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(in)sensatez

13
Jul17

Sobre as falsas notícias.

CD

No seguimento do meu post anterior, onde falei sobre os blogs e as redes sociais que gravitam à volta deles (mas também um pouco sobre este vício - que a ciência, um dia, ainda vai conseguir justificar - que são os likes), lembrei-me de vos falar de outro assunto que são as “falsas notícias.

 

Toda a gente sabe que um bom título e uma boa fotografia puxam os leitores a entrar nos sites e, também toda a gente sabe, que, quanto mais entramos nos sites, mais tráfego é gerado e mais a publicidade é (bem) paga.

 

Nada contra: não vamos ser hipócritas – são as leis deste (novo) mercado.

 

Eu não sou defensora que as boas notícias são apenas aquelas que me interessam e que, a gravidez da Georgina, por não me interessar, não deixa de ser uma boa notícia porque, de facto, há quem tenha mesmo interesse neste assunto. Portanto, não, não me vão ver nos facebooks desta vida a reclamar junto do DN, perante uma notícia deste calibre, que: “mas que raio de notícia é esta???”

 

Se, de facto, são notícias que puxam, ora, vamos trabalhar (também) nelas.

 

O meu ponto de revolta surge nesta sede desmedida, de ir atrás dos likes só porque sim, criando falsas notícias.

 

Acontece muitas vezes um título não ser, de todo, o que o artigo diz. Sim, isto acontece. Muitas vezes mesmo! Criam o título apenas para puxar e depois, vai-se a ver, e são meia dúzia de frases sem interesse sobre um tema que nada tem a ver.

 

Outro tipo de “falsa notícia” são coisas que, de facto, não aconteceram. Isto também acontece! É incrível mas já me aconteceu: ler (e até partilhar) notícias de sites bastante conhecidos que eram mentira.

 

Ora, são estas as situações em que me sinto defraudada, desiludida até, com a falta de profissionalismo no jornalismo.

 

Estes dois tipos de falsas notícias retiram credibilidade às entidades, fazem com que se crie anticorpos e que se deixe de seguir estas publicações.

 

Recomendo-vos um facebook chamado: Truques da Imprensa Portuguesa.

 

Vale a pena ver. 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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