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(in)sensatez

26
Abr17

Sobre os nomes.

CD

nomes-bebe-duvidas-menina-mae-primeira-viagem-dica

 

Os nomes andam ali, no limbo dos tempos: ora surgem, ora resvalam e se deitam, ora renascem com mais vigor do que outrora.

 

É engraçado ver que os Albertos, na nova geração, já não existem. Aliás, arrisco-me a dizer, que os Albertos desapareceram há já bastantes gerações. O mesmo com os Robertos, com os Vítores e com os Albanos. Tenho pena: as novas gerações não sabem o que são os Senhores Artures da papelaria, aqueles que nos davam gomas à socapa nem (muito menos) sabem quem é a professora Maria de Lurdes ou a professora Augusta que nos ensinavam rigorosamente a tabuada: muitas vezes, de forma demasiado rigorosa.

 

Tem a sua piada analisar a forma como os nomes surgem e se apagam: ou por uma questão de moda ou por uma questão social. Não sendo uma profissional na análise dos nomes, vejo nomes naturalmente queques, aqueles que possibilitam entoação nasalada, como Madalena ou Constança, a renascerem em meios mais humildes.

 

Falando de nomes, não me posso também esquecer da moda das Jades e das Yaras (telenovelas?) e dos Matheus, dos Kevins e Enzos (o futebol tem força). Eu, em caso de dúvida, optaria por Maria ou João. Pode ser comum mas, pelo menos, é tradicional. Simplesmente, Maria. Sempre.

 

Os Martins e os Afonsos, por sua vez, hoje em dia, existem aos magotes. Pessoalmente, não acho nomes com muita personalidade, talvez os anos me venham a ensinar que até eles, os nomes, precisam de tempo para ganharem consistência.

 

Vamos ver.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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