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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

06.11.17

Sobre o Urban Beach.

Catarina Duarte
Tenho lido muito sobre a triste cena que se passou, há uns dias, na conhecida discoteca Urban Beach, em Lisboa.   Quando eu frequentava a noite de Lisboa com regularidade, quando era ainda mais jovem do que aquilo que sou hoje (repararam como eu sacudi o facto de estar a dias de fazer a idade de Cristo?), tinha dias (ou, melhor dizendo, tinha noites) em que ia ao Urban Beach. Aliás, acho que frequentei todas as discotecas do grupo K, sendo que a minha preferida era, claro está, a (...)
22.09.17

As senhoras da Avenida de Roma.

Catarina Duarte
É muito doce, mesmo muito doce, mas também muito honesto: elas caminham, velhinhas e a rua, de mãos dadas, como se uma já não conseguisse viver sem a outra. Não inventam, não se escondem: encaram a realidade crua de uma ainda existir porque, lá está, a outra também existe.   Pertencem à Avenida de Roma, não há nada a fazer: são iguais à sua calçada, rijas e pouco lisas, mas, também, iguais às paredes dos prédios envelhecidos mas ainda com muita piada.   É (...)
07.08.17

Residencial Oliveira.

Catarina Duarte
A Residencial Oliveira, que se endireitava envelhecida nas ruas da Madragoa, chama-se agora River Hostel. Os azulejos da sua fachada continuam azuis, continuam antigos, continuam iguais: uns estão completos, outros, a maioria, estão partidos. Por cima da porta, ofusca um néon amarelo com o novo nome da Residencial Oliveira.   O Café Central, que se desenhava desprendido no declive de Alfama, chama-se agora Lisbon Lounge and Bar. Este manteve a mesma máquina de café, o mesmo (...)
23.07.17

Lisboa - não me canso de ti, querida Lisboa.

Catarina Duarte
Ontem fomos dar uma volta por Lisboa. O que começou por ser uma volta despretensiosa para ir comer um gelado no Nannarella (eu, grande apreciadora de gelados, não os achei assim grande coisa), acabou por ser um longo passeio pelas ruas da nossa cidade. É impressionante como é possível descobrir sempre novos recantos completamente incógnitos, mesmo para quem cá vive desde sempre, como é o meu caso.       Apesar dos muitos turistas (muitos mesmo) ainda é possível encontrar (...)
08.05.17

Uma Disneyland chamada Lisboa.

Catarina Duarte
  Não sou nada aquele género de pessoa que está sempre a maldizer a quantidade de turistas que a sua cidade tem. Em parte, não o faço porque reconheço a sua importância na nossa economia mas também (e, talvez, principalmente) porque tenho um certo orgulho da minha cidade estar a ser eleita como o destino de férias de alguém. Afinal de contas, com tantas cidades no mundo, foram logo escolher a minha! Tem que haver justiça: o turismo melhorou Lisboa - tornou-a (ainda) mais (...)
25.09.16

Lisboa Antiga - Cafélia.

Catarina Duarte
  É impossível não reparar numa das lojas mais antigas da Avenida de Roma. Não ressalta pela grandeza, pelo espaço desafogado nem (muito menos) pela decoração moderna. Não sobressai por isso – pois são características que não possui – e ainda bem.   (...)
17.08.16

Gelados há muitos.

Catarina Duarte
Gelados há muitos. Mas eu só trago três. Os preferidos do momento!   Em Lisboa brotam gelatarias. Umas atrás das outras. Como cogumelos. Dos bons. Eu adoro gelatarias. Sou viciada em gelados – no meu mundo ideal, eles são comidos, consecutivamente, diretamente de uma caixa gigante, enquanto descanso no sofá.   Selecionei 3 gelatarias que fazem parte da minha rotina, em Lisboa:   - Gelataria Conchanata na AV. Igreja -> site aqui (...)
31.07.16

Nesta Lisboa que era minha e que, agora, é nossa.

Catarina Duarte
Nesta Lisboa que era minha e que, agora, é nossa, pairam turistas sarapintados pelo sol, leves, de calções e camisolas de alças e sempre, sempre, de máquina fotográfica a tiracolo.   Nesta Lisboa que era minha e que, agora, é nossa, pareço, algumas vezes, uma turista envergonhada, procuro olhar sem ser olhada, ver sem ser vista. Uma estranha na minha cidade, adquirida, ela, por visitantes ocasionais, cabeleiras louras e curiosidade latente nas suas peles claras.   Nesta (...)
30.06.16

Lisboa (outra vez).

Catarina Duarte
  Em Lisboa, regra geral, ando de carro. Raramente a pé. Tenho estacionamento (tanto em casa como no trabalho) e um certo comodismo à mistura.  Porém, tenho total consciência que andar a pé traz benefícios.  Entre (...)
11.09.15

VFNO

Catarina Duarte
O VFNO já passou e eu concluí que cada vez tenho menos paciência para confusões.  Claro que gostei, porque é uma iniciativa que dinamiza o comércio e a cidade e também porque gosto de todos os pretextos para estar com as minhas amigas porém não sei se é da idade ou da sonolência que ainda me circunda numa espécie de ressaca pós-férias mas música alta, miúdas histéricas e exageradamente kitadas, demasiada gente por metro quadrado, já não fazem parte do meu ideal de (...)