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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Sex | 19.02.16

Boa sexta-feira :)

Catarina Duarte

Eu tenho um problema que pode ter o seu quê de patológico. Quando encontro alguém conhecido na rua - e, por conhecido, entenda-se conhecido da televisão: um actor, um jornalista, um comentador, um escritor (bom, já perceberam a ideia) - por a cara não me ser estranha, eu acho que os conheço. Verdadeiramente. Na vida real. Como amigos.

Não é incomum dirigir-me às ditas pessoas com o intuito de (atentem!) as cumprimentar.

Na maior parte das vezes, detecto a tempo, imediatamente antes de lhes dar dois beijinhos, e recuo.

A última aconteceu-me, em pleno supermercado do El Corte Inglés, algures entre a secção dos congelados e a dos enchidos. E com quem? Com o advogado de José Sócrates. Sim, leram bem, com o advogado do José Sócrates.

Olhei para ele com aquele meu ar: “ah, também andas, por aqui, às compras?” e segui toda lampeira para o cumprimentar. Apercebi-me (graças a deus!) a uns bons 4 metros de distância que, enfim, afinal só o conhecia da televisão, altura em que me baixei abruptamente para levantar a tampa da arca congeladora, para tirar, envergonhada, umas postas de bacalhau demolhado para o jantar.

Boa sexta-feira!

Ter | 16.02.16

Fascínio.

Catarina Duarte

Conheço pessoas que têm fascínio pela noite. Compreendo mas não o consigo sentir.

Consigo até, ocasionalmente, apreciar a calma que a escuridão nos dá. Consigo até, ocasionalmente, sentir a descompressão após um dia na labuta, quando a claridade dá lugar à obscuridade. Consigo até, ocasionalmente, reconhecer que a noite tem fascínio se isso implicar copos. Mas, sã de pensamentos (e ausente de noitadas), a noite deprime-me.

Hoje a noite entra cálida e esperada, a guitarra é arranhada ao compasso de "verdes anos" e eu permito-me a paz e o sossego que esta casa transpira nas noites em que joga o Benfica.

Boa noite.