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(in)sensatez

17
Nov17

Plateia.

CD

Cd Maquina analogico 2.JPG

 (Fotografia analógica tirada pela minha prima Margarida.

Podem seguir o trabalho dela, no seu instagram @shadowplay35)

 

Nós temos uma plateia (a partir de quantas pessoas podemos começar a chamar plateia? três?) que nos lê que é igual a nós.

 

Parecendo que não, se entraves houvesse no que há escrita diz respeito, isto facilita muito a vida a quem escreve.

 

Esta plateia sente como nós e vive como nós. O ar que expele é igual ao nosso e as suas necessidades, claro, são as mesmas que as nossas.

 

Sempre que uma história é escrita, ela nasce daquilo que nós somos. Aquilo que queremos transmitir é sobre nós (ainda que não o seja diretamente) e é também, algures no meio dos parágrafos, sobre a plateia a que nos dirigimos.

 

Quando me perguntam se escrevo para mim ou para quem me lê, fico sempre confusa.

 

Eu escrevo para os dois lados porque, no final do dia, são a mesmíssima coisa.

 

É só isto.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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