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(in)sensatez

15
Dez17

PhotoArk - onde os animais têm todos o mesmo tamanho.

CD

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Outra exposição que fomos conhecer no Porto foi o PhotoArk, do fotógrafo Joel Sartore.

 

O PhotoArk pode parecer, à partida, um projecto muito simples mas encerra, em si, um grande desafio uma vez que pretende fotografar todas as espécies existentes. Uma espécie de prova documental dos animais que existem no mundo.

 

Para tal, elas são levadas para uma espécie de estúdio, com panos pretos ou brancos, com mais ou menos cuidados, consoante a espécie em causa.

 

É um projecto da National Geographic (por essa razão, se forem assinantes da revista revista National Geographic têm desconto nos bilhetes).

 

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Como complemento às fotografias, vão sendo dadas diversas informações, tais como, a que países estas espécies pertencem e a sua classificação de extinção.

 

Não há espécies melhores ou piores, superiores ou inferiores, são todas importantes e fundamentais para fazer o ecossistema funcionar e foi, essencialmente, isso que Joel Sartore pretendeu transmitir, fotografando os animais numa determinada perspectiva para que os mesmos ficassem todos do mesmo tamanho.

 

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Apesar de pequena, eu recomendo imenso esta exposição pois, para além de as fotografias serem óptimas, dá-nos uma boa ideia das espécies que podem deixar, em breve, este mundo que tanto gostamos de estragar.

 

Deixa-nos, porém, uma mensagem esperança, dizendo que, apesar de tudo, nunca é demasiado tarde para mudar hábitos que tenhamos menos ecológicos.

 

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Para mais informações podem ver aqui.

05
Dez17

O que acontece quando a nossa mente explode?

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No sábado passado, fomos ao Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, ver a exposição do fotógrafo chinês Lu Nan.

 

Já tinha ouvido falar muito bem sobre esta exposição (por exemplo, aqui) e a vontade foi aumentando.

 

Esta exposição está dividida em 3 partes: a primeira retrata a vida nos hospitais de doenças mentais (de 1989 e 1990), a segunda mostra as comunidades católicas em zonas (muito) rurais e isoladas da China (de 1992 a 1996) e a terceira mostra vida quotidiana do Tibete (de 1996 a 2004).

 

Posso dizer (como partilhei aqui) que saí de lá com um nó no estomago.

 

Apesar de ter gostado muito das três partes, aquela que mais me marcou foi, sem dúvida, a primeira, a parte do hospital de doenças mentais, onde, muitas vezes, faltam recursos financeiros aos familiares, tendo estes, por consequência, que amarrar os doentes em casa, a uma cama ou a uma árvore.

 

As expressões, o ambiente, o pavor ou, simplesmente, o vazio no olhar, assusta-nos e remete-nos, imediatamente, para a nossa insignificância.

 

Será que estamos assim tão a salvo que as nossas capacidades não nos falhem? O que acontece se alguma coisa aqui dentro deixar de funcionar? Estamos assim tão distantes desta realidade?

 

Como disse aqui, esta exposição é de uma frontalidade e de uma dureza que não tem explicação. Escava tão fundo dentro de nós que, quando de lá saímos, sentimo-nos como se um camião nos tivesse passado por cima mas, por outro lado, prontos para relativizar tudo o que nos acontece na vida.

 

Vejam que vale bem a pena.

 

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Lu Nan. Trilogia, em exibição de 10/10/2017 - 14/01/2018 

Mais informações aqui.

20
Nov17

Steve McCurry - no Porto.

CD

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Ia começar este texto dizendo que, quem segue fotografia com alguma atenção, sabe quem é Steve McCurry.

Mas depois, bom, depois lembrei-me que é impossível, alguém não ter visto, em algum momento da sua vida, a fotografia acima, que, em 1984, fez capa na revista National Geographic. A eterna menina afegã de olhos muito verdes que, na altura, tinha 10 anos.

Essa fotografia, lá está, foi tirada por Steve McCurry num campo de refugiados.

 

Pescadores en Weligama, Sri Lanka. Foto © Steve M

 

Eu sou fã do seu trabalho. As expressões, as cores, a composição: está tudo lá.

 

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Por isso, claro, fiquei muito feliz quando descobri que Steve McCurry tem uma exposição no Porto.

E, não sendo precisas muitas desculpas para visitar esta cidade, com este empurrão final, já estamos a combinar um fim-de-semana prolongado no Porto.

 

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Boa sugestão, não?

 

(informação horária e preços retirada do site https://www.noticiasmagazine.pt)

The World of Steve McCurry 
Alfândega do Porto
Até 31 de dezembro 
De segunda a sexta-feira das 10h00 às 18h00
Sábados, domingos e feriados das 10h00 às 19h00
Adultos: 11 euros
Crianças dos 4 aos 12 anos: 7 euros

Seniores e estudante: 9 euros

 

15
Nov17

Exposição de fotografia a escritores.

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Um amigo ontem desejou-me um aniversário cheio de palavras e livros. Acertou.

Mas, às palavras e aos livros, acrescentei também fotografias aos meus escritores preferidos (e aos outros também).

Na Casa América Latina, em Lisboa, está uma exposição do fotógrafo argentino Daniel Mordzinski que se dedicou ao retrato de escritores.

 

Recomendo.

 

Aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h30

Em exibição de 4 de outubro e 29 de dezembro

Gratuita

07
Nov17

Um olhar sobre as fotografias do João.

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João Farinha é um dos fotógrafos que mais gosto, já sigo o seu trabalho há bastante tempo, por isso, claro que, quando ele me convidou a escolher uma fotografia da sua autoria e a escrever sobre ela, fiquei bastante feliz mas sabia que o processo de escolha não ia ser nada fácil, porque as imagens que ele consegue captar têm mesmo a ver com a forma como eu vejo a fotografia. A sério, há tanto por onde escolher!

 

O João fotografa muito Lisboa, esta cidade inspiração, portanto sabia que, inevitavelmente, teria que escolher uma fotografia que falasse da minha cidade.

 

A escolha, então, recaiu sobre a fotografia acima e o texto que a acompanha está no blog do João. Espero que gostem!

 

Ah, já agora, sigam o João no Instagram. Tem um feed de fazer inveja.

 

Bom dia!

02
Nov17

While Away - Fotografia - uma sugestão.

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Gostava de partilhar convosco esta exposição chamada While Away. É dedicada aos jovens portugueses que estiveram mais de um mês por este mundo fora.

Esta exposição está na Praça Luís de Camões, até dia 04/11.

Ontem estive lá e, a minha fotografia preferida, está na fotografia abaixo, qual matrioska fotográfica - mas não é por ser a fotografia da minha prima (digo eu de forma, altamente, imparcial):

 

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❤︎

25
Set16

Lisboa Antiga - Cafélia.

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É impossível não reparar numa das lojas mais antigas da Avenida de Roma.

Não ressalta pela grandeza, pelo espaço desafogado nem (muito menos) pela decoração moderna. Não sobressai por isso – pois são características que não possui – e ainda bem.

 

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Salienta-se antes pelo aroma, o melhor dos nossos sentidos, aquele que nos remete para a nossa saudade, aquele que nos recorda o café moído na altura, aquele que nos lembra os caramelos coloridos, aquele que nos revive as geleias de fruta e também o cheiro singular dos rebuçados Dr. Bayard. A isto tudo, anexam-se as amêndoas de chocolate, os frutos secos e o impulso, para entrar, surge naturalmente. E isso é tudo.

 

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Da forma como está, encontra-se aberta há 46 anos, sendo que há muitos mais, se tivermos me conta mudanças antigas da loja do n.º 55C desta movimentada avenida da cidade.

 

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O atendimento, esse, é personalizado, dado com detalhe, paciência e amizade, aos clientes que por ali pairam há já longos anos.

Conversa-se sobre passagens pessoais, sobre a avó, sobre a mãe, sobre a filha, perguntas ligeiras e amáveis, resposta leves e sentidas.

Conversa-se também sobre “o mesmo do costume”, sobre o “pode moer que já cá venho buscar”. A forma de falar é familiar e cheirosa - como o café que por ali paira.

Aos novos clientes, a forma de receber, não varia: a simpatia corre nas veias dos donos, na mesma medida que as prateleiras se enchem de bules, chávenas, chás e bolachas.

 

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Uma loja a recomendar a quem sente a necessidade de voltar às origens, onde esse regresso se faz embebido numa chávena de chá e acompanhado por biscoitos tradicionais.

 

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19
Ago16

Dia Mundial da Fotografia.

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Não sendo profissional de fotografia, há já muitos anos que me interesso pelo tema.

Sempre me interessei pelas máquinas dos meus pais, pelos rolos que a minha mãe comprava e gastava, uns atrás dos outros, nas nossas férias. Sempre a acompanhei na revelação das fotografias, na execução dos álbuns e na escolha das melhores para oferecer ou, simplesmente, para enfeitar a casa.

Hoje em dia tornou-se, de certa forma, fácil captar bons momentos. É tudo muito mais imediato: os telemóveis ajudam, as aplicações facilitam, os programas apoiam. São rápidos os momentos entre o dispara-filtra-centra-partilha. Partilhamos imagens. Partilhamos instantes. Partilhamos beleza. E eu gosto desta partilha.

Mas gosto especialmente que a fotografia esteja acessível a todos e, muito importante!, a todos os níveis de interesse e estudo. Havendo e valorizando a vertente profissional, gosto de saber que, mesmo quem não tem formação na área, tem a possibilidade de distribuir momentos. Bons momentos mas, acima de tudo, bonitos momentos.

Na verdade, todos nós temos uma perspectiva que queremos partilhar, uma abordagem própria e singular sobre determinado tema, uma composição muito nossa, uma estrutura desenhada e esculpida de forma ímpar. Gosto disso e gosto principalmente de também conhecer o mundo pelos pés dos outros, pelos olhares dos outros, pelas objectivas dos outros e não, necessariamente, apenas e só através de olhares profissionais. Não apenas e só. Mas também.

 

Esta fotografia foi tirada hoje, em São Pedro do Sul, num dia cinzento e chuvoso, num dia com nevoeiro, num dia em que, o trajecto escuro e pesado dos fogos que devastaram a zona, estava presente no cheiro. E na imagem.

Boa noite.

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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