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(in)sensatez

(in)sensatez

R.

28.04.14 | CD

Não sou a melhor pessoa para falar sobre afectos porque o que tenho de actos melosos, tenho, em igual medida, de palavras ausentes.

Porém, sempre me ensinaram que não há medidas certas nem expressões exactas para definir amor.

E para mim, parca em manifestações verbalizadas, amor, tem apenas uma letra: R.

 

 

 

 

 

Bom tempo, finalmente!

27.04.14 | CD

Hoje foi dia de descalçar sapatos e bronzear corpos.

De trocar almoços pesados por mariscadas.

De substituir sofás por passeios à beira-mar.

De recusar palavras chuvosas.

De incluir risos salivados por sol.  

Hoje foi um dia quente. 

Um dia esperado. 

Um dia feliz. 

 

 

 

Cem anos de solidão.

18.04.14 | CD

Sei que quando alguém morre, a tendência é esquecermos momentos menos bons, e ampliar, de alguma forma, tantas vezes desmensurada, quem, lamentavelmente, se foi. Todos se tornam seres fortes e maravilhosos e, de algum modo, pessoas recomendáveis, ainda que estejam adormecidos há anos no nosso pensamento. 

 

Relativamente a Gabriel García Márquez, embora há uns tempos apagado em mim, não procurei idolatrá-lo ou torná-lo em algo que não sabia se era.

Em mim, aterrou tristeza de quem, conscientemente, assume a perde de um génio. Não procurei impulsioná-lo de forma alguma pois o lugar dele, lá bem colocado em cima, ninguém ousa tirá-lo.

 

Infelizmente, não li tanta coisa quanta aquela que gostaria de ter lido do referido escritor, mas cem anos de solidão, um livro que se lê num sopro, marcou muito o meu género de leitora. Foi com esse livro que defini, oficialmente, a leitura como prazerosa.

 

Por isso, e porque principalmente não me escondo em manobras de vergonha quando disponho de vontade de agradecer a quem, em vida, o merece, o meu muito obrigada. Pois este pensamento que agora me sai, sempre o tive, e a morte é apenas um pretexto para referir algo que sempre em mim existiu.

Bom fim-de-semana!

18.04.14 | CD

Enquanto o fim-de-semana me entra rasgado, calmo e luminoso pela janela da sala, e eu me endireito no sofá, onde relaxar é a palavra a que me obrigo a fixar, antevejo os dias de amigos e descanso que me esperam.

Proponho-me utilizar este tempo livre da melhor maneira. Sopas e descanso não é o meu lema, e, ainda que o utilize momentaneamente para sarar défice de sono, prefiro-me mais orientada para mexidas e robustas actividades do que propriamente para a pacatez deste sofá.

Este fim-de-semana, em jeito de santo e prolongado, veio adoçar os meus dias mais azedos, e, a cereja no topo do bolo, típica dos melhores doces, reveste-se de cristalizado e tememos que acabará num graúda festa de arromba, no Marquês, já este domingo.

 

Bom fim-de-semana para todos.

 

Mais livros em Lisboa.

17.04.14 | CD

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