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(in)sensatez

08
Ago16

Just write.

CD

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Na altura em que publiquei o livro, algumas pessoas, a maior parte pessoas que conheço apenas de relance, referiram, sempre com carinho, estima e, alguma, admiração, a seguinte frase:

- Também adorava publicar um livro!

Via-lhes algum brilho no olhar. Via-lhes alguma vontade. Via-lhes alguma intenção.

É engraçada, esta frase. Embarca nela todo o propósito da concretização mas pouca chama real.

Parece uma frase largada em suspenso.

Quando questionava o que já tinham escrito, algum local onde eu pudesse ver o que costumavam escrever, rematavam com um:

- Não tenho nada escrito. Não tenho por hábito escrever.

Acredito que não deixa de ser engraçada a ideia da publicação de um livro, ver o nosso nome estampado numa capa bonita escolhida com detalhe e amor mas, para estarmos, no mínimo, próximos da concretização do nosso ”sonho”, pelo menos (pelo menos!), convém começar pelo início.

Dava jeito mostrar algo mais do que uma intenção vaga - do que uma vontade abstracta. Do género: apresentar determinação e querer.

Fazer algo concreto. E tentar, tudo por tudo, a sua realização.

 

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01
Ago16

Escrever.

CD

Perguntam-me se, maioritariamente, escrevo ao computador ou se prefiro o embalo de uma caneta.

Se é verdade que a mão me cansa, pela força que emprego na constituição de um texto, não menos verdade é que as ideias fluem e se concretizam melhor com a passada agitada de uma caligrafia tremida do que com a regularidade de um teclado e a luminosidade de um ecrã.

Porém, e o mais relevante é que, os meus textos, nunca ficam como os desenho numa folha de papel. Mas o esqueleto e alma nasce sempre, verdadeira e precisa, nas folhas corpóreas, na tinta redonda da caneta e, especialmente, do contacto da minha pele, da minha mão, com a caneta e com o papel.

 

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27
Jun16

Bom dia.

CD

No outro dia, uma amiga reflectia: “tens tanta imaginação quando escreves…”

Não tenho. Lamento desapontar.

Sou apenas a sombra pálida de alguém criativo.

O que tenho é ganas de escrever e vontade de falar.

Escrevo por tudo. Escrevo por nada.

São estas as duas principais razões que me motivam na escrita. Não sei se há melhores. Mas estas, por enquanto, servem-me.

Bom dia :)

26
Jun16

Sobre a escrita.

CD

"Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida. "

Eugénio Andrade

19
Jun16

Escrever sobre sentimentos?

CD

leiam.jpg

Escrever sobre sentimentos?

Digo que não gosto. Mas, se analisar em detalhe, em cada texto que desenvolvo, eles existem. Estão presentes em cada alma em formato de palavra que crio.

Aliás, é difícil fugir deles. Eles, os sentimentos, são a base da escrita. Anda tudo à volta do mesmo, em torno de histórias cujo principal objectivo é compreender, é analisar, é concluir alguma coisa.

Mas não se encontram respostas. Nunca se encontram respostas. Por isso é que se escreve. Por isso é que se continua a escrever.

Mas encontram-se prismas. Encontram-se boas histórias que, através de diferentes ângulos, nos dão perspectivas sempre tão diferentes deste mesmo tema: os sentimentos.

O amor, a amizade, o amor, a amizade, a saudade. A saudade.

Leiam. Faz mesmo bem. Não nos dá respostas. Mas dá-nos pontos de vista. Oferece-nos vários lados da mesma questão. E, talvez um dia (talvez), alguém consiga concluir alguma coisa.

 

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17
Jun16

Sobre a escrita.

CD

"No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e o que é que estamos a fazer e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade. "

José Saramago - La Provincia (1997)

11
Jun16

Sobre a escrita.

CD

"Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma."

Miguel Esteves Cardoso

20
Abr16

Sobre a escrita (outra vez).

CD

Gosto de escrever sobre a escrita.

Gosto de escrever sobre o acto de escrever.

Ao fazê-lo consigo orientar(-me), encarrilar as ideias e decifrar a importância que ela tem para mim.

Gosto de escrever sobre a escrita. Tal como gosto de escrever sobre escritores ou sobre livros que leio.

Tenho bastantes textos sobre as razões que me levam a escrever.

Gosto de escrever sobre a escrita.

Permite-me ler as minhas motivações.

Gosto de escrever sobre a escrita.

Mas também gosto de ler as motivações dos outros. Os motivos dos escritores mas não só: os motivos das pessoas que, tal como eu, investem tempo a deambular nas letras.

No fim, concluem sempre, que a escrita, pelo próprio escape que é, permite concretizar pensamentos e estipular raciocínios.

As razões que levam as pessoas a escrever?

Há para todos os gostos. Como as opiniões.

Gosto de escrever sobre a escrita.

Gosto de escrever sobre escrever.

 

Para quem escrever: o que é que vos leva a escrever?

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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