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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

28.08.19

Tudo muda.

Catarina Duarte
No dia em que fiz 30 anos caiu em mim a consciência de que havia coisas que já não iria conseguir fazer na vida. Ser bailarina profissional era uma delas. Se algum dia o desejei ser? Não, claro que não. O ponto é que, com 30 anos, muitos projectos deixam de ser possíveis, mesmo aqueles que nunca quisemos concretizar. Aconteceu-me o mesmo com a Maternidade. A ideia de que o Mundo, tal como o conheci durante 34 anos, deixou de existir, tem tanto de belo como de assustador. Surgiu (...)
08.08.19

O melhor cheiro do mundo vive aqui. Todos os dias.

Catarina Duarte
Não é a terra molhada nem a bolo acabado de fazer. Não é a praia nem a bola de Berlim comida, precisamente, na praia. Também não é a hortelã nem sopa triturada naquele momento. (acabei de perceber que os meus cheiros preferidos dizem quase todos respeito a comida). Talvez seja umas mistura desses cheiros todos ou talvez (é também o mais certo) seja um cheiro completamente único e impossível de duplicar. Não sei ao que cheira mas é o melhor cheiro do mundo e vive aqui. Todos (...)
20.04.19

Representará a partilha da propriedade intelectual o maior acesso que damos à nossa privacidade?

Catarina Duarte
Num mundo de partilha constante, onde as linhas entre o que devia ser partilhado e aquilo que devia permanecer privado são cada vez mais difíceis de definir, deparo-me com esta nova geração de miúdos, agora com 10/11 anos, que cresceram com a sua infância lançadas nas redes sociais. Sigo estes tais blogs, gosto das roupas que alguns vestem e retiro ideias de decoração, mas não deixamos todos de ser mirones de outras vidas, das partes que nos permitem aceder, é certo, mas sempre (...)
12.04.19

No dia em que o meu irmão nasceu.

Catarina Duarte
No dia em que o meu irmão nasceu, numa clara antecipação no que toca às questões de igualdade de género da actualidade, os nossos pais ofereceram-me um carrinho de brincar e outro exactamente igual (mas aposto que mais giro porque há sempre um filho preferido!) ao meu irmão.   Reza a história que eu, então com três anos e tal, não liguei absolutamente nada ao carrinho, enquanto que o meu irmão, bom, o meu irmão também não: juram os meus pais que não se mexeu um (...)
28.03.19

Profissões de Risco.

Catarina Duarte
  Há profissões de risco e, ultimamente, ando a sentir que a de criativos é uma delas.   Imagino a malta da Zippy, esticada nos seus cavaletes, a criar um coleção giríssima, cheia de cor, quase a pincelar o que a Benetton, em tempos, foi, todos galvanizados, felizes com a felicidade que uma roupa tão gira e divertida pode trazer.   E, depois, eis que, do nada, surgem meia dúzia de virgens ofendidas, com, claramente, demasiado tempo livre para divagar sobre temas gerais, a (...)
28.03.19

São as mulheres que, muitas vezes, criam os machistas.

Catarina Duarte
(imagem retirada do site pixabay)   Começamos a história pelas mães e passamos para as mulheres. Independentemente da ordem, são, muitas vezes, as mulheres que ajudam a criar homens machistas, quando lhes passam atestados de incompetência sucessivos no que, por exemplo, à lida da casa diz respeito.   Fico sempre muito pasmada com alguns discursos que vejo por este mundo fora quando o tema é machismo, como se os homens fossem todos (...)
27.03.19

Tangerinas e gravidezes.

Catarina Duarte
  Quando a descasquei, a tangerina deitou um cheiro muito ácido, tão ácido que duvidei se seria mesmo uma tangerina. Tem sido uma das características desta gravidez, esta vontade incontrolável de comer citrinos: tangerinas, laranjas, clementinas, marcha tudo sem grande critério – tudo, menos limões.   Neste Natal em que estive grávida, troquei um livro que me ofereceram pela girafa Sophie e o Ricardo trocou um frapé que, afinal, já tinha, por babygrows quentinhos tamanho (...)