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(in)sensatez

05
Dez17

Tenho de escrever?, por Cláudia Oliveira

CD
04
Dez17

Tenho de escrever?, por Rita Viegas

CD

A minha amiga Rita Viegas também respondeu ao desafio "Tenho de escrever?"

A Rita não tem blog - o que é uma pena pois escreve mesmo muito bem.

 

Aqui fica a sua resposta:

 

"Não, não tenho de escrever. O velhinho caderno de capa azul é prova disso.

O silêncio das suas folhas macias, diz mais do que eu alguma vez poderei nele escrever. A sua capa de tecido azul céu, guarda os meus maiores sonhos e os meus mais profundos desejos, cobertos por uma ansiedade nele adormecida.

No seu saquinho de linho, o caderno de capa azul mantém-se imaculado. De vez em quando, é cuidadosamente admirado, carinhosamente manuseado e apaixonadamente abraçado. Seguro-o nos meus braços, próximo do coração, com o amor e a cumplicidade de quem sabe que será ele um dia a dizer-vos aquilo que um dia vos escrevi.

O velhinho caderno de capa azul não está abandonado, nem perdido, muito menos esquecido. Está à espera. Não do dia em que eu tiver de nele escrever, porque não, eu não tenho de escrever. Está só à espera. À vossa espera."

 

Eu acho que a Rita tem mesmo de escrever, não acham?

 

Obrigada, Rita.

 

Podem ver todas as participações aqui.

03
Dez17

Tenho de escrever?, por Fátima Cordeiro Oliveira

CD
02
Dez17

Tenho de escrever?, por Edite Peralta Fernandes

CD

Hoje trago-vos mais uma participação no desafio "Tenho de escrever?".

Desta vez é do blog "O livro pensamento", da Edite Peralta Fernandes.

 

Vejam lá este excerto:

 

"Ao «tenho de escrever» acrescento o «sim» que, tal como num casamento, são os votos apropriados para quem quer ter a vida de escritor, e atendendo a que escrevo para me divertir acho que vou prolongar a fase do namoro por mais uns anos."

 

Podem ler o texto completo aqui.

 

Obrigada, Edite!

 

Podem ver todas as participações aqui.

 

 

01
Dez17

Tenho de escrever?, por Leonor Brito

CD
30
Nov17

Tenho de escrever?, por Sérgio Ambrósio

CD

Quinta-feira, véspera de feriado, e trago-vos mais uma participação ao desafio: Tenho de escrever?.

Desta vez, a participação é do Sérgio Ambrósio e começa assim:

 

"Escrever é doloroso, sofre-se, sua-se, desiludimo-nos, esforçamo-nos, tentamos a superação, avançamos, recuamos, apagamos, duvidamos. Umas vezes, achamos que escrevemos o pior texto do mundo. Outras vezes, achamos que escrevemos algo engraçadito, que não faz Camões dar voltas, no túmulo, pelo trato dado à língua portuguesa."

 

Podem ler o resto do texto aqui.

 

Obrigada, Sérgio!

 

 

Podem ver todas as participações aqui.

29
Nov17

Tenho de escrever?, por Filipa Maia

CD

Hoje já é quarta-feira e eu estou mesmo (mesmo!) feliz por acabar o mês de Novembro com este desafio!

 

Bom, para quem ainda não sabe (como assim?), o desafio que lancei há uns dias consiste em responder à pergunta “tenho de escrever?”.

 

Parece uma pergunta muito simples (afinal, tem apenas 3 palavrinhas) mas é de uma grande complexidade!

 

O desafio está lançado e, durante esta semana, vou continuar a partilhar aqui as vossas respostas.

 

Hoje, claro, trago mais uma participação. A Filipa, do blog Deixa Ser (que não me canso de partilhar), respondeu e começa assim:

 

“A Catarina Duarte desafiou-me a responder a esta pergunta, que ela própria endereçou recentemente no seu blog. É claro que aceitei logo o desafio e também poderá ser bastante óbvio que a minha resposta é “sim”! Sim, claro que tenho de escrever, preciso de escrever.

 

Sinto-me sempre um pouco estranha a responder a este tipo de perguntas, ou mesmo quando apenas penso nelas. Por vezes, sinto-me uma intrusa neste mundo da escrita. Eu não sou aquela pessoa que “escreve desde pequenina” ou que sempre soube que a sua vocação era escrever. Não, pelo contrário, se já me seguem por aqui, então sabem que a escrita surgiu mais tarde na minha vida. Acho que andei, durante muito tempo, a tentar fugir-lhe por ser algo que me deixava desconfortável, até que chegou o dia em que essa fuga não foi mais possível, deixei de conseguir escapar-lhe e ela apanhou-me – na verdade, agarrou-me com as duas mãos e nunca mais me deixou ir.”

 

O resto do texto está disponível no seu blog.

Leiam que vale bem a pena (já aqui disse que adoro o blog da Filipa?).

 

Obrigada, Filipa!

 

 

Podem ver todas as participações aqui.

28
Nov17

Tenho de escrever?, por Margarida Pestana

CD

Margarida Pestana também participou no meu desafio: responder à pergunta "tenho de escrever?".

Ora, deixo aqui a participação da Margarida e não se esqueçam de a visitar no seu instagram:

 

"— Tenho de escrever? — perguntei?

— Sim, tens.

— Porquê? — questionei novamente.

— Porque é a tua única opção! — respondeu ele.

Eu estava atónita. Continuou:

— Tens de escrever porque é a única forma de me salvares. Não vale a pena esperneares, chorares copiosamente ou fingires que está tudo bem e continuares como se nada fosse. Isso já não funciona. — Continuei calada a observar todas aquelas palavras a cairem no vazio do estômago.

— Já passaram quatro anos! Quatro anos e eu continuo a sentir-me sufocado. Já tentaste todas as fórmulas mágicas que existem, já viste muitos sorrisos que me podiam ter curado, mas nunca os deixaste entrar em nossa casa. Não há mais nada que eu consiga fazer. Estive a pensar… — fez um compasso de espera enquanto eu sentia as lágrimas a inundarem-me os olhos — … quando éramos pequenos brincávamos sempre a escrever e quando eu estava triste, abrias o teu caderno, erguias a tua esferográfica e escrevias. E eu, sentia-me sempre melhor sabes? — olhou-me com carinho e vislumbrei esperança nos seus olhos — Como se com a tinta azul saísse também todas as coisas pesadas que estavam dentro de mim. Por isso, acho que tens de experimentar, tens de voltar a fazê-lo… por mim. — baixou os olhos.

Aquelas palavras fizeram-me estremecer e sentir-me pequenina. Tinha tantas coisas a passarem-me pela cabeça, mas, sabia que ele tinha razão, mais uma vez.

— Tenho medo. — disse baixinho para que ninguém me ouvisse.

— Eu sei, meu amor, eu também. Mas, tens de escrever e eu prometo que não te vou deixar sozinha.

Uma das lágrimas rolou, por fim, até à minha bochecha.

— Está bem. — assenti, deixando escapar um suspiro — Eu vou escrever, coração."

 

Obrigada, Margarida!

 

 

Podem ver todas as participações aqui.

27
Nov17

Tenho de escrever?, por Rita da Nova

CD
23
Nov17

Tenho de escrever?

CD

Tenho de escrever.jpg

 

A ideia deste texto surgiu de uma imagem que partilhei, há uns tempos, e que é a contracapa do livro “Carta a um jovem poeta”. Nela, esta pergunta surge limpa e directa: tenho de escrever?

 

Revisto esta pergunta com mais regularidade do que imaginam. Não que tenha dúvidas sobre se preciso ou se tenho  de escrever e, consequentemente, por precisar ou ter de escrever, o faça realmente, mas porque tenho genuína curiosidade em saber de onde vem este ímpeto que me leva à escrita.

 

Obviamente que, cada vez que revisito o tema, não obtenho qualquer espécie de resposta. Não percebo de onde vem este impulso que me agarra, noite após noite, a um computador ou, quando estou mais cansada, aos meus cadernos, e que me faz ter pedaços de histórias espalhados por todo o lado.

 

Talvez esta ausência de resposta seja a chave da razão que me leva a precisar ou a ter de escrever. Claro que ainda não encontrei a fechadura a que esta chave pertence mas lá vou procurando.

 

Pode ser que, um dia, a encontre.

 

Desafio a quem me lê (e que gosta de escrever) a responder a esta pergunta: tenho de escrever?

 

(se responderem nas vossas redes sociais ou nos vossos blogs, identifiquem-me para eu poder ler - no final, faço um post com todos vocês - tenho genuína curiosidade em saber porque têm de escrever)

Mais sobre mim

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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