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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 07.09.16

Resumo do que é, realmente, importante.

Catarina Duarte

Estas férias resolvi fazer algo inédito (para mim) que foi ir partilhando, dia após dia, os locais por onde ia passando.

Para isso fiz pequenos posts, embelezados por bonitas fotografias (bom, as fotografias são minhas - se calhar sou suspeita!).

Para quem não viu, aqui vai um pequeno resumo do que se passou (com links diretos porque hoje estou inspirada):

 

 

Espero que gostem :)

Ter | 06.09.16

Para que nunca te esqueças onde estás.

Catarina Duarte

Assim que pisamos solo francês, rumo a Biarritz, comecei a sentir no ar aquela segurança cravada pelo medo. Não comentei nada, mas senti-a em cada passada feliz, por estarmos de férias, que davamos.

Nas ruas de Biarritz, tive a certeza que a existência, dos meus sentimentos opostos, não era um sonho.

Quando procuravamos um restaurante para almoçar, mirando com olhar curioso as locais por onde passavamos, deparámo-nos com quatro militares, armados até aos dentes, com metralhadoras a tiracolo. Caminhavam pausadamente enquanto olhavam de forma discreta para ambos os seus lados – faziam-no de forma indiferente e tranquila, como se a sua figura quadrada e pesada passasse, de algum modo, despercebida.

O meu coração disparou e eu senti que os meus vagos pensamentos de “e se…”, desde que tinha entrado em França, eram reais.

- Para que nunca te esqueças onde estás – foi o que ouvi e foi o que senti.

Até nos podemos esquecer, embriagados pela beleza das férias, por momentos, do horror do terrorismo, mas nunca nos vamos esquecer, infelizmente, que o mundo, tal como o conhecíamos, mudou.  

Ter | 06.09.16

(ainda) Sobre setembro.

Catarina Duarte

Estou no céu. Em qualquer loja deste nosso Portugal tenho a frase “regresso às aulas” espalhada por todos os cantos. São cadernos, carimbos, canetas, estojos: um mundo de coisas bonitas e apetecíveis para trazer para casa!

Este fim-de-semana fui a diversas lojas com material de papelaria (vá, foram só duas ou três) e a frase que mais ouvi, durante os minutos que lá estive, dita pelos três milhões de miúdos que lá apanhei, foi: eu quero!

Eram aos milhões (juro!) e resolveram sair de casa todos no mesmo fim-de-semana e, pior ainda, todos ao mesmo tempo, sempre atrelados aos pais que, dentro do que lhes era possível, tentavam gerir os “eu queros” com os “eu preciso”.

Gosto bastante desta azafama porque - é verdade - também eu a tenho e reuni, para festejar este “regresso às aulas” cheio de vigor, algum material que não me importava de trazer para casa, à venda em lojas que não seriam, à partida, opções para este género de compras:

 

Bershka

 

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Stradivarius

 

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Seg | 05.09.16

Sobre setembro. Sobre o verbo (re)começar.

Catarina Duarte

Setembro é, para mim, muito mais do que Janeiro, o mês onde tudo começa.

Sinto-me francamente organizada o que, para alguém que tem uma relação algo conflituosa com isto do planeamento, é bastante positivo.

Vislumbro o equilíbrio do meu mundo, todo ele arrebitado e orientado. É bom ter o mínimo de estrutura, mesmo que ciente que até pode ser sol de pouca dura.

Bom Setembro para todos. Bom (re)começo.

 

p.s. Planos para este recomeço? Inscrever no gínásio conta! Eu já fiz a minha parte :)

Dom | 04.09.16

Emigração da Saudade.

Catarina Duarte

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Tal como nós, atravessavam, uns atrás dos outros, a fronteira que nos separava de França. Eram fáceis de identificar, ainda que a matrícula fosse tingida por França, pois, muitas vezes, a mesma era ornamentada pelo emblema da federação portuguesa de futebol.

O terço encontrava-se pendurado, a reforçar a devoção por Maria, por Fátima. O cachecol com as cores portuguesas estava exposto, de forma orgulhosa, sobre a bagageira. O olhar, esse, encontrava-se arrefecido: era um olhar de quem sabe que só volta para o ano; era um olhar já marcado pela saudade; era um olhar paralisado pelo regresso à realidade; era, na verdade, um olhar recheado de melancolia – separado entre o querer ficar e a obrigação de partir.

A emigração da saudade: apaziguada apenas pelas visitas esporádicas à nossa terra.

Na praia de Biarritz, um banhista, deitado numa toalha com a bandeira portuguesa, ostentava, de forma clara e inequívoca, a palavra “lusitano” tatuada em letra redonda e inclinada.

As nossas pessoas, espalhadas pelo mundo, as nossas pessoas com o cheiro da nossa maravilhosa terra entranhado na pele, enfiado nos seus cabelos negros, nos seus pelos brutos e morenos, esse cheiro impossível de limpar, que vivem com essa vontade de voltar e ficar a cravar-lhes o ser e, tantas vezes, apenas com a oportunidade de o fazerem no nosso querido mês de agosto.

A emigração da saudade.

A emigração que arrepia.

A nossa emigração que não regressa.

 

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Facebook https://www.facebook.com/catarinaduartewords

Sab | 03.09.16

It's Biarritz, baby!

Catarina Duarte

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Para terminar esta viagem, seguimos até Biarritz. É uma cidade charmosa, onde os prédios são requintados, as ruas são arranjadas e as lojas são aprimoradas.

 

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É uma cidade muito requisitada por surfistas. E, por essa razão, uma grande fatia do comércio está virado exactamente para esse lado: de facto, lojas de surf não faltam.

É, desta forma, uma cidade com dois lados muito vincados, onde os mesmos coabitam em perfeita harmonia: de um lado, o turismo requintado expresso nas grandes mansões e, por outro, um lado mais cool fornecido pelos surfistas que procuram a cidade pelas suas boas ondas.

 

IMG_0123.JPG(gosto muito desta fotografia porque mostra bem os dois lados de Biarritz)

 

 

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As suas praias têm um areal extenso e água a uma boa temperatura. São muitas as rochas que brotam do mar, embelezando (bastante) a imagem da cidade.

 

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Porém, há algumas partes menos boas a apontar a Biarritz: a construção de prédios descaracterizados e a pouca oferta de bons restaurantes são algumas delas.

 

Independentemente disso, recomendo uma visita.

 

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Mais sobre esta viagem em posts anteriores. 

Outras fotografias https://www.instagram.com/catarinaduarte.words/

Qui | 01.09.16

O tempo na amizade.

Catarina Duarte

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Questiono-me muitas vezes se o tempo nas relações ajuda a desbloquear determinadas situações. Quando digo tempo, refiro-me à história conjunta, àquela narrativa sem cerimónias, que se define, palavra atrás de palavra, parágrafo após parágrafo. Horas, meses e anos passados numa amizade ajudam a calejar as ligações, a afinar as semelhanças, a compreender as diferenças e, talvez mais importante, a aceitá-las.

Concluo sempre que o passado vincando pela amizade douradora facilita na hora da compreensão.

Isto é verdade. Isto é tão verdade!

Qui | 01.09.16

País Basco: San Sebastián

Catarina Duarte

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San Sebastián foi a estrelinha que deixámos para penúltimo ponto desta viagem. Não só porque facilitava a lógica da mesma mas também porque as boas impressões que tínhamos eram mais do que muitas e, aqui dentro, gostamos de deixar o melhor para o fim.

Esta cidade é, de facto, encantadora. Ficámos alojados do centro, onde os bares, os restaurantes, as lojas são mais tradicionais mas também onde brotam mais turistas.

Não podíamos ter escolhido melhor local!

Em San Sebastián, de um lado, descobrimos um mar algo violento, perfeito para surf, depois vimos pontes, num rio que desarma a cidade. Do outro, uma baía, cercada por montes altos e viçosos e prédios, alguns deles, muitos deles, antigos e recuperados. Ao centro da baia, uma ilha, cujos olhares mais distraídos insistirão que se trata de um prolongamento natural da terra. Mas estarão enganados.

Por último, apenas dizer: restaurantes giros, lojas giras, pessoas giras.

 

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E muitos são os locais para nos deliciarmos com pintxos – típicos desta zona do país.

 

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Uma cidade bonita e perfeita para se visitar.

 

Mais sobre esta viagem em posts anteriores.

 

Outras fotografias https://www.instagram.com/catarinaduarte.words/

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