Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(in)sensatez

(in)sensatez

03
Jun17

Muitas armas e algumas rosas.

CD

Não que não quisesse ir ao concerto dos Guns N’ Roses mas, pela presença forte das suas músicas na música que ouvimos todos os dias e que, muitas vezes, não julgamos deles, considerei que não fazia sentido. Afinal, quase não são da minha geração!

Mas, ainda bem que me convenceram, ainda bem que fui, ainda bem que pude, mais uma vez, estar lá, no meio de tantas gerações, juntas, de lenços encarnados na testa e camisolas recuperadas dos armários.

 

Sweet Child of Mine ou um “exercício pessoal idiota” pelas palavras de Slash.

 

Foi a primeira vez que ouvi, ao vivo, os gigantes Guns N’ Roses e foi tão - mas tão - bom.

Mas - claro! - aprendi também algumas coisas:

  • Axl Rose deu uns toques à cara;
  • É difícil definir a idade do Slash bem como as suas emoções;
  • O Duff é uma cópia de João Quadros;
  • Os Guns têm uma música dedicada às pessoas que apanham sempre chuva no dia do seu aniversário, em Novembro – e isso é, sempre, de louvar!;
  • Ouvi, muito envolvida, a Knocking on Heaven's door, a música que mais me lembro da minha mãe cantar.

 

 

Eu, bom, eu continuo a ter saudades dos isqueiros ao alto e dispensava (totalmente) os telemóveis que teimam em criar filmes que nunca vão ser vistos.

 

 Said woman take it slow, and it'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said sugar make it slow and we'll come together fine
All we need is just a little patience

 

E, quanto a vocês, podem sempre voltar! Já todos vos perdoamos!

 

❤︎

 

03
Mai17

The night.

CD

O trânsito, hoje, no meu regresso a casa, estava caótico. Eu, que me resigno sempre ao “pára-arranca” da cidade, estava a ficar irritada: já era relativamente tarde e eu só pensava no jantar que queria ter, descansada em casa, com o Ricardo.

Imediatamente antes de começar a rogar pragas ao mundo surgiu, leve e ligeira, esta música. E eu, bom, eu fiquei por ali, naquele metro e meio de carro que é o meu, a pensar que até no mais caótico trânsito, até no mais pequeno carro, até na mais pequena música, alguma sorte pode existir. A minha aconteceu ali.

Ouçam que vale a pena.

 

 

14
Mar17

Sobre o Salvador Sobral.

CD

 

Num mundo perfeito, como aquele onde actualmente existimos, as refeições são equilibradas, os corpos estão hidratados e os comportamentos estão treinados. Num mundo perfeito, como aquele onde actualmente existimos, os dias estão equilibrados em agendas sem rabiscos, os próximos projectos são brutais e as imagens são filtradas com luz, com muita luz. Num mundo perfeito, como aquele onde actualmente existimos, percebo (não concordando) quando uma pessoa com imagem desgadelhada, postura desarticulada, roupa descaída, ganha uma posição de destaque em determinada área (pela sua prestação ter sido efectivamente boa) e toda a massa opinativa deste mundo lhe cospe críticas negativas. Percebo (não concordando) que, num mundo perfeito, como aquele onde actualmente existimos, não haja espaço, nem nos feeds das redes sociais nem nos horários nobres televisivos, para pessoas com imagem desgadelhada, postura desarticulada e roupa descaída. Não há espaço, num mundo perfeito, como aquele onde actualmente existimos, para criar diferente e para ouvir, de olhos bem abertos, a beleza desta canção. 💛

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sigam-me

Facebook

Instagram @catarinaduarte.words

Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D