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(in)sensatez

06
Dez17

Apoiar Projectos - Delito de Opinião

CD

livro delito.jpg

 

Vocês já sabem qual é a minha opinião sobre apoiar projectos que nos dizem alguma coisa.

 

É tão difícil lançar qualquer coisa, nos dias que correm, quer por falta de iniciativa privada, quer por alta de apoios que, quando alguém o faz, muitas vezes ciente dos riscos que está a correr, dentro do que me é possível, eu tento sempre apoiar.

 

Na minha perspectiva, a forma muitas vezes egoísta com que olhamos para determinados projectos, dado que, muitas vezes, estão acessíveis basta querermos e de forma gratuita, não nos faz dar o devido valor aos mesmos.

 

Sou 100% a valor da máxima: se os usas de algum modo, faz sentido, ainda que de forma ocasional, que contribuas para eles.

 

Faço, por exemplo, isso com o Maluco Beleza porque, de facto, consumo aquele formato digital e sei que tem custos e uma estrutura para manter.

 

Por isso e, atendendo ao facto do Delito de Opinião ser dos blogs que mais leio, não poderia não apoiar este projecto.

 

O que está em causa é o livro do Delito de Opinião, editado recorrendo ao regime de crowdfunding: são € 12,50 e, para tal, basta que acedam aqui (e ainda garante autógrafos).

 

O montante investido será devolvido caso a obra não vá por diante – coisa que, com o apoio de todos, claro que não vai acontecer!

 

São precisos 160 leitores apoiantes!

Eu já apoiei!

Vamos embora?

23
Nov17

Tenho de escrever?

CD

Tenho de escrever.jpg

 

A ideia deste texto surgiu de uma imagem que partilhei, há uns tempos, e que é a contracapa do livro “Carta a um jovem poeta”. Nela, esta pergunta surge limpa e directa: tenho de escrever?

 

Revisto esta pergunta com mais regularidade do que imaginam. Não que tenha dúvidas sobre se preciso ou se tenho  de escrever e, consequentemente, por precisar ou ter de escrever, o faça realmente, mas porque tenho genuína curiosidade em saber de onde vem este ímpeto que me leva à escrita.

 

Obviamente que, cada vez que revisito o tema, não obtenho qualquer espécie de resposta. Não percebo de onde vem este impulso que me agarra, noite após noite, a um computador ou, quando estou mais cansada, aos meus cadernos, e que me faz ter pedaços de histórias espalhados por todo o lado.

 

Talvez esta ausência de resposta seja a chave da razão que me leva a precisar ou a ter de escrever. Claro que ainda não encontrei a fechadura a que esta chave pertence mas lá vou procurando.

 

Pode ser que, um dia, a encontre.

 

Desafio a quem me lê (e que gosta de escrever) a responder a esta pergunta: tenho de escrever?

 

(se responderem nas vossas redes sociais ou nos vossos blogs, identifiquem-me para eu poder ler - no final, faço um post com todos vocês - tenho genuína curiosidade em saber porque têm de escrever)

15
Nov17

Exposição de fotografia a escritores.

CD

Exposição.JPG

 

Um amigo ontem desejou-me um aniversário cheio de palavras e livros. Acertou.

Mas, às palavras e aos livros, acrescentei também fotografias aos meus escritores preferidos (e aos outros também).

Na Casa América Latina, em Lisboa, está uma exposição do fotógrafo argentino Daniel Mordzinski que se dedicou ao retrato de escritores.

 

Recomendo.

 

Aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h30

Em exibição de 4 de outubro e 29 de dezembro

Gratuita

02
Nov17

Opinião: Os Homens que Odeiam as Mulheres, de Stieg Larsson

CD

os homens que odeiam as mulheres.jpg

 

Sei que já vou com quase 10 anos de atraso mas tenho mesmo algumas coisas a dizer sobre o livro “Os Homens que Odeiam as Mulheres”, que tanto furor fez, do escritor Stieg Larsson.

 

Acabei-o há umas semanas e, bom, desculpem-me os fãs, não o achei tão maravilhoso como todos dizem que é. Aliás, não o achei, de todo, maravilhoso.

 

Para começar, achei que a escrita não é, propriamente, brilhante. Claro que, quando se fala de um livro policial, uma pessoa já dá de barato que a escrita não seja a melhor coisinha do planeta mas, mesmo assim, com todo o burburinho em torno este livro, achei que, de alguma forma, me fosse surpreender – admito que aqui tenha sido uma questão de gestão de expectativas.

 

(Querem um policial bem escrito? Leiam “O Imenso Adeus” de Raymond Chandler: “Se há escritor no universo literário que contribuiu para que a literatura policial deixasse de ser olhada como um género menor e pouco recomendável, esse foi certamente Raymond Chandler." )

 

Quanto às personagens, gostei da Lisbeth Salander, cumpriu o seu papel de miúda enigmática, é uma personagem com muito carisma e que desperta curiosidade. Mas, o caldo entorna, quando falamos de Mikael Blomkvist, devo dizer que o achei muito, mas mesmo muito, previsível. Aquele final dele com a outra (só um bocadinho de spoiler - espera lá, ainda se pode falar em spoiler quase 10 anos depois?) estava-se mesmo a ver, malta!

 

A história é original, o ambiente muito ao estilo de policial sueco que, na verdade, é o que este livro é.

 

Ponto muito franco: só a mais de metade do livro (sendo que estamos a falar de um livro que tem 539 páginas) é que a história me agarrou, verdadeiramente. Ora, num livro policial, não é isso que se pretende: quer-se uma escrita rápida, fluída, que agarre quase na primeira frase.

 

Bom, irei ler os dois que faltam (já ouvi dizer que o segundo volume é muito melhor) para fechar este ciclo.

 

É um livro mediano, longe, muito longe, do livro que me venderam.

 

Rating: 3/5

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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