nunca tive – até há pouco tempo – a perspicácia necessária para a entender. Eu ouvia, como ouço sempre, fazia-me sentido e tal, mas não ao ponto de exercer real impacto na minha vida. Encarava esta frase mais como um “faits divers, mais como uma daquelas frases “facebookianas” inspiradoras - daquelas que me fazem sempre querer fugir.

 

Quando algo não corria como eu queria, quando recebia uma resposta que achava que não merecia ou um comportamento que não considerava justo, ficava a remoer! Como calculam, em 32 anos foram várias as vezes em que isto aconteceu.

 

Mas há um dia, como acontece sempre, em que surge uma luz, em que se dá um “click”, em que tudo muda.

 

Claro que continuo, porque sou humana, a ficar melindrada mas, é aqui que nasce a grande vitória, encaro actualmente os comportamentos que não considero corretos, mais como reflexo do que as pessoas na realidade são e não, como anteriormente, como uma afronta pessoal.

 

De facto, é difícil entender que não somos o centro do mundo e que, quando alguém reage de forma menos positiva connosco, nós não temos que ser necessariamente os culpados.

 

Um dia deu-se este “click”. E assimilar isto foi um grande – grande - salto no meu bem-estar.

 

Parecendo que não, tira-nos muito peso de cima.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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