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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Dom | 24.07.16

Cristiano Ronaldo. E o seu hotel. E o seu aeroporto.

Catarina Duarte

Olho para Cristiano Ronaldo enquanto fala sobre o seu hotel, sobre o seu aeroporto. Analiso a sua linguagem perfeita e pausada, os seus dentes brilhantes e alinhados. Vejo o comportamento refinado, o sorriso contido mas espontâneo, a sua mensagem pausada. Vejo que se aprumou. Vejo-o crescido mas vejo-o, acima de tudo, inteligente. Inteligente porque soube ser, apesar de tudo, humilde para reconhecer que teria que se melhorar. A humildade é um sinal de inteligência.  E melhorou. Melhorou-se. Cresceu. Evoluiu. E hoje é o melhor. É nosso o melhor do mundo.

:)

Sab | 23.07.16

Sobre o Pokémon Go.

Catarina Duarte

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O Pokémon Go é o exemplo claro da fortificação segregada para onde a sociedade caminha. Uma sociedade onde o imaginário e o real se fundem com total clareza. Onde o fictício e o verdadeiro se unem, se abraçam e criam um novo plano, formando um lugar exclusivo e único.

Nunca gostei deste género de jogos – nunca gostei de consolas e o Pokémon sempre me irritou particularmente.

Obviamente que há claras vantagens num jogo como este (tirar as pessoas de casa e aumentar a socialização são as que mais ouço). Mas isto é como em tudo: há sempre quem tente justificar algo procurando o lado bom da situação.

Ficaria mais feliz se soubesse que as pessoas saem de casa por iniciativa própria, sem ser necessário estarem agarradas a um telemóvel para o fazerem; ficaria mais feliz se a socialização aumentasse pelo real, pela vida a cores e sem écrans pelo meio; ficaria mais feliz se soubesse que as pessoas saem de casa pelas mais diversas razões menos para jogarem virtualmente.

Mas, se isso, numa sociedade cada vez mais individualista e virada para dentro como a nossa, não é possível: que venham todos os Pokémon deste mundo para darem o empurrão que nos falta!

 

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Sex | 22.07.16

Conceito de amor.

Catarina Duarte

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Não entendo o conceito de amor quando um maltrata outro. Quando uma das partes não olha a meios para atingir um fim. Quando os seus pilares, as colunas que o sustentam, estão pousados no medo, na instabilidade e na irritação.

Não entendo o conceito de amor cego. Não digo que o amor, na sua génese, seja racional – porque não é - mas colocar um pouco de bom senso na sensibilidade do sensível amor, algo que nos obrigue a abrir os olhos, quando a cegueira do sentimento nos circunda, diria que é um bom começo.

Não entendo o conceito de amor quando há um que chora. Quando há um mantém uma supremacia emocional visível e extravagante no topo do outro. Não entendo. Não entendo o conceito de amor quando ele fecha, isola, arredonda. Quando ele procura a dependência e submissão.

Não entendo o conceito de amor quando há um que se ofusca e se apaga e, gradualmente, se degrada, se mata e se morre.

Não entendo.

 

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Qui | 21.07.16

Postais.

Catarina Duarte

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Postais com as pontas dobradas, aqueles que trazem saudade e lembrança em cada palavra declarada, aqueles que demoram tempo a escolher e ainda mais a escrever: são os meus preferidos.

Aqueles, onde o conteúdo não se quer esconder, são os que gosto de receber.

Aqueles, cuja lengalenga da prosa, simétrica e exacta, não se sobrepõe à ladainha da ausência: são aqueles que escrevo.

Estas férias, vamos enviar postais?

 

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Qua | 20.07.16

Casei cedo.

Catarina Duarte

Tenho a certeza que casei cedo, ainda mais se tiver em consideração a idade média com que se casam as pessoas da minha geração.

Mas recuso-me a embarcar em teorias sobre o quão esse acontecimento me orientou a vida. Não analiso sucessos ou fracassos de casamento tendo em conta a sua ordem cronológica. Há de tudo. Como em tudo.

O que posso dizer é que nunca – nunca – em quase 5 anos de casada pensei no cedo que casei, embora saiba que o fiz antes de toda a gente.

A minha vida é infinitamente melhor casada com o Ricardo. E, atenção: antes disso já era bastante boa.

Não alimentem a vossa vida com jogos de cintura desajustados ao que sentem e querem, apenas porque ouvem falar que é cedo ou que é tarde.

Seguir o instinto, parecendo que não, por vezes, resulta :)

 

Bom dia :)