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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 14.09.17

O meu umbigo.

Catarina Duarte

Eu tenho a teoria – vocês já sabem que eu tenho muitas teorias - que grande parte da indignação que se vive nas redes sociais tem a ver com o facto de nós acharmos que o mundo gira à nossa volta.

 

Sabem aquele umbigo redondo e perfeito que ostentamos na nossa barriga, preferencialmente, lisa? Descobri há pouco tempo que, infelizmente, nem tudo gira à volta do meu. Foi chocante mas consegui sobreviver. E, na maior parte das vezes, (agora vem a parte dura de se ler): também não gira à volta do vosso.

 

O mundo não gira à volta de nenhum umbigo: o mundo gira à volta do Sol! Juro que é verdade! Eu lembrava-me vagamente de ter ouvido falar sobre isto nas aulas de Astrologia (aquelas que nunca tive - mas agora não me recordo do nome da disciplina onde se aprendem astros e estrelas) mas tive a certeza, no outro dia, quando olhei para o Sol e lá o vi todo amarelo a afastar-se.

 

Foi chocante e, por ser chocante, digo-vos diretamente para não doer muito: parem de achar que todas as notícias, que todas as polémicas, que todos os assuntos são sobre vocês: controlem lá a indignação.

 

O mundo está, simplesmente, a fazer o percurso de todos os dias, em torno do seu próprio umbigo, que é uma bola grande, amarela e que queima, e que, ate à data, infelizmente, ainda não é o vosso.

Qui | 14.09.17

Querem snacks saudáveis?

Catarina Duarte

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Já aqui vos falei, num contexto mais pessoal, que há, sensivelmente, um ano alterei a minha postura alimentar.

 

Não foi nada de muito programado. Simplesmente, achei que, mesmo não estando propriamente com peso a mais, me fazia bem rever alguns hábitos alimentares.

 

Nesta linha, mas, especialmente, por não apreciar propriamente modas (e esta moda alimentar tem mesmo muita força), inscrevi-me num curso cujo propósito era dar-me algumas ferramentas – muitas delas teóricas – que me permitissem escolher de forma mais consciente o que deveria comer, tendo sempre presente os impactos de cada nutriente no meu organismo.

 

Não me considero fundamentalista e, sem grande esforço, emagreci bastante, apesar de nunca ter sido esse o meu objectivo principal: acabou por ser uma (agradável) surpresa.

 

Como calculam, quando optamos por nos informar, começamos a estar atentos aos rótulos das embalagens e fiquei mesmo com muita dificuldade em encontrar snacks saudáveis, aqueles que utilizamos para enganar aquela fome poderosa que dá a meio de uma tarde de trabalho.

 

Consciente que, como primeira opção, tenho sempre tudo o que não seja embalado (fruta, frutos secos, legumes, etc), também é certo que facilita muito ter alguns snacks prontos a comer e fáceis de transportar.

 

No decorrer desta minha aventura alimentar, perguntavam-me também como me aguentava a comer apenas brócolos (as pessoas associam tudo o que é saudável a brócolos – a sério). Juro que isto não acontece. Os meus pratos tinham (e têm) tudo o que eu tenho direito. O sabor é fundamental para me sentir feliz.

 

Por essa razão, achei piada a existência de uma caixa – a Vegan Vibe – que nos fornece alguns snacks, saudáveis, saborosos, 100% veganos para o nosso dia-a-dia.

 

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Funciona como uma caixa que, todos os meses, nos fornece produtos de boa qualidade, sempre diferentes de um mês para o outro (que é para a malta não enjoar).

 

Gostei imenso da caixa e recomendo vivamente a quem, como eu, vive à procura de alternativas saudáveis.

 

Quem tem miúdos e não sabe o que lhes dar para além de Bolicaos, nesta caixa de Setembro, por exemplo, vinha um snack para miúdos: saudável e saboroso.

 

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A sério, investiguem: não se vão arrepender!

 

Site aqui

 

 

Qua | 13.09.17

Sobre a felicidade.

Catarina Duarte

Não encaro a felicidade como um processo que se constrói de forma pesarosa e que chegará, um dia, iluminada por dois raios divinos.

 

É o meu caminho de felicidade que eu construo, é para ele que eu trabalho, e, para tal, assumo coisas simples como, por exemplo, que todas as minhas decisões definem os materiais que o compõem. Como consequência deste meu compromisso, ela, a felicidade, chega todos os dias.

 

Na verdade, para mim, a felicidade não é um destino; mas, sim, a porta de embarque e o voo deste trajecto que desenvolvi para mim.

 

Se serei feliz nas férias paradísicas que me esperam? Sim, claro: sou sempre! Mas, em todos os segundos que compõem cada viagem (a ida para o aeroporto, o check in, o embarque, o voo e, até, o desembarque), não o serei menos.

 

Porque o início, o meio e o fim fazem parte deste meu processo e, se por algum acaso, não aterrar no aeroporto de chegada, quero terminar com a convicção que toda a jornada foi, completa e concretamente, feliz.

Seg | 11.09.17

A vida no feminino.

Catarina Duarte

É notória a (imensa) discriminação a que as mulheres são sujeitas. Se nos dedicarmos a olhar para altos cargos directivos, então, é contar pelos dedos de uma mão (sim, uma chega) quantas mulheres lá estão penduradas.

 

Há muito trabalho ainda a fazer nesta área, sem dúvida. Não estão em causa as capacidades técnicas ou cognitivas que as mulheres têm. Simplesmente, as oportunidades não são as mesmas por razões que interessa aprofundar.

 

Somos pessoas diferentes (homem e mulher), isso é inegável e, talvez por essa razão, não sou a favor da igualdade de género. Sou a favor, sim, da igualdade de oportunidades e direitos. As mesmas oportunidades, os mesmos direitos, independentemente do sexo mas, também, independentemente da cor da pele ou da cor do cabelo, independentemente do berço onde nascemos. Independentemente de tudo que não sejam as capacidades ou conhecimentos necessários para determinada tarefa, função ou cargo.

 

O mundo está sensível a este ponto, com tudo o que tem de bom (movimentos, textos, debates, opiniões), e com tudo o que tem de (ia dizer “mau”)… menos bom.

 

A parte menos boa destes movimentos de sensibilização é que se perderam noções. Quando há barbeiros que não deixam entrar mulheres, talvez por piada, talvez pelo posicionamento da marca, porque, bom, é um barbeiro (e eu, a bem dizer, nunca tive muita curiosidade em saber o que lá se passa) cai o Carmo e a Trindade. Porque agora somos pessoas sensíveis e tolerantes e isso é o apartheid vestido de calças de ganga (que eu, por acaso, também uso – não é exclusivo do público masculino, ok?).

 

Mas depois, depois, ninguém fala nos milhares de e-mails que recebo sobre coaching no feminino, liderança para mulheres, gestão de tempo para mulheres. Ninguém fala dos baby showers desta vida, autênticos flagelos discriminatórios para o sexo masculino.

 

Se acho que o baby shower faz sentido apenas para mulheres? Bom, eu entendo que o conceito “só meninas” faça sentido para a maioria das pessoas; para mim, que não tenho grande pachorra para jogos cujo objectivo é adivinhar a medida da barriga grávida, preferia que fosse algo mais inclusivo, com maridos e rapazes à mistura. Mas só porque me divirto muito com os meus rapazes. Só por isso!

 

Mas não, e – atenção - o ponto é este, nunca vi nenhum homem indignado por não participar nestes programas (sinceramente, acho que eles até agradecem). Mas, bom, se calhar, só conheço homens estranhos: que se estão a borrifar se são ou não incluídos.

 

Portanto, malta, vamos com calma que nem tudo é discriminação. É só uma questão de propósito, de programa, de sentido.

 

Dediquem-se mais em identificar discriminação a sério, presente na disparidade de salários e na promoção de carreira, por exemplo. Isso é que é uma guerra!

 

Agora, puxarem para debates públicos programas só para homens (quando também os há só para mulheres), a sério, poupem-me a beleza.

Seg | 04.09.17

Alma de Escritora.

Catarina Duarte

Uma vez, há muitos anos, referiram-me que eu tinha alma de escritora.

 

 

Na altura, não percebi (aliás, sendo franca, ainda hoje tenho certas dúvidas que perceba) o significado disto de ter alma de escritora.

 

 

Porém, hoje, enquanto relaxava (aquele verbo cuja quietude tenho dificuldade em alcançar), vislumbrei em mim, na sombra que se projetava no chão, um imagem ténue do que poderia ser isto de ter alma de escritora.

 

 

Ali, recortada na sombra que me desenhava, nas margens do rio que jorrava, vi, vi mesmo, ainda que não me considere uma, a sombra da escritora que sou.

 

 

 

Texto escrito no início das minhas férias, no Minho, início de Agosto 2017.

Sab | 02.09.17

O caminho, o instinto e as limitações (ou muitos pensamentos misturados).

Catarina Duarte

Não foi uma conclusão nada óbvia para mim e, para ser sincera, acabou mais por ser uma conclusão reactiva do que outra coisa qualquer. Na verdade, surgiu da necessidade, quase animalesca, de defender o que, de facto, queria.

 

Ninguém, melhor do que nós, sabe os objetivos que temos e qual o caminho que consideramos como certo para os atingirmos.

 

As pessoas à nossa volta até podem imaginar, até podem tentar adivinhar aqui e acolá, atirando, com a franqueza que permitimos os outros terem, postas de pescada, mas somos nós – sempre nós - que temos a certeza.

 

O nosso instinto é uma poderosíssima arma em que aprendi a confiar. Levou anos, juro!, e não surgiu numa noite de borga nem, muito menos, acordei um dia com a convicção que o instinto era Deus em matéria de destino. Não, nada disso.

 

Percebi que conseguimos ajustar contas melhor connosco do que com os outros e, por isso, a ouvir algo ou alguém, o nosso coração parece-me sempre a melhor opção.

 

Aprendi, também, a aceitar as minhas limitações. A verdade é que me enganaram bem: afinal, não sou – mesmo - a supermulher. E - outra constatação - não tem mal nenhum nisso. Faço o melhor que consigo todos os dias para seguir os meus sonhos, para os encaixar na rotina dos meus dias.

 

As pessoas até podem não valorizar mas, o interessante no meio disto tudo é que, não faz mal. Não faz mesmo mal. Aceitar o instinto, reconhecer as nossas limitações e fazer o melhor que conseguimos todos os dias - é fundamental pois é para nós que construímos o nosso futuro.

 

Sai-me do pelo as poucas horas de sono, os trabalhos, o roubar tempo em todo o lado mas, no final do dia, repito, somos apenas nós quem conhecemos o caminho certo para o que queremos criar.

 

E essa é a nossa (a minha) vitória diária.

 

Por hoje era isto :)

 

Bom sábado de sol!

Sex | 01.09.17

Namoro à espanhola.

Catarina Duarte

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Esta semana, a RTP passou um filme chamado “Namoro à espanhola”, muito bem traduzido do título original: Ocho apelidos vascos.

 

Não sendo propriamente o filme mais surpreendente da história, não deixa de ser um filme que dispõe bem e, por isso, trago-o hoje para partilhar convosco.

 

Conta, então, a história de um sevilhano que se apaixona por uma basca, após se terem conhecido (não da melhor maneira) numa noite em Sevilha.

 

Todos nós conhecemos os estereótipos de um local e de outro que aqui são levados ao extremo.

 

Aproveitem o fim-de-semana para o ver: vão concluir que é um filme banal mas com muita graça.

 

Prometo que se vão rir muito.

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