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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

20.06.18

O debate é importante?

CD
Sou acérrima defensora de debate, mesmo quando ele atinge contornos de disputa porque não há tema que não valha uma troca acesa de argumentos.   Obviamente, que é possível debater de forma pacífica: 99% dos meus debates são feitos dessa forma – não se preocupem - mas aquele 1% que sobra sabe tão bem como o tiramisu do Bella Ciao, no Chiado.   No fundo, hoje e sempre, sou pelo desenvolvimento intelectual, pelo confronto de ideias, pela elevação do conhecimento mesmo que (...)
19.06.18

O não-pedido de casamento.

CD
Podem-me me chamar ignorante (estou a brincar, não podem nada!) mas só descobri o Rodrigo Amarante há umas semanas (quem se lembra de Los Hermanos?). Nem quando vi, de forma non stop, a série Narcos fui ver quem tinha composto e interpretado o tema Tuyo.  Ainda não sou grande conhecedora do seu trabalho, mas deixo-vos aquela música que, para já, é a minha preferida:     Já conheciam? O que recomendam?  
18.06.18

Dizem os outros.

CD
"Já o disse antes: interessa-me o modo como encontramos formas de nos sentirmos superiores a outra pessoa, a outro grupo de pessoas. Acontece em todos os lugares, e a todo o momento. Seja o que for que lhe chamemos, creio que é a parte mais rasteira de quem somos, esta necessidade de encontrarmos outra pessoa a quem deitar abaixo.”   “O Meu Nome é Lucy Barton”, de Elizabeth Strout
14.06.18

Sobre a ética no futebol.

CD
 Este título tem rasteira porque acho mal compartimentarem-se as questões éticas, como se, numas áreas, fosse permitido menos ética, e noutras, fosse obrigatório a sua existência na sua forma mais pura. Tendemos a ver o futebol como um sítio não muito claro, onde tudo se passeia de forma mais ou menos empoeirada, e isso é um erro. É um local como outro qualquer, onde a ética deve ser exigida em igual medida do que aquela que é exigida numa empresa ou numa relação pessoal. N (...)
14.06.18

Nada de surpreendente aconteceu nos Santos Populares.

CD
   Parece que Alfama ganhou novamente as Marchas Populares de Lisboa e parece também que ninguém ficou propriamente muito surpreendido. Lisboa rumou aos seus bairros históricos e todos nós, no meio das cervejas e sardinhas caras e difíceis de comprar, maldissemos a confusão instalada na cidade. Repetimos, por entre o barulho ensurdecedor de música pimba, mas também da música brasileira, que estava muita confusão, como se não fosse nada normal esta situação, e já com uns (...)
07.06.18

O que é que os livros me dão?

CD
É um bocadinho difícil, se quiser fugir àqueles pontos óbvios, definir o que é que os livros me dão. Como pontos óbvios refiro-me ao aumento do vocabulário, ao desenvolvimento da imaginação, à redução do stress e ao aumento da concentração. Mas os livros também me ensinam a viver, a calçar uns sapatos de salto alto, daqueles não estou habituada a usar, dão-me a possibilidade de me colocar na pele escura e enrugada de uma personagem africana de idade avançada ou de um (...)
06.06.18

Isaltino ou como é difícil limpar o passado.

CD
Estava a ler uma notícia que dizia que tinham sido feitas buscas na Câmara Municipal de Oeiras devido a um determinado projecto imobiliário.   Na notícia dizia também que “"em ambas as datas, o atual presidente da Câmara não exercia funções no município de Oeiras", diz o executivo liderado por Isaltino Morais.”   E eu pensei: realmente, (...)
06.06.18

Isto é tão bom que nem parece português.

CD
Há muitos, muitos anos, ouvia-se muito esta frase: “isto é tão bom que nem parece português”. Depois, os anos passaram, a sua frequência diminuiu, diminuiu e diminuiu, até que desapareceu. Hoje já ninguém diz que “isto é tão bom que nem parece português”. Hoje as pessoas dizem “isto é tão bom, vê-se mesmo que é português”.   Gosto desta nova postura, resultado do facto de termos, finalmente, provado, lá fora mas, principalmente, cá dentro, que somos, de (...)
06.06.18

Novo álbum dos Arctic Monkeys – o álbum da discórdia.

CD
Os Arctic Monkeys têm um novo álbum, chamado Tranquility Base Hotel & Casino, que tem criado sentimentos mistos na sua comunidade de fãs: há quem adore, há quem tenha ficado francamente desiludido. Percebo.   Eu tenho ouvido sem parar. É diferente, muito diferente do que estávamos habituados mas muito bom.   Esta é a minha preferida:     Já ouviram o álbum? Gostaram?
05.06.18

Sobre as borlas no trabalho, em geral (e nos blogs, em particular).

CD
(um texto diferente sobre respeito – um outro tipo de respeito)   Ou sou eu que ando mais atenta, ou tem sido mesmo muito recorrente: ultimamente, tenho ouvido da boca de vários actores, humoristas e até bloggers ou escritores bastantes lamentos porque se veem constantemente confrontados com a possibilidade de efectuarem um trabalho de forma não remunerada.   Os argumentos utilizados pela outra parte andam, normalmente, pelo “é bom para ti”, “ganhas visibilidade”, “é uma (...)