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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 18.07.17

E se deixássemos de escrever à mão? Na Finlândia, isso já acontece.

Catarina Duarte

Falaram-me, há uns dias, que a Finlândia, em 2016, decidiu que os miúdos deixavam de aprender a escrever à mão, passando, deste modo, a dactilografar. 

 

Talvez o meu choque, quando deparada com esta notícia, se prenda com o facto de eu ser bastante mais antiquada do que aquilo que a minha idade indica mas, a verdade, é que esta notícia se agarrou demasiado em mim, ao ponto de eu não falar de outra coisa (sim, é verdade). 

 

Provavelmente, esta questão não se colocará daqui a 100 anos mas, para já, não concebo um mundo sem caligrafia, pela sua importância (por exemplo, na retenção da informação) mas também pelo contacto que temos com o papel e a caneta: aquele contacto físico, motor, próximo.

 

(Sim, tornei-me naquele género de pessoa que sempre disse que não iria ser: resistente à mudança e que vai ter sérias dificuldades em enviar os sms dos tempos modernos - que ainda vão inventar.)

 

Não sei, exactamente, os detalhes; não sei se, por exemplo, o cálculo mental, através das contas desenhadas à mão, também foi passado para os cérebros tecnológicos; não sei como tencionam colmatar a falta de laços que o desenho das letras nos cria com a escrita. Não sei.

 

O que sei é que este mundo está a andar demasiado depressa para a minha mente de 80 anos.

 

Deixo-vos o vídeo onde está tudo explicado. Vale a pena ver. 

 

 

Ter | 18.07.17

Várias fontes de receita.

Catarina Duarte

Falou-se da importância da poupança, durante muitos e muitos anos.

 

Esse tema, claro, continua a ser relevante para uma sociedade que não pretende ser apanhada desprevenida.

 

Mas era mesmo muito comum, quando eu era criança, falarem-nos dos mealheiros (não sei se caiu em desuso mas, o que é certo, é que continuo a fazer o meu). A parte do controlo de gastos é, diria, vital.

 

Porém, recentemente, tornou-se também relevante analisar a parte da receita: onde podemos ganhar mais? - é a pergunta a fazer.

 

Há muitas pessoas que se agarram ao seu trabalho das 9-às-6, com pouco ou nenhum espirito de sacrifício e, assim que metem o pé fora do escritório, dão por terminado o seu dia.

 

Surgiu, então, – por necessidade ou por, simplesmente, não se quererem acomodar – uma nova geração de pessoas multifacetadas, que não se contenta apenas com o seu trabalho “estipulado”.

 

São pessoas que cavam fundo nas suas tarefas, que destravam as horas do seu dia, que se arrastam noite dentro, são pessoas grandes e aguerridas, fortes e determinadas, que aleijam mais e melhor.

 

Conheço algumas pessoas assim, que não sucumbiram à inércia, que se esticam por todos os lados para conseguirem atingir mais.

 

E isso é de louvar. É mesmo de louvar!

Sex | 14.07.17

Vamos falar sobre amamentação?

Catarina Duarte

Para começar o fim-de-semana em grande, vamos falar de um tema um pouco polémico: a amamentação.

 

Já estou a escrever este texto há umas semanas e tenho perfeita noção que estou a tocar num tema muito sensível. Acreditem que pensei bastante antes de o publicar mas, bom, ainda acredito que vivo num país democrático e que são aceites opiniões, apesar de as mesmas poderem não seguir o caminho das maiorias.

 

Ultimamente tem-se falado – muito, muito – sobre a amamentação: sobre a sua importância, sobre a sua forma, sobre a sua substância.

 

Como em tudo, há quem leve o tema na desportiva mas há também quem o estique até ao limite. Até agora, é um facto, ainda não ouvi ninguém dizer que a amamentação não era relevante, julgo que até é – minimamente - consensual a sua importância nos primeiros tempos de vida de um bebé.

 

Como (quase) em tudo na vida, não sou extremista. Nos temas em que tenho adotado uma atitude mais densa, a vida não me tem poupado e mostra-me sempre, de uma forma ou de outra, que, se calhar, é mesmo melhor acalmar-me e dar a possibilidade a outras abordagens sobre o mesmo tema.

 

Acho mesmo que, caso a mãe não consiga avançar com a amamentação, deve ponderar a hipótese de parar. Por ela mas, especialmente, pelo bebé.

 

Não acho que nenhuma mãe é “mais mãe” por dar de mamar (tal como não acho que nenhuma mãe é “menos mãe” por não dar).

 

Porém, não concordo quando se decide, a priori, que não se quer dar de mamar, quando esta decisão é tomada sem fundamento, ainda o puto não está cá fora. Decide-se só porque sim; decide-se com a mesma leviandade com que se decide que se quer uma cesariana (what?).

 

Nestas coisas, quando a mãe está bem, acho sempre que é o bebé quem decide.

 

Há, no entanto, outro ponto que gostaria de abordar: a banalização do acto.

 

Ninguém diz que é um momento feio e que se deve esconder mas, bolas, parem de bombardear toda a gente com fotografias de bebés a mamar, apenas porque sim. É no instagram, é no facebook, é a toda a hora. Calma, malta!

 

É um momento lindo entre mãe e filho, disso não há dúvida, mas não é necessário essa invasão do espaço alheio; não acho sexual, nada disso, mas não gosto de, por exemplo, estar num restaurante de forma tranquila e assistir a essa situação (e, não, não sou fraca de estômago). Não gosto, lamento.

 

E acho que a máxima “a minha liberdade acaba, quando começa a dos outros” também é aplicada aqui. Se querem saber, julgo que deve haver algum decoro mesmo que se trate de um acto bonito. Para além de que, vamos lá combinar, ainda que bonito, é um acto privado entre mãe e filho e, na minha opinião, deve ser preservado na intimidade dos dois.

 

Claro que sei que os bebés não escolhem, muitas vezes, a altura de mamar, sim, sou solidária com isso, mas há diversas forma de criar privacidade sem se ter que colocar necessariamente a mãe em clausura, numa casa-de-banho de um restaurante, com a criança: há lençóis de amamentação, há a típica fralda que se coloca por cima, existem inúmeras formas. Dá inclusive para dar de mamar, sem ser necessário tapar com nada, sem mostrar pele nenhuma aos demais (dizem as minhas amigas mães - e eu já assisti e não me fez confusão nenhuma).

 

O meu ponto é concretamente na exposição do acto, de forma gratuita, como forma de marcar uma posição: mostrar só por mostrar como que para sublinhar o maravilhoso momento que é, a todo o custo; uma espécie de campanha pela amamentação sem qualquer filtro. Menos, por favor.

 

Mostrar só por mostrar, chocar só por chocar, bombardear só por bombardear - apenas para marcar uma posição - não é para mim!

 

Gostava que as pessoas entendessem, de uma vez por todas, que não faz sentido terem estas atitudes tão expostas em prol de guerras que não têm sequer razão de existir.

 

É só isto.

 

Fora esta pequena questão que algumas mães gostam de mostrar (literalmente), não tenho nada (rigorosamente nada) contra a amamentação. E tudo (ou, quase tudo, vá) a favor.

 

Até digo mais #amamentaçãoforever

 

(E, sim, este texto não tem fotografia por uma razão :) )

Sex | 14.07.17

Está TUDOOOO ok, obrigada.

Catarina Duarte

No outro dia, o meu motorista Uber, nos primeiros dez segundos de viagem, efectou as seguintes questões:

 

- Posso seguir o GPS? Ou quer uma alternativa ao percurso?

- Posso deixar a janela aberta? A temperatura está boa para si?

- Gosta desta música? Ou quer que mude de rádio? Quer que ponha mais baixo? Ou está bom assim?

 

A sério, não me faça estar sempre a tomar decisões.

 

Está TUDOOOO ok, obrigada.

 

No final do inquérito, começou a cantar a seguinte música:

 

 

(Sim, eu sei que é uma música irresistível.)

Qui | 13.07.17

Sobre as falsas notícias.

Catarina Duarte

No seguimento do meu post anterior, onde falei sobre os blogs e as redes sociais que gravitam à volta deles (mas também um pouco sobre este vício - que a ciência, um dia, ainda vai conseguir justificar - que são os likes), lembrei-me de vos falar de outro assunto que são as “falsas notícias.

 

Toda a gente sabe que um bom título e uma boa fotografia puxam os leitores a entrar nos sites e, também toda a gente sabe, que, quanto mais entramos nos sites, mais tráfego é gerado e mais a publicidade é (bem) paga.

 

Nada contra: não vamos ser hipócritas – são as leis deste (novo) mercado.

 

Eu não sou defensora que as boas notícias são apenas aquelas que me interessam e que, a gravidez da Georgina, por não me interessar, não deixa de ser uma boa notícia porque, de facto, há quem tenha mesmo interesse neste assunto. Portanto, não, não me vão ver nos facebooks desta vida a reclamar junto do DN, perante uma notícia deste calibre, que: “mas que raio de notícia é esta???”

 

Se, de facto, são notícias que puxam, ora, vamos trabalhar (também) nelas.

 

O meu ponto de revolta surge nesta sede desmedida, de ir atrás dos likes só porque sim, criando falsas notícias.

 

Acontece muitas vezes um título não ser, de todo, o que o artigo diz. Sim, isto acontece. Muitas vezes mesmo! Criam o título apenas para puxar e depois, vai-se a ver, e são meia dúzia de frases sem interesse sobre um tema que nada tem a ver.

 

Outro tipo de “falsa notícia” são coisas que, de facto, não aconteceram. Isto também acontece! É incrível mas já me aconteceu: ler (e até partilhar) notícias de sites bastante conhecidos que eram mentira.

 

Ora, são estas as situações em que me sinto defraudada, desiludida até, com a falta de profissionalismo no jornalismo.

 

Estes dois tipos de falsas notícias retiram credibilidade às entidades, fazem com que se crie anticorpos e que se deixe de seguir estas publicações.

 

Recomendo-vos um facebook chamado: Truques da Imprensa Portuguesa.

 

Vale a pena ver. 

Qui | 13.07.17

Sobre blogs #4: Os blogs e as redes sociais.

Catarina Duarte

It's Leave the Office Early Day! (1).png

 

Neste quarto post sobre os blogs, resolvi abordar o tema das Redes Sociais.

 

Hoje em dia, parece-me um pouco impossível levar os blogs com alguma seriedade sem lhes associar redes sociais.

 

As Redes Sociais são o isco para os blogs.

 

Claro que há muita população residente, que vai diretamente ao blog através de um motor de busca, mas a dinâmica é incomparavelmente superior quando se tem redes a gravitar à volta do blog.

 

E se, aqui pelo meio, falarmos da questão das parcerias, então, nem se fala.

 

Começo por dizer que isto das redes sociais é um mundo e que o que aqui partilho é a percepção de alguém (eu!) que se interessa (minimamente) pelo tema. No fundo, é a minha experiência, a minha visão na óptica do utilizador, se quiserem.

Ah! E sempre com a premissa: façam o que eu digo, não façam o que eu faço (assumo que falho, por falta de paciência, em muitos dos pontos que aqui vou falar):

 

Onde estar presente? - Eu diria que a resposta é "em todo o lado" SE houver tempo para tal. Se não for possível, escolher aquelas redes que mais se enquadram na vossa vida. Eu estou presente no Facebook, no Instagram e no Twitter.

 

Ter uma voz verdadeira e confiável – Julgo que este ponto é a base de qualquer relacionamento. Aqueles que temos no mundo virtual, não são excepção. As pessoas devem saber com o que contam quando nos seguem nas redes, só assim criamos laços. Temos sempre que ser verdadeiros, confiáveis, nós próprios. Ainda que, neste mundo virtual, à partida, só mostremos uma parte daquilo que somos, não faz sentido criar uma personagem oposta a nós mesmos. 

 

Criar laços com os seguidores – É fundamental desenvolver laços com os seguidores, uma boa forma é interagir com eles.

 

Posts Patrocinados – As redes sociais, hoje em dia, são um negócios para… as próprias redes socias. Partindo desta ideia, a tendência é que tenhamos, cada vez mais, que pagar para ser vistos. Julgo que ainda se consegue fazer uma boa gestão deste ponto mas a tendência é que cada vez tenhamos que recorrer mais aos posts patrocinados.

 

Horário das Publicações – Dizem que os horários das publicações têm impacto na interação com o público e eu concordo (embora não siga muito este ponto). As melhores alturas para publicar são à noite, depois do jantar, quando as pessoas estão a descansar no sofá a fazer aquela “checkagem” (bonita palavra criada agora por mim) nas redes sociais. Pela minha experiência, domingo à noite é a melhor altura para se partilhar algo nas redes.

 

Fazer vídeos e criar imagens – Os vídeos estão a crescer e uma imagem vale mais do que mil palavras. Fazer pequenos vídeos e apostar nas imagens é importante.

 

Criar conteúdo “partilhável” – Isto é daquelas coisas que nós sabemos que é assim mas que nos estamos nas tintas. Quanto mais o conteúdos for “partilhável” mais buzz faz no blog e nas redes sociais.

 

Linkar o blog às redes e as redes ao blog – Isto parece uma dica muito básica mas há mesmo muitos blogs que têm redes socias mas que cujo acesso é mesmo muito difícil pois estão escondidas algures no site. Os links devem estar a funcionar e tanto se deve linkar do blog para as redes como das redes para o blog: tudo ligado!

 

Não desistir – Há mesmo muitas pessoas que não põem likes mas que lêem e gostam. E isto é importante! Nem só de likes vive um homem!

 

Isto das redes e dos blogs é um mundo a explorar e, pior, um mundo sempre em mudança. No final, o que conta mesmo é gostarmos muito daquilo que fazemos e escrever ainda está no top das minhas coisas preferidas do mundo. Sim, à frente do pastel de nata.

 

Já agora (um momento de auto promoção), as minhas redes são estas:

 

Facebook

Instagram

Twitter

 

São muito bem-vindos por lá :)

 

O primeiro texto da saga "Sobre Blogs" (sobre a Dimensão das Coisas) está aqui.

O segundo texto da saga "Sobre Blogs" (sobre como Começar um blog) está aqui.

O terceiro texto da saga "Sobre Blogs" (sobre como Dinamizar um blog) está aqui.

Qua | 12.07.17

Pessoas que se levam demasiado a sério: eu não tenho paciência para vocês.

Catarina Duarte

Pessoas que se levam demasiado a sério: eu não tenho paciência para vocês.

 

Podia terminar este texto aqui mas vou, porque é preciso, desenvolvê-lo.

 

Na transparência da minha cara, na comunicação não-verbal do meu corpo, eu não poupo. Tenho perfeita consciência disso e até, bom, até devia ser algo que devia trabalhar.

 

Para vocês, pessoas que se levam demasiado a sério: percebo que desenvolvam a seriedade em vocês, que bloqueiem a gargalhada jocosa devido ao facto de estarem num ambiente sério, que travem a frase trocista por não quererem que haja ricochete e, mais tarde, que o feitiço se vire contra o feiticeiro, que se apresentem perfeitamente penteados e concretamente vestidos por não pretenderem que a vossa indumentária seja factor de distração quando o vosso objectivo é passar uma mensagem clara.

 

Pessoas que se levam demasiado a sério, se isto vos tranquiliza: eu percebo-vos. Percebo-vos e mais: invejo-vos. Porquê? Porque eu não sou assim: eu tenho sérias dificuldades em controlar a gargalhada em ambientes formais (eu diria que “especialmente” em ambientes formais), percebo-vos porque tenho a língua demasiado afiada e isso significa dar, ocasionalmente, o corpo às balas e percebo-vos porque queria, demasiadas vezes, que a minha roupa estivesse alinhada e o cabelo direito para acompanhar a mensagem de seriedade que pretendo (tantas vezes) transmitir.

 

Pessoas que se levam demasiado a sério: eu percebo-vos porque também eu queria (oh, se queria!) levar-me mais a sério do que aquilo que me é possível levar.

 

Desculpem, mas, talvez (e principalmente), por não vos conseguir acompanhar, pessoas que se levam demasiado a sério: eu não tenho paciência para vocês.