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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 16.09.15

Por vezes, tenho saudades da minha casa.

Catarina Duarte

Sempre fui assim, meia saltimbancos, habituada poucas vezes a estar em casa: fins-de-semana, então, quase nunca.

Só quando os dias começam a escurecer, quando o chá quente e a manta nas pernas começam a saber bem, é que me permito ficar mais tempo nas minhas quatro paredes preferidas.

Parece estranho, não é? Mas, por vezes, sinto saudades da casa que habito todos os dias. Durante a semana, é impossível matar saudades, no lufa-lufa dos nossos dias, é uma sorte se encontrar o nosso quarto, quanto mais aproveitar a nossa casa.

Vou ver se reservo ai um fim-de-semana para ficar no meu espaço, a fazer Nestum e a deambular aleatoriamente pelas assoalhadas. Para depois, voltar em força “ao verbo ir”, o meu verbo preferido, como diz a minha mãe.

 

Dom | 13.09.15

Ai Saramago.

Catarina Duarte

Foi através da Mulher que Ama Livros que tive conhecimento do projecto Ler Saramago. 

De vez enquanto, a Claúdia Oliveira, autora desse blogue, fala do projecto e eu penso sempre: que ideia tão gira

Não sou pessoa para entrar neste tipo de projectos, neste tipo de maratonas literárias porque gosto de ler apenas escrava dos meus "apeteceres" do momento mas, para quem gosta de desafios e é mais organizado do que eu no que toca a levar um desafio até ao fim, recomendo vivamente este. 

Passo aqui também um pequeno texto da Cláudia, sobre este projecto, sobre Saramago, que me tocou particularmente e que pode servir de inspiração para quem o quer iniciar. 

"Saramago é amor. Sou admiradora do seu trabalho, enquanto homem apaixonado pela escrita e o seu grande amor. É impossível ficar indiferente à história de amor dele com Pilar. Li algumas das suas obras e nunca fiquei desiludida. Acho-o um génio nas suas ideias, magnifico na sua forma de escrever. Vejo Saramago como arte eterna e amor. A minha admiração é imensa. Um homem que gostaria de ter conhecido, simultaneamente nervosa num encontro à distância."

 

Não tiro uma vírgula. 

 

Sex | 11.09.15

Ando com vontade de (re)ler.

Catarina Duarte

Ando com vontade de ler alguns destes títulos abaixo. Alguns deles tratam-se, mais concretamente, de releituras:

 

- O velho e o mar - Ernest Hemingway (óptimo);

- As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley (recomendo tanto, tanto, tanto!);

- Triologia Millennium - Stieg Larsson (nunca li - estranho, não é?)

 

Três géneros tão diferentes. 

 

Sex | 11.09.15

VFNO

Catarina Duarte

O VFNO já passou e eu concluí que cada vez tenho menos paciência para confusões. 

Claro que gostei, porque é uma iniciativa que dinamiza o comércio e a cidade e também porque gosto de todos os pretextos para estar com as minhas amigas porém não sei se é da idade ou da sonolência que ainda me circunda numa espécie de ressaca pós-férias mas música alta, miúdas histéricas e exageradamente kitadas, demasiada gente por metro quadrado, já não fazem parte do meu ideal de noite perfeita

Qui | 10.09.15

O debate (uma acha para a fogueira) - por Pedro Rolo Duarte

Catarina Duarte

"Sobre quem ganhou, não me interessa.
António Costa talvez tenha vencido um confronto em que Pedro Passos Coelho não perdeu. E é um resultado estranho, este.
Ainda assim, o mais relevante terá sido aquilo de que falaram. Ou de que não falaram.
Ouvi hora e meia de economia e números: estatísticas, acertos de contas, quadros, dividas, créditos, pagamentos, taxas, impostos. Em momento algum, ideias ou um projecto de país.
Costa e Passos Coelho representaram bem o estado em que estamos: na mercearia, a fazer contas. Longe do auditório onde devíamos pensar Portugal.
Nada de novo, portanto."

 

No blogue de Pedro Rolo Duarte -> para ver aqui.

 

Quem concorda?

Qui | 10.09.15

Quotidiano: não sentia a mínima saudade tua.

Catarina Duarte

Desde que cheguei de férias que ainda não me deste descanso, ó quotidiano. Tem sido recorrente: desde domingo (o pior dia do ano: aquele que regressamos de férias) que me sinto, constantemente, a apanhar chapadas atrás de chapadas: daquelas: “faz-te à vida que as férias já acabaram!”

Vamos lá então começar: depois de não sei quantos voos, cheguei à Portela, ao único aeroporto onde esperei uma eternidade dentro do avião para sair (coisa que acontece com muita frequência em Lisboa!), tive que ir de autocarro até ao terminal (é só a mim que me acontece SEMPRE isto?) e tive que estar na fila para sair do aeroporto (sim, fila gigante para sair do aeroporto) porque TODA a gente resolveu desembarcar nesta bela capital à beira-mar plantada no mesmo dia que eu. 

Depois, seguiu-se a maravilhosa manifestação dos taxistas (not!) que deixou a cidade num Texas sem discrição, com reações e consequências que… enfim, sem comentários.

Seguiu-se a constatação de trânsito atrás de trânsito (as criancinhas já começaram as aulas??), com buzinadelas sem precedentes às 8:00 da manhã (um dia ainda alguém me vai conseguir explicar: quem é que buzina às oito da manhã?). 

No final de um dia de trabalho, cansada, exausta porque o pessoal ainda não entrou propriamente no ritmo, meto-me no carro e demoro uma hora (UMA HORA!!!) para chegar a casa (sim, eu sei que muita gente demora mais do que uma hora!) mas refiro-me a um percurso que, normalmente, faço em 20 minutos, portanto estamos a falar do TRIPLO do tempo! E porquê? Porque resolveram fazer obras no Areeiro. E porquê? Não sei! Sim, em vez de terem aproveitado as férias de toda a gente para obras, resolveram fazer quando o trânsito se começou a intensificar: muito bem pensado, sem dúvida.

Acho que preciso urgentemente de férias.

Qui | 10.09.15

Opinião: O manipulador de Jonh Grisham

Catarina Duarte

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Sinopse: Raymond Fawcett, juiz federal da Virgínia, e a sua secretária são encontrados mortos em casa. Não há sinal de luta, nem impressões digitais, nem testemunhas. Nada, exceto um cofre-forte vazio.
Depois de alguns meses, a investigação do FBI não avançou um milímetro. E é aí que entra em cena Malcolm Bannister, de 42 anos, negro, advogado de profissão, condenado a 10 anos de prisão por um crime que não cometeu e ainda com cinco anos de pena por cumprir.

 

Opinião: Comprei este livro numa promoção qualquer da wook (atenção: aproveitar estas promoções que valem bem a pena!) sem assim muita expectativa. Achava que era um livro banal para entreter. E, de facto, é. Cumpre na perfeição a razão pela qual o comprei sendo que, arrisco-me a dizer, até me surpreendeu. Não é propriamente um livro que marque, provavelmente não é um livro que irei recordar como "que grande livro!" mas é um livro que vale a pena porque está relativamente bem escrito, tem um bom argumento e agarra-nos. Recomendo. 

 

Rating: 4/5