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(in)sensatez

20
Set17

Somos seres em constante mudança apesar de, por vezes, resistirmos a ela.

CD

Tenho imensa curiosidade em saber quais as mudanças que a vida me reserva. Não em saber na cara dos filhos que vou ter, como uma amiga minha, há uns dias, dizia, mas em conhecer a minha vida, como um todo.

 

Não sei se é reflexo de ser uma curiosa (cusca?) por natureza, mas tenho pena de não saber como era este mundo antes de eu nascer. Mais curiosidade ainda tenho eu em saber como vou estar aqui a cinco anos, por exemplo.

 

Muita coisa muda em cinco anos, muita coisa muda em dois anos, muita coisa muda em dois meses, até.

 

Penso muitas vezes, com a dor que gosto de sentir para dar valor ao que tenho, como seria eu se, nada do que tenho hoje, de facto, tivesse; como se, num segundo, tudo pudesse sumir, esvaziar o meu coração, escorrer pelos meus dedos abaixo, como um pedaço de areia seca.

 

Sei hoje que, o que queria há cinco anos, nada tem a ver com o que quero agora. Muitas vezes, para mim, difere também do que queria na semana passada.

 

Somos seres de mudança porque, internamente, nos vamos ajeitando às nossas prioridades (que vão mudando) mas também às andanças que o mundo nos vai dando para que tudo se altere.

 

Não esperem nunca, também por isso, que as opiniões se mantenham inalteradas: os dados mudam, as nossas percepções mudam e nós também.

 

Aceitar que somos seres em constante mudança apesar de, por vezes, resistirmos a ela, faz parte do processo de crescimento.

 

É aceitar para evoluir.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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