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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 06.01.16

Livros para 2016.

CD

No outro dia, uma amiga perguntou-me se já tinha feito uma lista de leitura para 2016.

Não. Não faço listas de leitura. Ou, por outra, tenho uma coleção infindável de livros que espero "um dia" conseguir ler mas não me consigo focar o suficiente para saber exactamente que livro vou ler em determinada altura.

Embora não tenha uma lista definida, tenho algumas ideias que gostava de ver cumpridas:

- Ler mais escritores portugueses - sempre li muita literatura portuguesa mas em 2015, não sei porquê, não li tantos quanto gostaria - desliguei-me de João Tordo, de José Luís Peixoto, de Afonso Cruz, etc.

- Retomar os Clássicos - não faz sentido, para alguém que lê de forma regular, não incluir clássicos na sua lista. Este ano vou mudar isto!

- Ler a trilogia Millennium - querem saber uma coisa gira? Eu tenho a trilogia Millennium que comprei, num acto de pura loucura, há uns anos, numa Feira do Livro. E nunca li! É este ano!

E vocês? Que ideias têm para orientar as vossas leituras em 2016?

Ter | 05.01.16

Preocupo-me.

CD

IMG_8821.JPG

(fotografia tirada com o iphone) 

 

Preocupo-me sempre que a linha do horizonte fique direita, que haja alguma lógica no rectângulo fixo do momento, centro o objecto, limpo o "barulho" e carrego no disparar.
Com mais rapidez do que aquela com que a disparo, descarrego-a no instagram. Os likes sucedem-lhe e eu concluo que por mais cuidado que tenha ao desenhar o momento exacto há sempre detalhes que escapam: ou uma gaivota que resolveu aparecer mas que ficava gira era se as asas estivessem esticadas, ou a criança que desatou a correr e rasgou um canto da fotografia, ou o desprendimento do casal que pretendia apanhar a beijar, ou outro qualquer momento que escapou ao controlo das minhas acções.

Recordo ao vê-la postada que a minha vida é tão-somente o reflexo das chapas que, por vezes, disparo. Momento que almejam ser perfeitos, (onde tento, a todo o custo, controlar todos os parâmetros) e que acabam invariavelmente por ter alguma da minha falha lá registada. Fico feliz, porque até no meu mais básico acto, tudo de mim (imperfeição incluída) lá coloco.
Um forte bem-haja à imperfeição dos nossos dias.

Ter | 05.01.16

Dizem os outros.

CD

"(...), percebi que a brevidade ou o prolongamento da vida de um ser humano depende sobretudo do caudal de dor que essa pessoa se vê obrigada a suportar. O tempo passa mais devagar para os que padecem, e a angústia e o sofrimento marcam a pele com sinais definitivos."

O segredo dos seus olhos - Eduardo Sacheri

 

Seg | 04.01.16

Dizem os outros.

CD

" Creio que foi ao observá-lo que desenvolvi a minha teoria de que os estúpidos se conservam melhor fisicamente porque não os corrói a ansiedade existencial à qual se vêem submetidas as pessoas mais ou menos lúcidas."

O segredo dos seus olhos - Eduardo Sacheri

 

Seg | 04.01.16

Opinião - O segredo dos seus olhos de Eduardo Sacheri

CD

o segredo dos seus olhos.jpg

Sinopse:

 
Opinião: Fiz uma coisa meio estranha com este livro que foi lê-lo e, a meio, ver o filme (versão argentina) correspondente - sendo que, ao longo deste percurso, eu já sabia a história do filme bem como o seu final. O livro estava a ser óptimo. Muito bem escrito, com personagens muito bem carregadas e caracterizadas. Como já sabia o final, ao longo da leitura concluí que, de facto, aquele final só poderia acontecer a personagens assim, com aquele temperamento em concreto. É um livro que recomendo, sem dúvida. Mas acho que o filme, a versão argentina do mesmo, vale mesmo muito a pena! Arrisco-me a dizer que o filme é melhor do que o livro!
 
Nota: Sei que também há um filme americano, relativamente recente, com o mesmo nome. Não foi esse que vi. A versão que recomendo e que serviu de base a esta opinião foi a versão argentina. Essa sim, vale muito a pena ver.
 
Rating - livro: 4/5
Rating - filme (imdb): 9/10
 
Não me vou alongar, a sinopse já explica muito do livro/filme. Para quem não quiser ler o livro, avance já para o filme. Não se vão arrepender. Foi dos melhores filmes que li este ano.
Seg | 04.01.16

A todos um Bom Ano!

CD

Durante anos, antes do bater das doze badaladas, com um compasso de tempo que me permitia a introspecção do que ia fazer, escrevia os meus votos, em jeito de desejos para o novo ano mas também, dentro do possível, procurando não esquecer os agradecimentos pelo ano que tinha passado.

De há uns anos para cá, deixei os votos de lado: percebi que eles existem mais como forma de orientar perspectivas futuras do que como certezas de concretização.

2015 não foi um ano particularmente bom. Teve apenas um par de acontecimentos dignos de registo (entre eles, a publicacação do meu primeiro livro) e uma mão cheia de coisa para esquecer. Então, decidi-me a olhar mais para os entretantos do que propriamente para os acontecimentos de maior gabarito, tanto os bons como os maus. E nesses, posso garantir, nos imensos entretantos que preenchem a minha vida, posso dizer: tenho a maior sorte do mundo.

Este ano, voltei a fazer os meus votos (ou desejos ou resoluções). Mas com algumas condições: tinham que ser claros, objectivos e sem floreados. Não precisei de os escrever. Dos quinhentos que escrevia anualmente, reduzi a três: claros na minha cabeça e fáceis de concretizar. Não precisei de os escrever. Já não preciso.

E, também, não os posso contar. Caso contrário, não se realizam. :)

A todos um Bom Ano!

Dom | 03.01.16

Dizem os outros.

CD

" - Não sei, Báez. Julgo que me chamou a atenção o seu modo de olhar, de olhar para uma mulher adorando-a à distância. Não sei - repeti. - Julgo que, quando não se pode dizer nada, os olhares carregam-se de palavras. "

O segredo dos seus olhos - Eduardo Sacheri

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