Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(in)sensatez

16
Jan18

Pacto de não agressão.

CD

Nunca tive, propriamente, muita razão de queixa no que toca às pessoas que me seguem. Fora um ou dois comentários mais chatos, que rapidamente foram remetidos para o lixo, as pessoas, de uma forma geral, sempre foram sérias e educadas no debate dos temas que lanço no blog. E não, não precisam de concordar comigo. Até podem discordar. Na verdade, até gosto que discordem, pois, só assim, é que todos nós evoluímos, uma vez que, ao discordarem, remetem-nos para ângulos que não reparámos antes. A prova de que uma discussão pode ser saudável é a quantidade de comentários (muitos deles a concordar, é certo) que estou a receber no meu texto sobre as “Quotas”. É mesmo possível que, perante um texto polémico, as pessoas conversem, exprimam pontos de vista e mostrem as suas motivações, sem nunca agredir. 

 

Vamos todos tentar mais vezes isso?

09
Jan18

Os tempos modernos e a liberdade de expressão.

CD

O tema da Liberdade de Expressão não é novo, por estas bandas.

Hoje trago-vos um artigo do João Miguel Tavares sobre a intervenção que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) fez devido a um artigo de opinião de José António Saraiva, onde o mesmo escreve sobre a cirurgia de mudança de sexo.

 

Podem ler aqui.

 

Qual a vossa opinião?

18
Dez17

Tiro ao homem.

CD

Aqui há uns meses, quando escrevi o meu texto sobre a polémica da Porto Editora, uma pessoa escreveu, de forma algo maldosa até, uma série de considerações sobre mim sem nunca se debruçar sobre a minha opinião.

 

Posso considerar que esse foi o meu primeiro hater que tive na vida e, desde então, nunca mais soube nada dele.

 

No texto que escrevi, eu liguei a polémica da Porto Editora ao tema liberdade de expressão. Podia ter falado do assunto de inúmeros prismas mas optei por esse. Porque acho importante falar-se e falar-se e falar-se deste tema, até à exaustão, para que as pessoas não se esqueçam nunca que não há liberdade de expressão com mas e que pessoas que dizem “eu sou a favor da liberdade de expressão mas o Charlie Hebdo foi longe demais”, são pessoas que, obviamente, não são a favor da liberdade de expressão.

 

Bom, mas, dizia eu, no meio do comentário do meu hater, ele dizia que não percebia como é que eu era a favor da liberdade de expressão e tinha os comentários moderados no blog, aprovando apenas aquilo que eu queria aprovar (que, normalmente, é tudo).

 

Ele não percebia e eu não lhe expliquei porque tenho por regra não dar visibilidade a gente que, em vez de argumentar uma ideia ou uma opinião, maltrata o detentor da mesma.

 

Atenção: eu não debati a sua questão (até, de certo modo, legítima) porque a mesma estava incluída num comentário bastante maldoso, agressivo e despropositado.

 

Mas, bom, hoje esbarrei neste texto (que vale muito a pena ler na íntegra) do João André, do blog Delito de Opinião, e ele explica, concretamente, aquilo que eu devia, se Deus me tivesse dotado de mais paciência, ter explicado quando o meu primeiro hater me questionou.

 

Deixo aqui a parte respeitante à moderação de comentários:

"Já quanto à "censura" que alguns comentadores clamam quando não aprovamos os comentários, tenho os seguintes pontos.

1. Não é censura. A censura é uma limitação grave da liberdade de expressão. Ao não aprovar um comentário ofensivo, agressivo, ou indecente, não impedimos qualquer liberdade de expressão. O comentador em causa continua a ser livre de colocar o mesmo comentário no Facebook, no Instagram, num blogue pessoal ou, se os donos tiverem estômago para isso, noutros blogues ou em jornais.

2. Limpar comentários nas caixas de cada um dos autores é um acto de higiene. Ninguém pensa que estamos a impedir liberdade de expressão às moscas quando removemos o lixo de nossas casas.

3. A democracia só o é de forma verdadeira quando existe um debate respeitoso. O ruído impede-o e, como tal, comentários ou opiniões agressivos e/ou ofensivos impedem uma discussão correcta. Como tal, numa discussão, ao limparmos eses comentários estamos a promover a democracia. Eu não retirarei o comentário não ofensivo de alguém que proclame a inferioridade de alguém de uma crença específica, mas fá-lo-ei a alguém que posteriormente insulte o autor desse comentário."

 

 

21
Jul17

(Ainda) Sobre o caso do médico Gentil Martins.

CD

Após escrever o texto de ontem sobre o caso Gentil Martins (mas, também, sobre este país que acha que vive em Democracia mas que, contas feitas, não é bem assim) (podem ver o texto aqui), descobri este video bastante exemplificativo do que eu acho que está correcto (é um video curtinho). Vale a pena ver.

 

Um excerto da video:

 

"Prefere-se perseguir, proibir, castigar, calar. Mas a criminalização das opiniões pode ser contraproducente. Ficamos mais fracos no confronto de ideias", refere Rui Ramos, do jornal Observador.

 

 

 

 

20
Jul17

Um país onde não se pode ter opinião.

CD

Há um ano, escrevi, a propósito de uma polémica que envolveu Rui Sinel de Cordes, um texto onde abordei o tema de liberdade de expressão.

 

Julgo que a liberdade de expressão é aquela coisa que toda a gente gosta de dizer que tem, porque é moderno viver num país livre e democrático mas que, bom, contas feitas ninguém está preparado para isso.

 

Na verdade, em Portugal, não se pode ter opinião. Felizmente, relativamente aos meus textos, quando os mesmos são de opinião, nunca tive ninguém a cravar fundo nas caixas dos comentários. Mas isso acontece. Acontece mesmo muito. As caixas de comentários dos jornais, das revistas, dos bloggers, dos humoristas, das pessoas que têm páginas públicas são um autêntico esgoto a céu aberto.

 

Com tudo o que as redes sociais nos trouxeram de bom, também trouxeram ao de cima, a lama peganhenta onde estão plantados alguns espíritos.

 

Bom, mas retomo hoje ao tema da liberdade de expressão porque são diários os exemplos em que as pessoas são fuziladas (não literalmente, claro) por tecerem um comentário. Reparem: por tecerem um comentário. Por muito grave que seja um comentário, nunca achei que fosse motivo de fuzilamento, ainda que não de forma literal.

 

Um dos últimos casos foi o de um médico, António Gentil Martins, (ia colocar aqui a idade dele – vá, tem 87 anos – mas, na verdade, não acho que, de algum modo, seja importante a sua idade) que disse umas palermices referente à homossexualidade. Com isto, surgiram logo achincalhamentos públicos, aberturas de processos e inúmeras crónicas (como esta) de defensores mas, principalmente, de agressores.

 

O grave, atenção!, não é a diversidade de opiniões mas, sim, o ódio e a perseguição a quem as torna públicas.

 

A democracia, aquilo que usamos como bandeira da nossa sociedade moderna, cosmopolita, cheia de turistas a brotarem, repleta de restaurantes requintados, a democracia, aquilo que nos deixa embeiçados como autênticos novos-ricos que nunca viram nada para além das bonitas terras de Trás-os-Montes, a democracia, aquilo que nos torna num país desenvolvido e culto, porque é bom e moderno sermos uma sociedade TOP, é um longo caminho a ser percorrido diariamente e, neste caminho, é necessário (e vital) o direito a manifestarmos uma opinião sem nunca termos medo das consequências.

 

Só isto.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrevam a Newsletter (prometo que não se vão arrepender)

Carreguem aqui para subscrever:)

Sigam-me

Facebook

Instagram @catarinaduarte.words

Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D