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(in)sensatez

09
Out17

Será que nos conhecemos assim tão bem?

CD

Ela afirmava que se conhecia perfeitamente e, sem nunca ter experienciado uma situação limite, dizia, com rigor, como, de certeza, reagiria.

 

O mundo tem muitas reservas perante alguém repleto de certezas. Ao longo dos anos, é possível que todos nós passemos também a tê-las.

 

A idade amacia-nos e dá-nos o discernimento necessário para avaliar que não temos agora, nem nunca – na verdade - vamos ter, forma de saber como reagiríamos nesta situação ou com aquela conjuntura.

 

Mesmo que determinado comportamento, aquele que apontamos como certo, seja óbvio para determinado tipo de personalidade, é difícil haver alguém que se conheça tão bem a esse nível.

 

De certeza que todos nós já tivemos situações em que calámos quando o nosso feitio é o de argumentar; outras em que falámos quando o nosso feitio é o de calar. Todos nós, sem exceção, já nos vimos zangados e exaltados quando verificamos tentarem fazer mal aos nossos, quando sempre jurámos que nunca, desse modo, nos iríamos comportar.

Todos nós, em algum momento da nossa vida, já asseguramos convictos quais as nossas prioridades e, depois, com as variáveis iguais, alteramos comportamentos e caminhos.

 

É importante que a questão, será que te conheces assim tão bem?, exista e se afirme presente na nossa vida.

 

Todos nós, tal como ela, que afirmava que se conhecia perfeitamente e, sem nunca ter experienciado uma situação limite, dizia, com rigor, como, de certeza, reagiria, em algum momento da vida, partilhámos desta mesma opinião e a idade, pela capacidade que tem em nos orientar, tende a ensinar-nos que, bom, contas feitas pode não ser bem assim.

 

E ainda bem!

 

 

Texto escrito na revista Blogazine, na edição de Outubro 2017.  

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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