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insensatez

África do Sul - Cape Town.

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Deixei Cape Town para último e andei a adiar ter que escrever sobre ela. Como fizemos imensa coisa nesta cidade, não me conseguia decidir sobre que género de informação queria passar neste texto e qual o detalhe que aqui queria colocar.

Começando pelo início:

Há anos que queria ir a Cape Town e a viagem a Moçambique foi a desculpa perfeita! Ouvia dizer que é das cidades mais bonitas do mundo (a par, talvez, com o Rio de Janeiro) e a minha curiosidade foi sempre mais do que muita. A verdade é que as expectativas, por muito altas que estivessem, não foram desapontadas: Cape Town é, de facto, uma cidade belíssima onde a beleza natural vive em perfeita harmonia com o cimento. Vou arriscar e dizer: a beleza natural nesta cidade sobrepõe-se ao cimento.

 

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É uma cidade onde há sempre imenso para fazer: restaurantes, bares e discotecas, sítios in e cheios de estilo – uma cidade que quase parece uma ilha europeia no meio do continente africano, a contrastar claramente com outras cidade dias antes, por nós, visitadas.  

Na África do Sul produz-se vinho e, aproveitando o facto de se estar hospedado em Cape Town, é uma boa forma de ficar a conhecer algumas das vinhas do país, fazer provas e comprar uma ou outra garrafa como recuerdo.

Obrigatório é também visitar o Cabo da Boa Esperança, ver os portugueses bem representados neste local, para nós, tão emblemático.

 

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(Cabo da Boa Esperança)

 

Ver os pinguins, as focas ou (fazer algo mais radical como) mergulhar com o tubarão branco também são actividades a não perder.

 

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Lembram-se de ter falado de uma actividade que faltava picar da minha Bucket List? Foi esta mesmo: o mergulho com o Great White Shark. Sim, esse mesmo: aquele que está no topo da cadeia alimentar. É maravilhoso! Imperdível!

 

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 (no instagram tenho alguns vídeos sobre estes momentos)

 

Cape Town é, sem dúvida, um local que recomendo e que é para repetir.

 

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(mais sobre) África do Sul – Blyde River Canyon, Lisbon Falls, God’s window (e outros locais)

 

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No dia a seguir a visitarmos o Kruger Park, aproveitando a proximidade geográfica, demos uma volta pela zona e ficamos francamente fascinados pela sua beleza natural.

Não sei se as expectativas eram baixas (ou se as tinha sequer), o que é certo é que, em cada local por onde parava, ficava deslumbrada pelas paisagens a perder de vista ou pelas quedas de água imponentes.

 

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Quanto ao tema segurança (que era um tema que me preocupava e, imagino eu, preocupa a quem decide viajar para este país) devo dizer que, nas zonas por onde andei, sempre me senti muito segura e tranquila. Sei que, na Africa do Sul, há locais problemáticos (muito problemáticos, para ser honesta), com alto índice de criminalidade, porém, estes locais encontravam-se perfeitamente organizados, limpos e a fluir de forma ordeira.

 

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Recomendo imenso esta volta pois dá-nos uma ideia mais concreta deste país e das suas paisagens que são – mesmo – de cortar a respiração.

 

❤︎

África do Sul - Kruger National Park

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Nunca – NUNCA – na minha vida de viajante tinha feito um safari. Faltava picar (claramente) este ponto na minha Bucket List (isto e uma outra actividade também feita nesta viagem – mas, sobre ela, falarei mais à frente).

Como era o nosso primeiro safari, achamos boa ideia faze-lo no Kruger National Park e, dado que íamos até Maputo, as condições estavam todas reunidas para juntar o útil ao agradável (Maputo e Kruger Park estão a, aproximadamente, 100 km de distância).

 

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O Kruger Park é uma reserva natural com quase 20.000 km2 e lá, com sorte, é possível ver os Big 5 (leopardos, leões, rinocerontes, elefantes e búfalos). Nós tivemos quase a sorte completa: só não vimos os leopardos que são, segundo o que nos apercebemos, os mais difíceis de apanhar.

 

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O Kruger Park é, de facto, muito grande, tem uma estrada principal alcatroada e muitas outras de terra batida – perfeitas para ver mais de perto os animais.

É um sítio que recomendo muito. Provavelmente, existem outros locais para safaris com mais adrenalina mas este, para iniciar o gostinho pela vida selvagem, é ideal.

 

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Moçambique - Maputo.

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Sempre quis ir a Maputo.

Diziam que, na época colonial, era uma cidade mil vezes mais bonita do que Lisboa, provavelmente, com mais camarão e mais sol - acrescento eu.

 

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A verdade é que sentimos uma certa mística a pairar na cidade, justificada (talvez) pelas ligações históricas que nos unem a ela. A verdade (também) é que não ficamos indiferentes com a história escrita nas paredes dos seus prédios ou naquela que está traçada no desenho geométrico das suas ruas.

 

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É uma cidade que não está bem cuidada – há lixo e desleixo um pouco por todo o lado. Nesse aspecto, pela saudade que algumas pessoas que conheço sentem relativamente a esta cidade, tinha a expectativa de encontrar uma cidade mais acarinhada, mais preservada. Há muito trabalho de manutenção a desenvolver. Há muita conservação a executar.

 

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Não obstante, vale muito a pena visitar - conheço muita gente que a escolheu como morada e que gosta do que  ali vive todos os dias – a comida é óptima, a noite fantástica e a temperatura perfeita.

Vale a pena viver, ainda que por breves dias,  aquela capital Moçambicana.

 

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Sobre África.

Não sei se há uma razão concreta ou se são apenas ondulações da minha mente (da parte mais romântica) mas sinto que há uma ligação, quase sanguinária, entre os portugueses e África.

A existirem essas razões, podem apontar como um: “mas isso és tu que tens família africana”. Remato apenas: não tenho. E eu, mesmo não tendo um pai angolano ou uma mãe moçambicana (ou de qualquer outra ex-colónia portuguesa), sinto uma atracção quase sobrenatural por este continente.

Sempre que lá vou, sempre que sinto o cheiro quente das suas terras cor-de-laranja, sempre que mergulho no seu mar profundo, sempre que sinto o vibrar das suas noites, nas minhas mãos, nos meus pés, no meu corpo mas, também, na minha mente, sei que, mesmo não tendo uma ligação estreita com ninguém daquela terra, é também ali que pertencemos.

Vou falar sobre África nos próximos textos. Fiquem para ver :)

África do Sul.

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Gosto muito desta fotografia. É, até agora, a minha preferida desta viagem e (parece-me) dificilmente será batida por outra. Mais do que a vista soberba (África do Sul - God's Window) que, por si só, já seria suficiente para dar algum samba à imagem, mais do que o enquadramento minimamente geométrico que tanto aprecio, esta fotografia reflete - exatamente - aquilo que nós somos: até podemos estar cada um a olhar para seu lado mas sempre o faremos de mãos dadas.

 

(Vou escrever mais sobre a África do Sul mas, por agora, estou a aproveitar profundamente estas férias. Para mais fotografias sigam-me no meu Instagram)

Moçambique - Vilanculos, Bazaruto, Benguerra e Ilha de Santa Carolina.

Há muito tempo que queria pisar o solo de Moçambique (sobre isto escreverei mais tarde mas julgo que, em todos os portugueses, existe sempre um certo impulso que nos leva a querer visitar África). Resolvemos, quase do dia para a noite, (minimamente) organizar esta viagem. Sabíamos que os meses de dezembro e janeiro são dos meses mais fortes para o turismo de Moçambique: é a época alta onde o país é completamente invadido por turistas da África do Sul. Assim que chegamos a Maputo, arrancamos para Vilanculos onde aterramos no dia 31 e passamos o ano no nosso hotel de praia: calmo mas muito bom.

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Fazendo, então, a nossa base em Vilanculos (vou poupar-vos os detalhes mais técnicos da viagem), estávamos em condições de visitar as diferentes ilhas do arquipélago de Bazaruto (Vilanculos é a vila que se encontra em frente). Visitamos, num dos dias, a Ilha de Bazaruto e a Ilha de Benguerra. Neste dia, fizemos snorkeling - algum coral está morto mas, ainda assim, consegue-se ver bastaste coral vivo e também muito peixe, vimos os flamingos e apanhamos muitos banhos neste mar único.

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Noutro dia, fomos até a Ilha de Santa Carolina (onde também fizemos snorkeling e onde vimos duas tartarugas). As nossas expectativas eram altas (a ilha chama-se também Ilha do Paraíso) e, mesmo assim, foram superadas!

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Para mim, é, sem duvida, das ilhas mais bonitas do mundo. Vale tanto à pena uma visita.

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Uma boa forma de começar 2017.

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Tenho sentimentos mistos com a passagem de ano. Por um lado, não a adoro particularmente mas, por outro, é para mim um momento de introspecção, momento esse que necessito (e quero que exista) para balancear a minha vida. Normalmente, passo a meia noite desorientada entre a tentativa de conseguir engolir 12 passas em 12 segundos (ninguém consegue, certo?), a (grande) vontade de beber espumante e as lágrimas que caem sempre, fruto da saudade que sinto pelas (minhas) pessoas, aquelas que já cá não estão - na passagem de ano, a saudade tende a aumentar, torna-se palpável e penso sempre no que elas, no que as minhas pessoas, já não vão assistir. As solicitações, em Lisboa, são sempre mais que muitas: ora vamos para aqui, ora há uma festa ali. Acabo sempre por me confundir e a obrigação de ter que me divertir numa noite específica do ano não me agrada particularmente. Por isso, tento sempre passar o ano fora de Lisboa e, preferencialmente, fora de Portugal. Incluir a passagem de ano numas férias é sempre a minha (melhor) opção. Foi, portanto, isso que fizemos este ano e não podia imaginar melhor forma de terminar 2016 e de começar 2017. Por que sei que adoram viagens, resolvi partilhar um pouco desta minha odisseia. Acompanham-me?