Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 21.09.15

Livro digital ou não livro digital? Kobo ou não Kobo? Kindle ou não Kindle?

Catarina Duarte

Bom, antes de começar a escrever este texto importa referir dois pontos importantes:

- sempre disse que não compraria um eReader;

- sempre disse que "livros em papel é que é!".

 

Sobre isto tenho a dizer:

De facto, a minha opinião é que um livro digital não substitui o cheiro de um livro novo. Para quem gosta de livros enquanto objecto: sublinho: não, não, não substituiu. No livro digital perde-se o histórico e o "tira e põe" das estantes. 

Porém, aqui há uns tempos, tive um pequeno problema familiar que pode ser resumido na seguinte frase "nunca mais vou carregado com 6 livros para uma semana de férias". Sim, foi o que ouvi e foi o que me levou a ponderar a hipótese de comprar um eReader. A necessidade estava criada. 

 

Dividindo por pontos:

 

1) Livro digital ou não livro digital? - vantagens de um eReader face a um livro:

- peso e portabilidade;

- maior possibilidade de escolha de títulos na altura de decidir (se estamos de férias fora, não levamos a biblioteca atrás de nós portanto temos que nos limitar aos 5/6 que levamos);

- poupança (para quem lê em inglês este ponto ganha maior força);

- ecológico (e a quantidade de papel que se gasta na impressão de um livro?);

- faz bem à saúde (sim, especialmente para quem tem problemas respiratórios - a acumulação de pó nos livros, mesmo quando são limpos com muita frequência, é imensa);

- não ocupa espaço (quantos de nós temos aquele célebre problema "aiii que já não tenho espaço para livros!"?);

 

2) Um tablet não faz o mesmo do que um eReader? Se sim, porque não comprar um tablet que, para além de ler, ainda tem outras funcionalidades?:

- quando compramos um eReader, tal como quando compramos um livro, não esperamos que nos permita navegar na net nem jogar. Um eReader, na minha opinião, tem que ser comparável com um livro. Eu quero um eReader para ler.

- a autonomia de um eReader é francamente superior a de um tablet;

- a luz -> a luz de um tablet tem muito brilho e ficamos com a sensação de vista cansada após muitas horas de leitura. Um eReader, por norma, não tem luz (embora haja modelos que tenham - o meu tem. A vantagem é que nos permite ler com as luzes todas apagadas - luz não é evasiva); 

- o peso - um tablet é bastante mais pesado do que um eReader.

 

Basicamente, ler num eReader é como ler numa folha de papel.

 

2) Kobo ou não Kobo? Kindle ou não Kindle?

O que vou dizer a seguir não se baseou em nenhum mega estudo: trata-se apenas da minha experiência pessoal e também de alguma pesquisa.

Resumidamente, só ponderei duas opções para eReader: o Kobo (kobo) e o Kindle (amazon), ambas as marcas estão ligadas a duas lojas online.

Na minha opinião, o Kindle é mais apropriado para quem lê livros em inglês. O que não é o meu caso.

Os formatos de leitura entre o Kindle e o Kobo, por vezes, não são os mesmos e tem que se recorrer a programas de conversão. O Kobo lê epub (o Kindle não) e os ebooks comprados nas livrarias online portuguesas normalmente têm este formato e não o formato do Kindle. 

O Kobo é distribuido pela Fnac pelo que, deduzo eu, a assistência técnica tem tudo para ser mais fácil do que o Kindle. 

Quando andava a investigar mais aprofundadamente o Kindle deparei-me com o desafio de o mesmo ser entregue em Portugal. 

 

3) Onde comprar os ebooks (ou não)

-> Ver este artigo do observador que fala sobre os downloads legais e gratuitos de livros -> http://observador.pt/2014/12/27/oito-paginas-da-internet-para-fazer-download-de-livros-legal-e-gratuito/

 -> Na wook, fnac entre outros. 

 

Eu comprei o Kobo e estou muito, muito, muito satisfeita com ele. O meu é o Kobo Aura. Pequeno, leve e maravilhoso.

Seg | 21.09.15

O primeiro parágrafo.

Catarina Duarte

"Era uma sala oca quando a conheci pela primeira vez. 

Nunca soube, exactamente, a razão pela qual a construíram assim mas, suponho, que o propósito máximo fosse criar distância entre nós, que ali entravamos, e o espaço.

Torna-se, arrisco-me a dizer, de certo modo, até estranho, se pensar na imensidão do que se passou ali, em apenas duas dúzias de metros quadrados de lugar vazio."

 

Gostavam de ler o resto? Acham que é um bom primeiro parágrafo? 

Sex | 18.09.15

Sobre a vergonha que é escrever.

Catarina Duarte

Eu suponho que a maioria dos escritores passa por um processo de vergonha. Ou, melhor dito, um processo para ultrapassar a vergonha. Aceitar a exposição. Tomá-la como um braço importante do próprio trabalho. Na verdade, por mais ficção que seja determinado livro, sempre me pareceu estranho que o escritor se consiga distanciar da personagem de forma a não colocar um bocado de si nela própria. É impossível, não é? Quando escrevo, invariavelmente acabo por colocar um pouco de mim, mesmo que esse pouco de mim seja diametralmente oposto a mim própria. 

Qui | 17.09.15

Livros para ler no regresso à rotina.

Catarina Duarte

Para muitos, já acabaram as férias, e, para muitos também, acabou o tempo de antena que os livros tinham nas suas vidas. Mas, para estes, em particular e, para todos os outros, no geral, o regresso à rotina não é motivo para abandonar os livros nas estantes.

Deixo-vos 3 livros ideais para não perder o ritmo de leitura das férias, não se vão arrepender:

 

1) Marina - Carlos Ruiz Zafón

pla-marina.jpg

Eu ADORO o Carlos Ruiz Zafón portanto sou um bocado tendenciosa. Não foi o meu preferido mas não deixa de ser muito bom! Leiam que vale a pena.

 

2) As três vidas - João Tordo

joao-tordo-tres-vidas.jpg

De todos os livros que li dele, este foi aquele que menos preencheu. Mas, então, porque é que o sugeres? - perguntam vocês. Porque não conheço ninguém que não tenha gostado deste livro - e, portanto, facilmente se concluí que o problema só pode ser meu. É um livro que se lê num ápice. É muito fácil de agarrar. Visualizava facilmente um filme enquanto o lia. 

 

3) Como água para chocolate - Laura Esquivel

image.jpg

Uma palavra para definir este livro: mágico. 

 

Boas leituras!

 

Qui | 17.09.15

...

Catarina Duarte

Acho que estou a ficar doente. Arrisco-me a dizer que, todos os anos, neste período que medeia o final do verão e esta estação intermédia a que dão o nome de Outono, fico doente.

É um veste e despe constante de casacos, de encharpes, de muda de sandálias para botas, que já tenho frio nos pés e, depois, novamente de botas para sandálias, que agora está imenso calor.

 

Dizem que no fim-de-semana vai estar calor. E lá vou eu … sim, não vou ceder às minhas dores de garganta, não vou ceder à febre que acho que estou a começar a ter, não vou ceder à tosse que já está a surgir. Vou aproveitar os últimos dias de calor a sério, vou para a praia (de chapéu, é certo, mas vou para a praia) que não há nada que a água do mar não cure. Nada.

 

Qui | 17.09.15

Cursos de Escrita - uma sugestão.

Catarina Duarte

Eu já tirei alguns cursos de escrita, sendo que, praticamente todos, foram de Escrita Criativa.

E, basicamente, gostava de vos aconselhar uma escola, para quem quer ter mais conhecimento nesta área e não sabe muito bem para que lado se virar.

Já tinha tirado há uns anos um de Escrita Criativa neste local e, actualmente, estou a tirar um de Escrita de Romance, com o escritor João Tordo (cujos livros, por sinal, conheço bastante bem – já devo ter lido uns 5). A escola chama-se Escrever Escrever, em Lisboa (e não, não estou a ser patrocinada).

É num sítio com bastante carisma, eles já estiveram no Largo Camões e agora estão um bocado mais abaixo, na Rua do Alecrim.

Considero que os cursos têm uma óptima relação qualidade-preço e cumprem na perfeição o objectivo de matar o bichinho da escrita.

 

Mais informações – > Aqui.

Qua | 16.09.15

Pancadas e tal.

Catarina Duarte

Eu sou uma pessoa de ligeiras pancadas. E agora ando numa que não consigo parar de ouvir estes dois:

E os bilhetes para o Coliseu já cá cantam!