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(in)sensatez

24
Nov16

Sobre as luzes de Natal antecipadas.

CD

Natal.jpg

 (imagem retirada da internet)

 

Não sei que febre se andou a alastrar este ano, se foi uma forma de chamar o frio, dizendo-lhe, de forma meiga mas frontal, que chegou a sua altura do ano e que, portanto, teria que aparecer, mas (e julgo que não é só impressão minha) o Natal, este ano, chegou mesmo mais cedo.

Nas lojas, apressar o Natal é um efeito natural – é uma forma de antecipar o consumo e a compra antes da altura propriamente dita – mas, no que refere às pessoas, nunca tinha visto tamanha campanha a favor do Natal.

A maior parte de nós adora esta época: é a altura dos sonhos em formato de luzinhas a piscar, das músicas que nos derretem os corações gelados pelo frio lá fora, do aconchego da família, da tranquilidade do lar e, especialmente, da atenção dada à tradição – as recordações surgem em cada garfada dada no bacalhau ou no cabrito.

Juro que irei avançar para a árvore de Natal e que a farei de forma breve. Mas, bom, enfeitar a árvore, fazer o presépio e pendurar as luzes no início de Novembro parece-me muito prematuro mesmo!

Agora, para ser sincera, também estou curiosa: vai-se tudo manter até Março?

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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