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(in)sensatez

07
Jul17

Somos seres básicos.

CD

As nossas necessidades básicas continuam a ser aquilo que – verdadeiramente - nos move.

 

Na verdade, eu acredito que sim, anda tudo, mais ou menos, atrás do mesmo.

 

Claro que há alturas em que lá nos distraímos (acontece a todos): olhamos para a esquerda, vemos uma borboleta (que gira!), entretemo-nos com ela durante um pedaço, afinal a nossa prioridade é mesmo o nosso sucesso profissional, aquele carro reluzente topo de gama ou aquele pedaço em Erasmus que vale tudo, e vamos pondo, caminho por caminho, umas coisas à frente das outras.

Assim, motivações que, diga-se de passagem, de prioritárias nada têm, vão ganhando terreno, enquanto ondulamos pela maré dos nossos dias.

 

Achamos que as nossas prioridades são todas diferentes. As minhas, as tuas e as tuas. Mas não: andamos todos atrás do mesmo.

 

Em última análise, por muitas voltas que se dê, por muitos caminhos secundários que se apanhe, por muito camuflado que esteja o nosso destino, por muitos distraído que esteja o nosso cérebro, em última análise,  as nossas necessidades básicas continuam a ser aquilo que - verdadeiramente - nos move.

 

E ainda bem. Adoro que sejamos seres básicos (mesmo que seja, para nós, fácil a distração).

 

Torna tudo mais fácil.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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