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(in)sensatez

20
Abr18

Não se pode confiar na Primavera.

CD

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Hoje está mais frio do que nos últimos dias. A Primavera tem destas coisas: não se pode confiar muito nela. Eu já andava de sapatos sem meias, toda lampeira, senhora de mim, de nariz empinado, a olhar de cima para as pessoas que comigo falavam, até que a temperatura desceu, comecei a sentir uma relativa aragem nos meus tornozelos rechonchudos, senti-me mingar, reduzi-me a minha insignificância e voltei a calçar meias e botas. 

 

Para a semana, com o Sol a reaparecer, aposto que vamos todas a correr arranjar os pés, vai ser um trinta e um para arranjar vaga nos salões de beleza deste país e que, dois dias depois, vai cair uma carga de água daquelas com o objectivo concreto de esborratar os 20 euros que gastamos na pedicure feita numa qualquer hora de almoço apressada.

 

Não se pode confiar na Primavera, vive em permanente esquizofrenia temporal e arrasta-nos como se tivéssemos feito mal a alguém. São flores e folhas que nascem e surgem e aparecem mas também pés que já existem por aqui há uns anos e que, aproveitando o embalo desta altura, reaparecem agora aos nossos olhos para que, no dia seguinte, estes pés ao fresco recolham, todos tristes, à pacatez de um sapato. É toda uma instabilidade. Toda uma passagem para a minha parte preferida do ano: o verão.

18
Abr18

EUA - Boston - O que fazer?

CD

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Falar da minha experiência em Boston corresponde, em primeira instância, a falar sobre amizade, pois foi esse o grande motor desta minha viagem.

 

Mas depressa saltamos para o encantamento, porque Boston é, de facto, uma cidade que vale a pena visitar por tudo o que nos mostra mas, claro, por tudo o que fica por mostrar, o que só nos fornece mais pretextos para voltar (olha: e não é que rimei?).

 

Para começar, é uma cidade organizada, limpa e ordeira. E isso são motivos suficientes para me encantar (olha: não é que rimei outra vez?).

 

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Provavelmente, o que mais gostei em Boston foi a sua capacidade de unir, de forma deslumbrante, edifícios recentes, espelhados e imponentes, com prédios de traça antiga e muito bem conservados.

Sente-se brio em todo o lado.

 

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É a maior cidade do estado Massachusetts, com bastantes pessoas e com algum trânsito, mas sem nunca se sentir aquela sensação crowded que se sente, por exemplo, em Nova Iorque.

 

Vamos por partes:

 

- Museus – Há muitos (e bons) museus em Boston e, por essa razão, vou escrever um post só dedicado a eles.

- Universidades - É uma cidade com muitas universidades mas, claro, falar de Boston é também falar de Harvard ou do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Tive a sorte de conseguir assistir a uma aula de Ética, de MBA, em Harvard Business School e foi, sem dúvida, uma experiência única. Utilizam um método de ensino muito diferente do nosso onde a parte dedicada ao professor se resume a, mais ou menos, 10%. O restante tempo é totalmente focado nos estudantes que trabalham um caso previamente e passam a aula a discuti-lo, sendo o professor o moderador.

 

As fotografias seguintes são de Harvard Business School onde passei muita parte do meu tempo.

 

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- Gastronomia - Quanto à gastronomia, há alguns pratos típicos tais como os Crab Cakes, os Lobster Rolls e os Clam Chowder (a famosa sopa). Para sobremesa, temos o Boston Cream Pie.

 

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- Outros (igualmente importantes) - É uma cidade que se faz muito bem a caminhar, por isso, recomendo muito os passeios nas duas margens do Charles River (Boston e Cambridge). Importante também é perder-nos no Boston Common, um grande e relaxante parque. Para se fazer um Tour diferente (mas bastante informativo), recomendo o Duck Tour (que ganha, claro, toda uma relevância se for feito com crianças pois elas acham um piadão a um carro que também anda na água). Por último, e muito importante mesmo, visitar a Boston Public Library. De sonho.

 

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Ando a recomendar esta cidade a toda a gente. A TAP voa direto e a SATA voa com escala nos Açores. Vale a pena passar lá uns 5 dias com neve, para os mais românticos, ou com sol, para os mais práticos. Eu apanhei neve no primeiro dia mas, nos restantes, saiu-me sol, sol e mais sol :)

 

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Tenho consciência que o amor que em mim nasceu por esta cidade não se deveu apenas a todas as coisas boas que ela me deu mas também porque, para além do que trouxe, também deixei lá uma parte importante de mim. Por isso, tenho que voltar, mais que não seja para matar as saudades que sinto, todos os dias, desde há oito anos.

 

❤︎

 

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17
Abr18

Perdoamos de forma limpa.

CD

Perdoa-se a pouca bateria e perdoa-se até a falta de bateria.

 

Os despachos de conversa também são perdoados, estou a trabalhar, estou em reunião, estou a almoçar, ligo-te já, cinco minutos, dez segundos, as pessoas respeitam, as pessoas perdoam.

 

Passamos a vida a perdoar, mesmo quando achamos que não o estamos a fazer. Na maior parte das vezes, fazemo-lo de forma limpa, não nos sentimos ofendidos porque aceitamos, este perdão que oferecemos a quem nos despacha, como parte integrante dos nossos dias. Sim, de forma limpa é mesmo a expressão. Perdoamos de forma limpa.

 

A pergunta que salta do saco (onde, habilmente, juntamos as esperas e os segundos planos que perdoamos) é só: quando fazemos as contas, quantas prioridades temos?

16
Abr18

Opinião: O Mecanismo.

CD

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Já terminei de ver a primeira temporada da série “O Mecanismo” que visa retratar a operação Lava-Jato, das maiores investigações de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil, o esquema que uniu grandes empresas de construção a políticos, tudo bem mexido num grande emaranhado de crimes.

 

Entretanto, cercado de mediatismo, o ex-presidente Lula da Silva acabou mesmo por ser preso por ter ficado provado que o famoso triplex de luxo foi-lhe mesmo oferecido como suborno pela construtora OAS. Daqui saiu uma condenação de 12 anos de prisão.

 

Apesar de ainda haver uma (pelo menos) segunda temporada, tenho algumas considerações a fazer sobre aquela que é uma das melhores séries a que assisti nos últimos tempos.

 

Criada por José Padilha (Narcos, Tropa de Elite, entre outros), O Mecanismo consegue, com (julgo eu) algum grau de exatidão, retratar o nível de corrupção que existe no Brasil, não só em casos com bastante projeção como o Lava-Jato, como também na pequena corrupção, naquela que existe a um nível mais baixo, polvorizando o dia-a-dia.

 

Segundo o que a série transmite, a vida, no Brasil, como está montada, parece ter corrupção em muitos detalhes, e as pessoas agem e convivem com ela, com uma leviandade difícil de compreender. O esquema – ou o mecanismo – está criado. O que fazer para inverter o ciclo? É isso que fica a baloiçar.

 

Dá para perceber, minimamente, como é constituído o sistema judicial brasileiro e dá para concluir que é assustador de tão complexo que é.

 

Apesar de os nomes das personagens não serem os nomes das pessoas reais, é fácil (e óbvio) identificar as pessoas envolvidas (Sérgio Moro, Lula da Silva, Dilma Rousseff, Marcelo Odebrecht, entre outros). Fisicamente, os atores são muito parecidos e, quando não são, a caracterização dá bem conta do recado.

 

Aconselho a verem com legendas em português. Os diálogos, por vezes, são muito rápidos e com um sotaque muito cerrado o que pode ser difícil de acompanhar.

 

Dá-nos um bom enquadramento do que se passa atualmente, no Brasil.

 

Já viram? O que acharam?

16
Abr18

Lute pela sua felicidade.

CD

Não gosto da palavra “felicidade” mas ainda lhe ganho uma aversão maior quando vem precedida por “lute pela sua”.

 

Quando unidas, estas quatro palavras, soam-me sempre a livro barato e a pensamento ligeiro. O que é triste porque, apesar de felicidade ser uma palavra estranha, a sua importância é grande, o que lhes podia ter dado para fornecer algum sainete e relevância ao conteúdo da mesma. Mas não, a queda para o chinelo foi grande e a tendência para resvalar foi ainda maior.

 

“Lute pela sua felicidade” não deixa de ser uma constatação óbvia do que todos, em teoria, já fazemos. Nós, seres pensantes e crentes na boa onda da vida, corremos atrás daquilo que nos coloca um sorriso nos lábios. Todos os dias, e muitas das vezes de forma inconsciente, como um qualquer instinto animal que já vem nas nossas configurações de origem, todos nós lutamos, minuto após minuto, por esta tal felicidade.

 

Provavelmente, não há uma receita ou, se há, será que está mesmo escondida nestes tais livros que não leio, cujo título tende a ter sempre estas quatro palavras que me dão arrepios? Por favor, se houver alguém cujos olhos já tenham pousado nestes livros (não têm que assumir que o leram de fio a pavio) podem, por favor, dizer-me se se tornaram pessoas mais felizes depois de os lerem? Por favor?

 

A felicidade merecia algum respeito e, por isso, a partir deste momento, e ao longo deste texto, vou sempre escrever FELICIDADE, na tentativa de lhe dar a maturidade e a relevância que a palavra e estes livros não lhe conseguem dar.

 

A FELICIDADE é uma coisa séria. Não merece, por isso, um resumo patético de como a conseguimos atingir, até porque ela, desconfio, varia de ser pensante para ser pensante. Este conceito que insistem em generalizar, como se as fórmulas de sucesso fossem regras sem qualquer exceção, merece, seguramente, muito mais do que livros com frases-guia-chavão. Este conceito, esta FELICIDADE, merece um debate profundo e uma análise cuidada, em todas as suas vertentes.

 

Tenho genuína curiosidade em saber qual a receita dos livros “Lute pela sua FELICIDADE”, pois ainda representam uma grande fatia dos livros que por aí se encontram. E, se os encontramos, é porque vendem. E se se vendem, é porque alguém os compra. E se alguém os compra: quem são vocês, pessoas mais felizes do que eu?

13
Abr18

O regresso.

CD

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Estive, mais ou menos, ausente do blog porque andei perdida nesta cidade gira mas gira.

Quem me acompanha no instagram, foi vendo a minha última semana (ver aqui).

Estou a acusar o regresso ao trabalho, com algum jet lag à mistura, mas prometo um regresso bom, embora, se suspeite, lento.

Estou também a preparar uma série de posts giros sobre esta cidade maravilha que, infelizmente, não é muito visitada pelos turistas portugueses (ou estou enganada?). O que vos digo é que é uma pena, porque vale mesmo a pena :)

 

Até já!

 

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11
Abr18

A escrita faz-se.

CD

A escrita faz-se dos dias e, especialmente, das noites. A escrita faz-se das ausências, sim, a escrita faz-se muito de ausências, mas também de trabalho, de falar com pessoas, e de descanso, quando esse trabalho e essas pessoas se agrupam em nós e descansam também elas.

 

A escrita é uma veia e uma artéria e um ventrículo e é, talvez, os nossos vários alvéolos e, com isto, consegui misturar vários sistemas que nos compõem e uni-los à escrita, viram?

 

A escrita faz-se dos dedos das nossas mãos mas também dos dedos dos pés, com as suas unhas tortas que, por vezes, encravam e doem, os dedos dos pés e as suas plantas, os pés que se arrastam e que nos unem ao solo que pisamos e do qual não nos conseguimos soltar. E, claro, a escrita faz-se das solas dos sapatos que usamos e gastamos e gastamos.

 

A vida faz-se dessas veias, artérias, ventrículos e alvéolos. A escrita faz-se dos dedos das mãos, dos dedos e plantas dos pés, e das solas dos sapatos.

 

E é tão difícil soltar-nos desta escrita que nos compõe e que em nós se agrega e se parte e se constrói.

09
Abr18

Sobre o Perdão.

CD

No outro dia, esqueci-me do caderno onde arranho as ideias e os textos que aqui aparecem. Tive que improvisar na parte de trás de um individual de refeição que pedi com um sorriso, o mais querido que encontrei, ao empregado de mesa, para que não mo negassem.

 

Não há perdão para o esquecimento de um caderno, tal como não o há quando deixamos o nosso coração (ou parte dele) esquecido em qualquer lado, perdido em qualquer lado, estilhaçado em qualquer lado, enterrado em qualquer lado.

 

Não há mesmo perdão para tudo o que seja esquecimento.

08
Abr18

Que horror! Que piada horrível!

CD

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 Ricky Gervais: Humanity - retirado do instagram da Comunidade Cultura e Arte

 

Acho que a minha relação com o humor não é muito diferente de todas as minhas outras relações. Mudou muito e hoje está bastante melhor. Digamos que está uma relação mais equilibrada, mais madura, se quiserem.

 

Para isso ter acontecido, obviamente, eu tive que dar espaço ao humor para existir na minha vida. Comecei a ouvir piadas de diferentes tipos de comediantes (ou humoristas, se preferirem) sem qualquer preconceito ou ideia pré formada e comecei a estar mais disponível para rir, sem culpaO que eu acho que alterou mesmo a minha mentalidade, foi começar a ouvir entrevistas e conversas sobre o humor.

 

O humor negro era mesmo um estilo que não apreciava. Não me conseguia rir de piadas relacionadas com o cancro, por exemplo. Achava que "era de mau gosto" brincar com este tipo de coisas. Sim, era mesmo isto que eu pensava.

 

Há, seguramente, razões históricas para nós, portugueses, não estarmos completamente livres quanto ao humor. A nossa conexão ao politicamente correto, por um lado, e a nossa tradição religiosa, por outro, são algumas das coisas que, provavelmente, justificam isso.

 

Uma vez, ouvi o Jel responder, à fatídica pergunta de quais os limites de humor, que o limite seria a piada. Achei inteligente a resposta.

 

Não, rir de uma piada de mau gosto não nos torna piores pessoas; não, fazer uma piada de mau gosto não nos torna piores pessoas. Parece estranho, eu sei, porque, na verdade, estamos a rir-nos da doença, do azar, da miséria ou, no limite, da decadência humana e isso, em nós, pesa de uma forma diferente, julgamos que estamos a criar um íman para que essas coisas, eventualmente, nos aconteçam.

 

Porém, se for uma piada mesmo boa, daquelas irresistíveis, não se prendam, estoirem em vocês toda a vontade de tornar aquele tema no mais divertido possível, devemos isso à desgraça de que, por vezes, somos alvo e, inevitavelmente, a nós próprios.

 

São piadas. Só. Não lhes devemos dar mais peso do que isso. 

06
Abr18

Instinto Maternal a 12192 metros de altitude.

CD

Provavelmente, o instinto maternal não se manifesta na vontade de ter filhos. Uma amiga minha diz que o instinto maternal expressa-se na forma como cuidamos dos nossos.

 

Eu concordo.

 

Contudo, acho que vai um pouco mais além.

 

Num avião que não estava cheio, eu estava numa das pontas da fileira dos quatro bancos do meio. Ao meu lado, estava o meu casaco. Ao lado do meu casaco estava uma senhora de cabelo grisalho. Ao lado dela, estava o seu marido.

 

A dada altura (a, aproximadamente, 12192 metros de altitude para ser mais precisa), as luzes baixaram (desconfio que os assistentes de bordo – hospedeiros, para os amigos - veem, nesse momento, o seu momento de tranquilidade, a altura em que toda a cabine dorme e que eles podem ir à sua vida ou, talvez, descansar) e começou-me, logo, a dar o sono.

 

Tinha-me esquecido da minha almofada e estava à luta com a mini almofada que nos foi fornecida, num saco, juntamente com uma manta e uns auriculares. No meio do meu mau jeito para me ajeitar, coloquei-a em cima do meu casaco, aquele que estava sentado no banco ao lado do meu, porém, depressa constatei que ficava demasiado baixa para conseguir dormir confortavelmente.

 

A senhora de cabelo grisalho, com quem eu já tinha trocado umas larachas no início da viagem, abre o (seu) saco de onde nascem essas mini almofadas e dá-me a sua, ajudando-me a fazer altura no monte, para que eu me conseguisse deitar, agora composto pelo meu casaco esmigalhado, pela minha almofada e pela almofada da senhora de cabelo grisalho.

 

Ali, naquele monte improvisado, adormeci durante algumas horas, as suficientes para não sentir o voo de longo curso passar e, quando acordei, para além da minha manta que mantinha enrolada no meu tronco, tinha também uma manta amarela que pertencia ao saco, agora vazio, da senhora de cabelo grisalho.

 

Sim, concordo que o instinto maternal vê-se na nossa capacidade em cuidar dos nossos.

 

Mas, há todo um carinho empregue nos outros, naqueles que existem para além do nosso ciclo, que embrulha todo o sentido de cuidar. E isso, bom, isso só está ao alcance de alguns.

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Biografia

Sou autora do livro infantil “Maria Bolinhos – no Reino da Maravilhosa Doçaria Alentejana” e do blog insensatez.blogs.sapo.pt. Escritora compulsiva: a minha vida é absorver tudo aquilo que vejo e tudo o que ouço. Se estão comigo há um certo risco de se tornarem inspiração da minha próxima personagem :) mas, calma!, não fujam já! Dou Workshops de Escrita Criativa a crianças e a adultos - são boas horas que sempre voam embaladas pelo fluir frenético da escrita. Devoro arte, sou constantemente inspirada por ela, nas suas mais diversas formas: livros, pintura, música, cinema, fotografia. Mas, também, jardins, praias, arestas dos prédios recortados da minha Lisboa: inspiro a luz que escorre pelas suas paredes, expiro um texto completo de incertezas. Não passo sem café, sem livros, sem as minhas viagens mas, especialmente, sem o ar livre da minha cidade, a minha maior inspiração. Tenho 32 anos, vivo em Lisboa com o meu marido e com as minhas palavras preferidas.

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