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(in)sensatez

29
Jun17

Sobre blogs #1: A dimensão das coisas.

CD

I - Dimensão das coisas - sobre blogs.png

 

No outro dia, num jantar, um grupo de pessoas comentava, com algum espanto, que o meu blog até é “grandinho”, tal como as redes sociais que, à volta dele, gravitam.

 

Sem falsas modéstias, eu não acho nada que o meu blog seja "grandinho", nem consigo perceber a medida deste “grandinho”. Sei que tenho bom feedback, sei que tenho alguns seguidores, sei que eles estão a crescer, sei que as visualizações também têm aumentado, mas não sei muito mais. Ah, sei também que blogs grandes (sendo que “grande”, nesta escala, é superior a “grandinho”) são, por exemplo, o Pipoca Mais Doce, o Frederica ou o Stylista. Mas, bom, sendo totalmente realista, nem faz sentido coloca-los na mesma escala: estes blogs pertencem a pessoas que pagam as suas contas com eles!

 

Depois, temos outros, mais para o meio da tabela, mas que também já têm alguma dimensão. Nestes, os autores (ainda) não conseguem viver do blog mas conseguem obter algum retorno, ao trabalharem com diversas marcas, o que origina bastante dinamismo ao próprio blog.

 

O meu blog, de ambos os casos, está longe, muito longe.

 

Possivelmente, com "grandinho", o grupo de pessoas com quem jantava, referia-se ao facto de ser um blog com conteúdo frequente e (relativamente) trabalhado, o que até pode parecer estranho dado que tenho um trabalho (que não é o blog), na vida de todos os dias, relativamente exigente.

 

Digo-vos (acho que nunca assumi este ponto, neste espaço): levo o blog muito a sério e sai-me, francamente, do pêlo todos os conteúdos que por aqui aparecem, pela frequência com que aparecem mas, principalmente, pela qualidade que gosto que tenham. Não abdico de os trazer bem escritos (muitas vezes escritos a altas horas da noite, no meio de um processo criativo qualquer; outras vezes, escritos no intervalo de qualquer coisa ou enquanto espero por alguém – mas sempre revistos e revistos e revistos) e com boas fotografias sendo que, a ausência delas, muitas vezes, justifica-se pelo facto de não ter tempo para as tirar: quando isso acontece, prefiro, obviamente, não colocar imagens. Até porque, em última análise, este blog pertence às palavras, à escrita, a esta minha paixão pelos caracteres; as fotografias acabam por ser um complemento.

 

Bom, introduções feitas, o objectivo deste texto é referir que vão sair alguns posts sobre o que, para mim, representa isto de ter um blog – com algumas dicas pelo meio.

 

Irei falar na óptica dos blogs pessoais, como é o caso deste, onde há sempre uma pessoa e uma opinião por detrás dos conteúdos publicados. Basicamente, vou-vos contar a minha experiência e, quem sabe, inspirar alguém a criar um.

 

Adianto-vos já que não é fácil: exige dedicação, trabalho e renúncia mas é muito bom.

 

Apesar de tudo, passo a vida a recomendar, a toda a gente, a criação de um blog, mesmo que o objectivo seja apenas passar o tempo pois, ter um cantinho como este, ajuda-nos a esquematizar as ideias, a pensar sobre as coisas, a ter uma opinião.

 

Preparados para vários posts sobre o tema?

 

O segundo texto da saga "Sobre Blogs" (sobre como Começar um blog) está aqui.

O terceiro texto da saga "Sobre Blogs" (sobre como Dinamizar um blog) está aqui.

O quarto texto da saga "Sobre Blogs" (sobre como Dinamizar um blog) está aqui.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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