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(in)sensatez

16
Ago17

O terrível momento “Unsubscribe from this list”.

CD

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Todos nós já passamos por este momento.

 

Do nada, pertencemos a uma lista e, devido a essa situação, começamos a receber uma determinada newsletter, na nossa caixa de e-mail, de forma completamente maluca: promoções, campanhas, eventos e conversa fiada, no geral.

 

Não sabemos muito bem como aconteceu – afinal, nunca tivemos qualquer contacto com essa empresa (ou, se tivemos, foi um contacto remoto, ocasional, numa noite de copos, que queremos esquecer) – e, de repente, somos bombardeados com informação, a nossa caixa de e-mail começa a ficar entupida, com todos os seus e-mails misturados (uma mixórdia completa de e-mails com interesse com outros que, de interesse, têm muito pouco), uma salada russa difícil de fugir, pegajosa e fora de prazo – e, logo eu, que nem gosto assim muito de maionese.

 

Há sempre um momento em que dizemos: vou sair desta lista. Sim, malta, há essa opção, chama-se o "unsubscribe from this list" e consiste, basicamente, em carregar num link com o mesmo nome, no fundo dessa newsletter, e depois é só selecionar uma das opções onde explicamos a razão que nos fazem querer abandonar esta newsletter: já não queremos receber esta informação, estes e-mails não são apropriados, são spam, entre outras, muitas outras, opções.

 

Mas, bom, há qualquer coisa que nos faz querer adiar este momento. Nós nunca quisemos, de facto, pertencer a este grupo, não gostamos de estar sempre a ser bombardeados com essa informação, tudo isto é verdade, mas agora que pertencemos ao clã, não queremos sair dele. Parece que o nosso subconsciente sabe que, no momento em que o fizermos, algo de muito bombástico vai ser noticiado por este canal e que pode mudar a nossa vida para sempre.

 

É triste e, especialmente, difícil fazer este corte mesmo quando se trata de algo que já não gostamos.

 

Para quem se sente agarrado a estas newsletters, eu tenho um truque: ocasionalmente, percorro todos os meus e-mails, seleciono todos os e-mails de newsletters e analiso, de forma fria e crítica, se de facto me interessa aquela informação. Caso conclua que não, respiro fundo, tomo um calmante (brincadeira, ‘tá?), volto a respirar fundo, e carrego, sem olhar para trás, sem lamentar, no "unsubscribe from this list". É duro, mas é possível. Juro.

 

Caso contrário, ano após ano, sou afogada no meio de e-mails sem qualquer interesse, de marcas com as quais não me identifico,  mas relativamente às quais me mantenho agarrada devido a um receio injustificado de aparecer uma notícia ou uma promoção de um produto, que nunca me interessou, mas que, sem o qual, já não vou conseguir, de certeza, viver sem.

08
Fev17

São do meu tempo.

CD

É com admiração (e, assumo, alguma inveja) que olho para as pessoas que dizem “ah, ele não é do teu tempo – é da minha geração”, quando se referem a um cantor de que gosto muito.

É engraçado: imagino, esses cantores, sempre a preto e branco; vejo-os em palcos básicos (um pouco arcaicos, até), no tempo em que – suponho eu - os espectáculos se centravam apenas no músico e nos sons dos seus instrumentos; imagino-os, aos espectáculos, mais solitários, com menos “show”, desenhados de forma, agora que penso nisto, mais introspetiva.

Os anos passam, (passam mesmo, não é mais uma tanga que nos contam) e, do nada, passei a ter também os cantores do meu tempo, aqueles que vi e que ficaram marcados mas que já cá não estão para contar a história.

E, agora, quando os recordo, surgem sempre a cores: algumas vezes, com brilhantes; noutras vezes, enquadrados em poderosos jogos de luzes e ruidosas actuações.

Gostava que não fossem imaginados, pelas gerações que nunca viveram na mesma época que eles, a dois tons mas, sendo certo que é inevitável a existência do antigo na nossa memória, ao menos que encarem, quem com eles dividiu o mesmo tempo, com admiração e, caso não seja pedir muito, com alguma inveja à mistura. :)

 

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06
Fev17

Diga Bom Dia com Mokambo.

CD

 

Dizer que é na recordação que estremecemos é, simplesmente, dizer mais do mesmo. Em muita literatura (e – também - em situações menos complexas como pequenos textos), escreve-se, divaga-se e, muitas vezes, medita-se sobre a memória – na verdade, a sua importância é enorme: é sempre ali que vasculhamos a saudade.

A memória é o que temos de mais valioso. Não me venham com tretas. O futuro até pode trazer projectos óptimos (claro que sim); o presente pode até estar a ser bom (claro que sim); mas o passado, bom, o passado é o núcleo da nossa célula, é onde, aquilo que nos compõe, está registado com rigor e precisão – e a memória é somente aquilo que nos permite recordá-lo.

Ando a ouvir, desde há uns dias para cá, na rádio, o novo anúncio da Mokambo. Lembro-me, sempre que o ouço, de todas as vezes em que fui acordada ao som do “Diga Bom Dia com Mokambo, Mokambo, Mokambo”, com carinho, pelo meu pai.

O meu pai, quando nós eramos mais novos, entrava sempre nos nossos quartos, a cantarolar esta música. Julgo que foi uma das formas que arranjou para que, pessoas com acordar difícil (eu!), fizessem logo ali, nos primeiros minutos da manhã, as pazes com o mundo. Rir: foi a rir que conseguiu isso porque era, de facto, verdadeiramente hilariante.

Depois de sair de casa, nunca mais tive ninguém que me cantasse o jingle do Mokambo, ao acordar. Em bom rigor, também não quero.

A memória, que é o que de mais valioso temos (repito!), é onde vou recuperar o meu passado e, com esta recordação, feita corretamente no meu código genético, tenho para mim, naquilo que sou, no meu tempo certo passado, todo aquele que foi registado com o meu pai.

 

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06
Dez16

Matéria de sonhos.

CD

Não acredito em muita coisa na vida mas, se há coisa em que acredito, é na importância dos sonhos como forma de mantermos a nossa sanidade mental. Aliás, vou mais longe: como forma de existirmos.

Será que todos sonham? Tenho dúvidas de que haja alguém que não sonhe.

Sou feita dos sonhos que possuo. Sou matéria. Sou substância. Sou composta. Sou concretamente feita pelos sonhos que tenho. E, o mais engraçado, é que nenhum deles passa por estar estendida ao sol, durante o resto da minha vida. Não almejo a tranquilidade de um areal branco e desimpedido, nem tão-pouco mergulhar, diariamente, em água caldosa e translucida (apesar de apreciar bastante uns dias de lazer com estas características).

Sobre eles, sobre os meus sonhos, resta-me dizer que os vou realizar. É uma questão de tempo. É uma questão de espaço.

E, caso o acaso não ajude na concretização dos mesmos, resta-me então, só e apenas, continuar a sonhar.

 

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04
Dez16

Oficialmente, uma senhora.

CD

Entrei (atrasada para a consulta) naquele prédio recuperado da Avenida da Liberdade. 

A fachada era antiga e estava pintada, não de fresco, mas de novo. 

Uma senhora, sentada num banco, à entrada, sublinhava calmamente – com aquela calma que as pessoas de idade têm e que eu invejo - frases de um livro que lia. Escrevinhava também nas suas margens.

Disse, quando me viu entrar,  com verdadeira educação:

“Boa tarde, minha senhora.”

E eu, bom, eu cresci logo mais dez centímetros, não por me sentir superior, mas por vaidade pura, afinal era (agora) uma senhora. 

Devolvi, então, a tarde que se tornou, entretanto, boa e convenci-me que agora, como senhora, é sempre a melhorar.

 

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01
Dez16

Sobre as pessoas que estão sempre a perder tudo.

CD

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Estou aqui para repor a dignidade de quem está constantemente a perder tudo porque, simplesmente, as pessoas que perdem tudo sofrem, pela vida fora, de pouca compreensão e de muitas injustiças.

 

Em primeiro lugar, há que referir que as pessoas que estão sempre a perder tudo sofrem, verdadeiramente, com isso. Ninguém gosta de viver em constante sobressalto, com minis ataques de pânico, de hora a hora. A vida, destas pessoas, está sempre em constante rebuliço – experimentem viver em rebuliço durante um dia apenas e depois falamos!

 

Devo explicar que quem está, constantemente, a perder tudo, acha que nunca perde nada. Quando ouvimos a célebre frase, normalmente dita sempre pela mesma pessoa (por exemplo, o marido), de forma direta e fria: “nunca sabes onde tens nada”, a reacção automática que surge é sempre “eu só perco coisas quando estou contigo. Normalmente, nunca perco nada!”. A reter: as pessoas que estão sempre a perder tudo vivem em negação.

 

O sofrimento das pessoas que estão constantemente a perder tudo é imenso pois, normalmente, são pessoas que sofrem sempre duas vezes: a primeira, porque perderam determinado objecto; a segunda, porque já sabem que vão levar na cabeça por estarem sempre a perder tudo. Devido a isso, muitas vezes mesmo (nem vos passa pela cabeça quantas vezes isso acontece), as pessoas que estão sempre a perder tudo omitem que perderam algo e desatam a procurar, à socapa, de forma discreta e dissimulada, para que mais ninguém repare que voltaram a perder alguma coisa: varrem a sala com os olhos, levantam-se discretamente, assobiam para o ar, mexem desinteressadamente as revistas da mesa como se apenas estivessem a analisar as suas capas, entre outros movimentos suspeitos.

 

As pessoas que estão sempre a perder tudo, quando perdem algo, sentem-se perdidas (não é irónico?) pois nunca sabem por onde começar a procurar e têm verdadeiro receio de encontrar o telemóvel perdido dentro da fruteira ou a escova de dentes na gaveta dos talheres. As pessoas que estão sempre a perder tudo têm, sobretudo, medo delas próprias – têm verdadeiro receio de encontrarem os objectos perdidos nos locais mais inóspitos da casa e isso é assustador.

 

- Procura o livro no forno!

- Porque é que eu haveria de ter posto o livro no forno?

Regra geral, está lá.

 

As pessoas que estão sempre a perder tudo demoram muito mais tempo a sair de casa do que as pessoas ditas normais. Têm que conferir dez vezes se têm as chaves do carro, as chaves de casa, a carteira e o telemóvel. As pessoas que estão sempre a perder tudo, se garantirem que saem de casa com estes quatro itens, para elas, já é um dia ganho. Mas não ficam safas de terem outro mini ataque de pânico quando chegam ao carro pois, normalmente, já não se lembram que fizeram aquela check list mental, minutos antes, em casa.

 

Peço solidariedade para com quem, como eu, tentar sobreviver no meio do caos de nunca saber onde tem nada. É muito duro enfrentar os dias sabendo que se pode chegar a casa, às onze da noite, e não ter chave para entrar.

 

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30
Nov16

Lareira.

CD

A lareira estava forrada com tijolo firme: pintaram, e não foi ao acaso, os tijolos com tinta acetinada. Conferia-lhes um ar requintado.

Na sala, tudo combinava: os móveis nas proporções certas e as cores a fornecerem sentido e harmonia – estão na moda os brancos e os cinzentos, os ambientes clean e despegados.

Mas a lareira estava forrada. Impecavelmente forrada, é certo: mas forrada. Encostada a si, repousavam velas brancas, de estrutura grossa, possivelmente, para fornecer um ambiente mais aconchegante a quem por ali permanecia.

A lareira estava forrada – retiraram-lhe o fulgor e colocaram velas.

Não gosto de lareiras fechadas.

Entristece-me a existência de objectos cujo propósito lhes foi negado.

Tudo fazia sentido: os móveis estavam bem encaixados, disponham-se ordeiramente, as cores escolhidas eram refrescantes, os detalhes – notava-se - estavam cuidados.

 

Mas a lareira… a lareira conferia frieza à sala que, harmoniosamente decorada, não merecia este fim. 

29
Nov16

Chás e tagines.

CD

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Não me choca a diferença cultural. Não olho com desdém para hábitos diferentes dos meus nem, tão-pouco, com superioridade por viver confortavelmente num país desenvolvido. Como é óbvio, tenho como certo que é no aglutinar das diferenças que nos vamos tornando pessoas mais completas e é exactamente essa a magia que me leva a viajar – se quisesse ver pastéis de natas e Torres de Belém não saia da minha Lisboa.

A diferença cultural pauta-se pela distinção clara existente nos costumes, nas formas de ocuparmos os nossos dias, no modo com que olhamos para os longos minutos que perfazem uma hora.

Ganhamos mesmo muito mundo quando saímos deste rectângulo – mas ganhamos mais, muito mais do que mundo. Ganhamos personalidade, ganhamos compreensão, ganhamos estômago, ganhamos força, ganhamos consciência do que não temos e, mais importante, damos valor ao que temos, ao que guardamos como garantido. 

Mas quando li esta notícia, fiquei chocada. Bolas, é inacreditável como é que ainda se aceitam situações como esta. Por muitas diferenças que existam, isto é passar qualquer tipo de limite. Em Marrocos, não me chocam os souks intermináveis, escurecidos e sempre a regatear. Não me chocam os chás, as tagines, as laranjas ou o olho para o negócio. Quero as nossas diferenças visíveis. Quero que as suas formas de agir se mantenham intactas, singulares, únicas. 

Somos, naturalmente, um subproduto da nossa sociedade onde estamos inseridos, somos a aquisição acumulativa de gerações e costumes, de hábitos adquiridos, de personalidade definida.

Mas esta notícia, bolas, chocou-me. Relembrou-me que, por muito open mind que uma pessoa seja, ainda há diferenças claras e graves com as quais não se pode compactuar.

Esta realidade é a prova que a violência está infiltrada, de forma profunda, nesta sociedade e não está assim tão bem camuflada como a maquilhagem está a querer mostrar. Está visível para quem quiser ver. É real. Existe. Infelizmente, existe. Pertence. Pertence-nos.

 

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18
Nov16

Eu era feliz nas massas.

CD

Há cerca de uns 4 meses, resolvi olhar, de forma crítica, para o género de alimentação que tinha e tirar algumas conclusões.

Sou completamente contra fundamentalismos, especialmente se os mesmos forem feitos tendo por base modas ou tendências - sem qualquer conhecimento sobre os temas. Sabia, então, que, para alicerçar opções, teria que ler, que estudar, que ter aulas – e foi isso que aconteceu.

Consegui, desta forma, assegurar as minhas decisões não tenho por base as imagens fit que nos aparecem no instagram mas, única e exclusivamente, tendo por base estudos científicos e no que a ciência nos consegue explicar à data de hoje – que é muita coisa; mas que (ainda) não é tudo.

Percebi que, de facto, somos o reflexo do estilo de vida que temos, daquilo que comemos e daquilo que bebemos – mas também daquilo que não comemos e daquilo que não bebemos.

Lá está, sem entrar em posições extremas, julgo haver espaço para tudo, com mais ou menos moderação. E, espaço para tudo, para mim, é ter consciência que existem disparates e que vão ser cometidos (e ter consciência disso é um grande passo).

O que acontece é que, à medida que se vai tomando decisões de forma mais consciente, o espaço para aparecerem devaneios alimentares torna-se cada vez mais curto, a nossa motivação já não é a mesma, sabemos que o nosso corpo já não está habituado a cometer asneiras e que, provavelmente, não reagirá da melhor forma.

Certo dia, há uns valentes meses atrás, olhei para o prato de uma miúda que estava a almoçar no mesmo restaurante que eu, um restaurante de massas, de tabuleiro. Foi impossível não o comprar ao meu. O dela tinha massa integral, verdes e mais verdes, algumas leguminosas, algumas especiarias entornadas a pedido, azeite e alho. O meu, bom, o meu era, basicamente, o oposto. Não vou entrar em detalhes – acho que conseguem imaginar.

Hoje em dia não vou a esse restaurante. Felizmente, há outras opções mais saudáveis e tanto ou mais saborosas.

Mas, se fosse, com a certeza que não faria nenhum sacrifício, hoje eu seria a pessoa que foi alvo do meu olhar. E estaria bem. Sem renúncias. Sem sentir que estava a optar. Simplesmente porque já não faz sentido.

 

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10
Ago16

Sobre o sentido de humor.

CD

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Embora me considere uma pessoa simpática, não sou de gargalhada fácil.

Acho que a identificação com o sentido de humor de alguém vem na mesma medida do que a identificação de valores ou estilos. Em degraus diferentes, é certo, mas no seguimento da mesma lógica.

Acho imensa piada ao meu irmão e ao meu marido. Se calhar, aqui, sou suspeita e não consigo separar o humor do amor.

Julgo que há uma empatia imediata com quem connosco troca graças com as quais nos identificamos.

É quase uma identidade similar que foi descoberta, uma intimidade que foi encontrada, um “desbloqueador” de relações,  um estreitamento de ligações, escritas sobre a mesma base, sobre a mesma orientação, sobre as mesmas piadas.

Gosto das mensagens subliminares do humor e gosto, especialmente, da sua identificação (sempre) subtil e que se sente (por vezes) presente. Quando sinto a empatia a crescer por existir, do outro lado, o mesmo sentido de humor, quase que refiro: isto pode dar uma bela amizade.

 

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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