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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qua | 02.08.17

Calor.

Catarina Duarte

Não quero fazer sentir mal quem escolheu, estes dias para férias, à espera de calor abrasador.

Mas a mim, que estou a trabalhar, tem-me sabido muito bem estes fresquinho durante o dia.

Hoje já aqueceu.

Amanhã ainda vai aquecer mais.

E, depois, entro eu de férias.

 

:)

Qua | 02.08.17

Onde nos rimos?

Catarina Duarte

Como sabem, sou fã do Maluco Beleza. No outro dia, resolvi ver um pedaço da entrevista ao Gregório Duvivier.

 

O Duvivier, a dada altura, referiu que nos rimos mais com amigos, no nosso próprio ambiente, do que em ambientes que não conhecemos – até deu o exemplo que ninguém se vai rolar a rir numa sala de espetáculos; é algo que reservamos para quando estamos com os nossos.

 

Deu também o exemplo da série Friends (a minha série preferida de sempre) onde, no início, não achamos grande piada aos episódios e só depois, quando começamos a conhecer as personagens, os seus jeitos, as suas manias, quando nos afeiçoamos a elas, é que nos rimos valentemente, até dizemos frases como: “isto é mesmo à Ross”, como se, de facto, o conhecêssemos e da vida dele fizéssemos parte.

 

Eu concordo plenamente.

 

Tenho muito mais facilidade em fazer rir as minhas amigas do que uma plateia totalmente desconhecida (num jantar, por exemplo, com amigos de amigos) onde, tenho a certeza, quando mando uma piada, todos pensam: esta é doida. Não sendo inteiramente mentira, a verdade é que os meus amigos se riem com alguma facilidade com aquilo que eu digo e os desconhecidos, bom, acho que se assustam :)

 

Em casa, com os nossos, tudo flui de outra forma.

 

O humor precisa mesmo de casa. O humor precisa de carinho. O humor precisa das nossas pessoas. Só assim resulta.

Ter | 01.08.17

A vida em palavras-chave.

Catarina Duarte

1234.jpg

 

Numa apresentação a que assisti recentemente referiu-se que uma grande parte do nosso mundo gira em torno das palavras-chave: as do alarme, a do telemóvel, do computador, do facebook, das mil contas de e-mails, das trezentas mil aplicações que temos e que achamos que já não conseguimos viver sem, as dos bancos, das finanças, da segurança social, dos sistemas empresariais, dos multibancos, aquelas que servem para confirmar transações, para confirmar registos, para fazer registos, entre muitas, muitas, muitas outras situações.

 

Ficava mesmo muito feliz se se pudesse usar sempre a mesma: espetava com um 1234 em todo o lado e resolvia o assunto. Mas não, aparentemente, é uma palavra-chave “fraca”, aparentemente tem que ter uma letra, uma maiúscula e, pelo menos, 6 caracteres para se considerar “forte” e eu, que gosto de me imaginar uma pessoa forte, envergonho-me perante mim própria, por ter criado uma palavra-chave fraca e lá vou eu refazer o que primeiramente elaborei.

 

Depois, quando passa um ano sempre com a mesma palavra-chave “forte”, lá vem o lembrete a dizer que, por questões de segurança, temos que voltar a mudar. E lá vou eu, novamente, repensar uma palavra-chave “forte”, mais uma para incluir à lista de milhões de palavras-chave já por mim criadas.

 

Para mim, porém, o ponto alto (e mais deprimente) na construção de um registo, após termos criado um utilizador, uma palavra-chave, após termos dito quantos anos temos, o nosso número de calçado, a nossa cor preferida, o nosso livro preferido, o nosso animal preferido, que somos casados, após termos colocado toda a nossa informação mais pessoal e intransmissível, é quando nos perguntam: és um robot?

 

Juro que a primeira vez que vi esta pergunta, com um “quiz” de imagens para identificar aquelas que tinham placas de rua, achei que era para os apanhados.

 

Não, eu não sou um robot - ainda tentei escrever (mas não havia um sítio disponível para tal).

 

Não estou preparada para que questionem a minha inteligência de forma tão básica e crua - não, eu juro mesmo que não sou um robot.

 

Mais preparada estou para reconhecer a fragilidade que há em mim e a tendência para arredondar, as palavras-chave, com um 1234. Para isso, a partir de agora, podem mesmo contar comigo.

Ter | 01.08.17

NiT e o jornalismo de qualidade.

Catarina Duarte

O meu problema com a NiT foi que, assim que ela surgiu, comecei a ler as crónicas que por lá apareciam e estavam sempre cheias de erros. Dei o benefício da dúvida porque, na verdade, era uma revista a lançar-se, com muita coisa a precisar de ser afinada, e eu sei bem como custa começar.

 

Na comparação, apesar do propósito não ser, de todo, o mesmo, o Observador, como informação online, ganhava pelo cuidado ao nível dos textos.

 

Meti like na página da NiT, e fui seguindo porque, a bem dizer, a NIT dá até sugestões giras e visibilidade a algumas marcas que, de outro modo, ficava sem conhecer. Gosto também de saber as novidades da minha cidade e em formato online, para mim, acaba por ser mais fácil.

 

Mas, bom, depois há o clickbait, num desespero bastante notório de atrair cliques e visualizações.

 

E depois surgem artigos com títulos como: “Casas perfeitas para fazer uma escapadinha discreta com a sua amante” e eu fico a pensar mas onde, onde é que está o jornalismo de qualidade, isento, profissional e com boa informação?

 

Isto agora vale tudo?

 

(nota: não coloquei o link do artigo de forma intencional - não quero ser mais uma a contribuir para o mau jornalismo)

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