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(in)sensatez

28
Set16

Que vidas guardam as casas quando já lá não há vida?

CD

Desde há uns tempos para cá, alguns dos meus vizinhos, foram-se embora. Juro que não sou eu quem potencia esta situação, não faço más vizinhanças, nem crio situações embaraçosas. Quero acreditar: antes pelo contrário.

 

Mas foram-se, uns a seguir aos outros, sem horas ou dias marcados. As suas pessoas deixaram de apanhar os meus elevadores e de passar pelo mesmo hall de entrada do que eu; as suas dinâmicas foram, certamente, modificadas, os caminhos que agora apanham para os colégios ou para os trabalhados foram alterados. Os seus barulhos, aqueles que bombeavam a vida das suas casas, desapareceram.

 

Imagino eu, não sei porque não vi, que nada resta a não ser o chão vazio e as paredes desocupadas, com picadas dos quadros outrora pendurados.

 

Hoje, porque já saíram, já não são meus vizinhos, serão, certamente, de outros alguéns, por isso, vou fugir dessa palavra.

 

As casas estão, ainda, vazias de móveis e vida e, sem novos seres com as características necessárias para adaptarem esta palavra, a palavra "vizinhos", pergunto apenas: que vidas guardam as casas quando já lá não há vida?

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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