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(in)sensatez

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28
Abr17

Opinião - Restaurante Graça 77 - vegetariano

CD

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Por norma, não escrevo sobre restaurantes ou hotéis, aqui no blog. Provavelmente por não encarar estes assuntos dentro da linha que rege este blog ou, talvez, por considerar que, nestes temas, cada um tem os seus próprios gostos e que a minha opinião, no final, pode não ser assim tão relevante.

Por outro lado, eu gosto de ler opiniões sobre os locais que pretendo frequentar e, imagino eu, não devo ser caso único.

A verdade é que as opiniões de outros consumidores dão-nos sempre material para fundamentar a nossa decisão.

 

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Ontem fui almoçar ao restaurante Graça 77 (e, vou saltar já para o final da história, gostei tanto que voltei ao jantar).

O Graça 77 é um restaurante vegetariano situado na Graça.

 

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Pontos Positivos:

- Comida óptima e bem confecionada;

- Proprietário do restaurante atencioso e simpático;

- Decoração surpreendente e agradável.

 

Ponto a Melhorar:

- Estacionamento difícil (estamos na Graça!);

- Pouca oferta de sumos naturais;

- Atendimento um pouco demorado;

- Sobremesas elaborados com açúcar branco (das que estavam disponíveis, só utilizaram açúcar amarelo em apenas duas – é uma pena);

- Ausência de Multibanco.

 

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Não pensem que, pelo facto dos Pontos a Melhorar serem em maior número, que vão ficar mal servidos. Não, nada disso. Vale muito a pena a visita (e a repetição!).

No final, podem sempre dar uma voltinha na renovada Graça, pasmarem-se com a quantidade de turistas que por ali andam e apreciarem esta vista (única no mundo).

 

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Recomendo bastante.

 

Contactos:

Morada: Largo da Graça, 77, Graça, Lisboa

Telefone: 21 1348839

 

07
Mar17

5 comportamentos que não deves ter num concerto intimista.

CD

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Só pode: devo estar a ficar velha. Tornei-me uma pessoa (muito) intolerante em determinadas situações da vida.

 

No andar dos dias, muitas vezes, nem dou por isso mas, depois, paro num momento de real prazer e fico francamente lixada por atitudes que prejudicam o seu sucesso: a tua liberdade começa quando termina a minha – ouço muitas e muitas vezes.

 

Aninhada na voz do António Zambujo, no concerto de sexta-feira passada, estava isolada do mundo. Durante aquele momento (que durou 2 horas) era só eu, numa sala de estar, e ele (mais os músicos, vá) a refazer a música brasileira do meu Chico, num ritmo que era só nosso.

 

Na escuridão que criaram em determinados temas, estava totalmente absorvida, completamente virada para o espetáculo que ali se criava.

 

Porém, ainda há quem não consiga distinguir que um concerto numa sala como o Grande Auditório da Gulbenkian é um pouco (muito) diferente do que assistir ao Rock in Rio.

 

É diferente: tudo se ouve, tudo se vê, tudo se sente.

 

Listei 5 atitudes que ocorreram (ocasionalmente) no dito concerto e que me incomodaram (mas não me tiraram a magia do mesmo), precisamente porque me iam acordando do sonho em que me encontrava.

 

São estas:

 

- Tirar fotografias (especialmente, com flash) – Não foi uma vez, nem duas, nem três. Várias pessoas, ao longo do concerto, naqueles momentos mesmo intensos de tão intimistas que eram, disparavam flashs. Juro. Era quase uma tortura. Imaginem: sonho – flash; sonho – flash; sonho - flash;

 

- Cantar – Não me tomem por uma pessoa irritadiça – juro que sou afável e simpática. Mas, se não estamos num pavilhão a curtir aos altos berros uma valente malha, se estamos num concerto intimista, eu quero (mas quero mesmo) ouvir quem está à minha frente. Tive a infelicidade de ter atrás de mim duas meninas que, de forma exagerada, de vez enquanto diziam “adorooo esta música” (muito bem, sim senhora) e começam a cantarolar feitas doidas. Tudo óptimo (eu também adoro aquelas músicas todas – por isso é que fui) mas, infelizmente, não foi para as ouvir que comprei bilhete;

 

- Tossir desalmadamente nas notas baixas – No dia do concerto estava doente. Estava com gripe e também com umas alergias respiratórias que me deixavam a garganta irritada. Mesmo assim, julgo que 90% das vezes consegui cumprir: praticamente não espirrei (quando o fiz, tentei que fosse de forma calma e quase silenciosa) e tossi apenas só nas notas altas. Sei que nem sempre é possível mas, num concerto deste género, ouvir alguém ter um ataque de tosse quando se pretende absorver uma balada não é a situação mais agradável do mundo;

 

- Conversar com a pessoa do lado – Conversar mesmo. Conversar, partilhar, comunicar, pedir opinião. Conversar. Não é comentar ocasionalmente 2 vezes ao longo do concerto todo enquanto se bate palmas. Não! É mesmo conversar;

 

- Mexer no telemóvel – Eu sou um pouco viciada no meu telemóvel mas, porra, tenho saudades da época e que, quando íamos assistir a um concerto, íamos, de facto, assistir a um concerto. Mexer no telemóvel e vira-lo de lado na esperança que ninguém veja a luz, é só estupido. A luz vai aparecer e vai – muito provavelmente - (quase) cegar alguém. Aconteceu-me.

 

Larguem os telemóveis em momentos mágicos. Ganham mais vida, juro.

 

 

06
Mar17

António Zambujo - na Fundação Calouste Gulbenkian.

CD

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Na passada sexta-feira fui ao concerto do António Zambujo, na Fundação Calouste Gulbenkian. O tema deste concerto foi o seu álbum “Até pensei que fosse minha”, aquele que constitui uma homenagem clara a Chico Buarque, o maior letrista de língua portuguesa, segundo Zambujo.

O concerto foi maravilhoso, desenvolvido num ambiente muito intimista: o palco estava, aliás, alinhado com esse mesmo ambiente, pois fazia lembrar uma confortável sala de estar.

A sala de espetáculos, o Grande Auditório da Fundação, é, na minha opinião, das melhores salas que temos, tanto pelo conforto como pela acústica que nos fornece.

Fiquei à espera que Chico Buarque entrasse a qualquer momento, mas tal não aconteceu - não foi inferior por isso: nada disso.

Roberta Sá foi convidada e foi quem acompanhou Zambujo na música “Sem Fantasia”, à semelhança do que acontece no álbum.

Uma palavra para os músicos que acompanham Zambujo: é muito bom verificar que, num país que não prima propriamente pelos grandes apoios que fornece aos artistas, temos músicos tão validos, tão bons, tão perfeitos.

No final, tivemos direito a bónus: ficamos para a sessão de autógrafos e podemos trocar duas beijocas com o Zambujo (Zambas, para os amigos).

Gostei muito (mais uma vez).

03
Mar17

E sobre o La La Land?

CD

 

No Carnaval fomos ver o La La Land. Vou ter que aplicar a piada fácil: e que Carnaval!

 

Vou ser sincera: mesmo sem ter visto o filme, ela era a minha grande aposta – reparem como sou uma pessoa com bastante credibilidade! A razão é que eu ouvia falar tão, mas tão bem deste filme que, bom, pensava eu: as pessoas não podiam estar todas – TODAS - erradas.

 

Mas não. Não me convenceu nada.

 

Gostei da Emma Stone e de pouco mais.

 

O Ryan Gosling canta mal e dança mal. Para quem não sabe, o filme é um musical – parecendo que não dá jeito (diria mesmo: é o mínimo) saber cantar e dançar. Mais: senti que Ryan Gosling estava desconfortável na maior parte das cenas. Na minha opinião, foi francamente mal escolhido para desempenhar este papel.

 

Achei a história despegada, com cenas francamente chatas e com músicas demasiado normais para um musical. A história, essa, absolutamente banal e repleta de lugares-comuns (mas, sim, já percebi por algumas críticas que andei a ler que, bom, é capaz de ter sido essa a intenção).

 

Queria avançar com a minha opinião mas depois li este comentário, feito de forma sólida ao filme, e não há mais a acrescentar: concordo com tudo.

 

Partilho exatamente dos mesmos sentimentos do comentário que atrás refiro. Senti (também) que a minha frustração por ter criado demasiadas expectativas que não estavam a ser satisfeitas, originou que não conseguisse aproveitar o final do filme que, não sendo propriamente épico, até está feito de forma bonita e minimamente original.

 

Vejam e depois partilhem!

 

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17
Fev17

Opinião: Avenida Q.

CD

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Fui ver a Avenida Q.

As minhas expectativas eram altas, muito altas mesmo: nos últimos tempos tinha andado a ler maravilhas sobre este musical e estava com curiosidade.

Posso dizer que adorei.

Adorei porque os actores são óptimos e cheios de talento - as suas vozes e interpretações são mesmo muita boas.

Adorei porque as músicas estão muito bem conseguidas: as suas letras são divinais.

Adorei porque o texto está muito, muito bem escrito.

Adorei porque os temas abordados são actuais.

Adorei porque esses temas são abordados de uma forma diferente: sem o politicamente correto, longe das análises obvias e com muita, muita piada.

Gostei mesmo muito.

Ao ponto de querer repetir.

 

(quero sempre repetir espetáculos que me preenchem – isso é estúpido, podem dizer).

 

Bom fim-de-semana :)

09
Fev17

Opinião - Jesus Cristo Bebia Cerveja de Afonso Cruz.

CD

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Sinopse: podem ver aqui - site da wook

 

Opinião: Há uns tempos (mas já em 2017) li o livro “Jesus Cristo Bebia Cerveja”, de Afonso Cruz. Não foi o meu primeiro livro deste escritor sendo que, o primeiro, por sinal, foi um livro que me desiludiu bastante - chamava-se “Os livros que devoraram o meu pai”. Porém, por estar constantemente a ouvir que era um escritor maravilhoso, aventurei-me num segundo.

Sobre o livro:

- Gosto muito do nome do livro;

- Afonso Cruz constrói brutalmente as personagens e leva a máxima “show, not tell" a sério – Porém, algumas personagens só serviram para fazer “ruido” sendo que não tinham propriamente importância na história;

- Não gostei de algumas passagens do livro; em contrapartida, já outras…;

- É um livro que fala sobre amor mas não de uma forma obvia – são assim os livros que, normalmente, gosto;

- Recomendo para quem se quer iniciar em Afonso Cruz embora tenha a noção que existem, certamente, livros bem melhores deste escritor.

 

Rating: 4/5

16
Set16

Milagre no Rio Hudson.

CD

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No fim-de-semana que passou fomos ao cinema ver o Milagre no Rio Hudson.

A minha curiosidade sobre este filme tinha a ver com o facto de não achar possível conseguirem encher uma hora e meia de filme com o tema em causa: uma aterragem de um avião que transportava 155 passageiros, em pleno Rio Hudson, em 2009.

Depois li um bocado sobre o filme e reparei que tinha sido realizado por Clint Eastwood e, devido a isso mesmo, a curiosidade aumentou e a expectativa de ser um bom filme surgiu.

Bom, só que não.

Não sei se é só a mim que isto me anda a acontecer mas não estou com mínima paciência para filmes-americanos-chapa-três-com-realização-chapa-três-e-finais-chapa-três-também. Tudo chapa três, portanto. Tudo previsível. Tudo maravilhoso. Tudo tranquilo.

Fui ao imdb ver a pontuação do filme e até tem boa pontuação. Não sei como – juro!

Bom, podem dar o benefício da dúvida e ver. Posso ter sido eu que não entendi o final (boa piada, Catarina :) ).

14
Set16

À procura de Sugar Man.

CD

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Aqui há uns dias vimos, na Netflix, o documentário “À procura de Sugar Man” que conta a história de Rodriguez.

Muito resumidamente, Rodriguez edita dois álbuns cujo impacto é muito subtil passando, desta forma, completamente despercebidos.

De um momento para o outro, Rodriguez desaparece. Paralelamente, por alguma razão pouco explicada, os seus discos são levados até a África do Sul onde são ouvidos e ouvidos e ouvidos, sendo mesmo considerados hinos de esperança pela população.

A dada altura, dois fãs resolvem investigar o que aconteceu a Rodriguez.

Concluem, então, que ele está vivo e que (sobre)vive na sua pacata (e relativamente pobre) vida em Detroit ficando sempre no ar o incrível que é, num continente, ele ser ouvido, aclamado e quase a voz de uma revolução e, noutro continente, ser completamente esquecido e apagado da memória.

Um documentário que vale a pena ver!

12
Jul16

Opinião - O ladrão que Estudava Espinosa de Lawrence Block.

CD

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Sinopse: podem ver aqui - site da wook

 

Opinião: Uma amiga falou-me deste livro porque ouviu não-sei-quem-relativamente-conhecido falar sobre ele. A história de como o descobri é, mais coisa, menos coisa, esta. Sem grande interesse mas é só para enquadrar. :)

É um livro policial com uma particularidade: o potencial culpado pelo crime não o cometeu e terá que investigar esse mesmo crime para que fique provado a sua inocência.

É um livro que se lê muito, muito bem: ideal para ler nas férias!

Embora eu tenha descoberto o assassino bastante antes do final, acho que a história está bastante bem construída.

O que eu mais gostei neste livro foi a construção da personagem principal, em especial, a forma apurada do seu sentido de humor.

 

Na wook está à venda por € 3,00. É aproveitar para levar na mala de viagem :)

 

Rating: 3/5

 

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02
Fev16

As Vidas dos Outros - Filme

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Há filmes que me marcam. E o último trimestre de 2015 foi recheado deles. Alguns saem um bocado “fora da caixa” mas que recomendo vivamente que os vejam.

Um deles é “As Vidas dos Outros” (pontuação do imdb: 8,5).

É um filme alemão, de 2006, que conta a história da espionagem feita a um escritor e à sua mulher, na Alemanha de Leste. As interpretações são óptimas, a caracterização das personagens (em especial, a do espião) é fantástica, a história é muito boa e termina de uma forma surpreendente.

Se, a isto tudo, adicionarmos o facto de terem, de certeza, acontecido bastantes histórias similares a esta, ainda torna tudo mais assustador.

Vale tanto a pena ver.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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