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(in)sensatez

21
Set17

E foi-se. O Narcos.

CD

Narcos.jpg

 

Das poucas coisas que me preocupam na vida, está, com algum destaque, o final da série Narcos (sim, sou uma pessoa sem preocupações de maior).

 

Vocês sabem, acho que sabem, que eu não sou a maior fã de séries: por um lado, o facto de terem episódios curtos seduz-me; mas, por outro, o facto de demorarem muito tempo exige uma concentração que não estou disposta a ter – especialmente, ao final do dia, altura que reservo para fazer… nada.

 

Mas, bom, ocasionalmente, surge uma série que me agarra. E, o Narcos, foi amor à primeira vista. Literalmente.

 

Basicamente, para quem ainda não sabe a história, conta a história do Pablo Escobar (as duas primeiras temporadas) e do Cartel de Cali (a terceira temporada).

 

No meio disto tudo, há uma pessoa, de seu nome Pedro Pascal (agente Peña), para fazer as delícias do público feminino.

 

Ora, ontem vi o último episódio da terceira temporada, a última disponível, o que significa que terei que ficar mais um ano (será?) à espera que saia novamente.

 

Neste momento, sinto-me completamente abandonada, digo-vos já.

 

Se não viram, vejam. Vale muito, muito, muito a pena. Até para mim, que não adoro séries. Ah! E ouçam a banda sonora. É maravilhosa.

 

Partilhei esta música aqui (que embeleza uma cena mítica) mas há outras, muitas outras, como a que serve de arranque:

 

 

17
Set17

A inspiração e o plágio.

CD

Hoje em dia fala-se muito em inspiração. Na verdade, qualquer processo criativo, desde que existimos, se senta, de forma confortável, na inspiração.

 

Sou mesmo da opinião que qualquer obra que criamos tem por base aquilo que sentimos à nossa volta. Não só surge daquilo por que passamos, das nossas vivências, como também nasce daquilo que vemos, em nosso redor, acontecer: a arte que absorvemos, os livros, as músicas, os filmes, as pinturas a que temos acesso. A inspiração é aquilo que, muitas vezes, nos desbloqueia e que nos dá ânimo para nos desenvolvermos e criarmos algo único.

 

Por alguma razão se diz que um escritor deve ler muito: para aprender, claro que sim, mas também para se inspirar. Os músicos absorvem músicas e histórias e letras e melodias. O Rui Veloso é uma referência e uma inspiração de muitas bandas actuais, por exemplo.

 

Há, no entanto, uma linha que separa a inspiração da cópia.

 

A inspiração é sinal de respeito, é sinal de reconhecimento, é sinal que estamos a construir uma identidade nas artes. A cópia é, exactamente, o oposto: significa desrespeito pelo trabalho alheio, desrespeito por quem passa dias a pensar em determinado propósito. Plágio significa roubo daquilo que de mais puro possuímos: aquilo que nos sai da cabeça, de horas de trabalho, de minutos de dedicação. É pior do que roubar uma carteira, porque nos estão a roubar uma identidade.

 

Dediquei-me a investigar um tema que, não sendo propriamente novo, surgiu agora com bastante força: as músicas do Tony Carreira.

 

Dediquem-se a ouvi-las e, por muito respeito que tenha por tudo aquilo que o Tony Carreira construiu, por tudo aquilo em que se tornou, não consigo perceber como é que alguém desrespeita obra alheia, especialmente, quando é também possuidor de uma.

 

Ouçam e depois digam-me.

 

E mais respeito pelo trabalho alheio, por favor.

03
Jun17

Muitas armas e algumas rosas.

CD

Não que não quisesse ir ao concerto dos Guns N’ Roses mas, pela presença forte das suas músicas na música que ouvimos todos os dias e que, muitas vezes, não julgamos deles, considerei que não fazia sentido. Afinal, quase não são da minha geração!

Mas, ainda bem que me convenceram, ainda bem que fui, ainda bem que pude, mais uma vez, estar lá, no meio de tantas gerações, juntas, de lenços encarnados na testa e camisolas recuperadas dos armários.

 

Sweet Child of Mine ou um “exercício pessoal idiota” pelas palavras de Slash.

 

Foi a primeira vez que ouvi, ao vivo, os gigantes Guns N’ Roses e foi tão - mas tão - bom.

Mas - claro! - aprendi também algumas coisas:

  • Axl Rose deu uns toques à cara;
  • É difícil definir a idade do Slash bem como as suas emoções;
  • O Duff é uma cópia de João Quadros;
  • Os Guns têm uma música dedicada às pessoas que apanham sempre chuva no dia do seu aniversário, em Novembro – e isso é, sempre, de louvar!;
  • Ouvi, muito envolvida, a Knocking on Heaven's door, a música que mais me lembro da minha mãe cantar.

 

 

Eu, bom, eu continuo a ter saudades dos isqueiros ao alto e dispensava (totalmente) os telemóveis que teimam em criar filmes que nunca vão ser vistos.

 

 Said woman take it slow, and it'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said sugar make it slow and we'll come together fine
All we need is just a little patience

 

E, quanto a vocês, podem sempre voltar! Já todos vos perdoamos!

 

❤︎

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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