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(in)sensatez

29
Jun17

Opinião - O Triunfo dos Porcos de George Orwell

CD

 

Triunfo dos Porcos.JPG

 

Tenho alguma vergonha em assumir isto: eu, nestes 32 anos de pura existência, nunca tinha lido o Triunfo dos Porcos.

 

Ok, podem apedreja-me porque, basicamente, é o que vai acontecer sempre que alguém, de idade avançada (como é o meu caso), me disser, de forma despreocupada: “O quê? O Triunfo dos Porcos? Não, não, nunca li. Mas, bolas, há tantos livros bons para ler.”

 

Há uma razão muito óbvia para este argumento não ser aceitável. Há, de facto, muitos livros para ler mas este, bom, este ganhou um lugar no meu coração. E isso é tudo. E tinha tudo – tudo - para não ganhar: é um livro pequeno e mete porcos que, bom, é um animal que eu não aprecio particularmente.

 

Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo George Orwell, criou aqui uma bela obra de arte, digo-vos já.

 

Esta obra foi publicada em 1945, no Reino Unido, e conta a história de um grupo de animais que vive numa quinta governada por humanos até que, um belo dia, decide criar uma revolução expulsando, deste modo, os humanos donos da quinta, implementando um novo regime governado por animais, encabeçado pelos porcos.

 

Ora, claro que isto acaba por dar para o torto.

 

Esta fábula política tem como propósito picar os regimes totalitários, reforçando que dão sempre asneira, mesmo quando eles se iniciam sentados nos melhores valores, sublinhado todos os perigos dos mesmos, especialmente, o favorecimento daqueles que são mais fortes.

 

É um livro que recomendo mesmo muito: pequeno em tamanho, mas enorme em conteúdo.

 

(E querem saber o que me ligou ainda mais a este livro. Releiam aqui.)

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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