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(in)sensatez

11
Jul17

Quando o encanto desaparece por causa dos erros ortográficos.

CD

escrever.JPG

 

Todos nós damos erros ortográficos. Assumir isso é mesmo meio caminho andado para a aceitação. Aceitem-se, por favor!

 

Por vezes, com a rapidez da escrita, com o facto de ela fluir a uma velocidade diferente – mais rápida, muito mais rápida – do que o pensamento, as palavras encavalitam-se e os erros surgem. É natural, meus amigos.

 

Rever os textos é meio caminho andado para mitigar estas situações. Mesmo assim, há textos que seguem com erros que, algumas vezes, são corrigidos a posteriori; outras vezes, não são, de todo, detectados. Neste último caso, estes textos limitam-se a ficar por ali, numa tentativa de sobreviver ao seu karma, sempre com erros atrelados à sua memória.

 

Uma coisa é certa: todos temos, pontualmente, dúvidas.

 

“Esta palavra é com “c” ou com “dois s”?”;

“Leva h?”

“Vê lá se esta frase faz sentido.” (sim, porque nem só de erros ortográficos vive o homem: há também erros de sintaxe, tantas vezes desprezados.)

 

Bom, mas vamo-nos focar nos erros ortográficos.

 

Eu, pessoalmente, enquadro-os em categorias.

 

Ora bem:

 

Na primeira categoria estão os erros aceitáveis.

São eles: uma vírgula que saltou do sítio, um acento agudo que fugiu, uma letra que galgou (reparem que, nesta categoria, os erros têm vida própria: saltam, fogem, galgam, etc).

 

Na segunda categoria estão os erros (adivinhem!) não aceitáveis (sou muito forte a dar nomes a categorias).

Nesta categoria podemos encontrar o “ trás ai o escadote”, o “atráz desse sofá ”, o “À muito tempo…”, o “voçês são muito giros”, ou ainda o “fui á fonte” (vamos combinar: este “á” não existe!!).

 

Basta passear um bocadinho pelas redes sociais (onde – lá vou eu dar as minhas fontes - fui beber inspiração para este post) para se apanhar logo todos estes erros.

 

Mas, malta, o pessoal ainda aceita os erros enquadráveis na primeira categoria, agora, bom, todos os da segunda categoria representam profundo desprezo pela língua de Camões.

 

Mais respeito, por favor.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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