Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

20.09.17

Somos seres em constante mudança apesar de, por vezes, resistirmos a ela.

Catarina Duarte
Tenho imensa curiosidade em saber quais as mudanças que a vida me reserva. Não em saber na cara dos filhos que vou ter, como uma amiga minha, há uns dias, dizia, mas em conhecer a minha vida, como um todo.   Não sei se é reflexo de ser uma curiosa (cusca?) por natureza, mas tenho pena de não saber como era este mundo antes de eu nascer. Mais curiosidade ainda tenho eu em saber como vou estar aqui a cinco anos, por exemplo.   Muita coisa muda em cinco anos, muita coisa muda em (...)
19.09.17

Dedicatória.

Catarina Duarte
No outro dia, na Livraria Almedina, quando comprava o presente de anos da minha prima, lembrei-me que lhe podia escrever uma dedicatória, como muitas vezes faço.   Mas deixei passar porque, caso ela já tivesse o livro, não o poderia trocar. Os livros para mim são sempre sinais de amor e, por isso, imaginei…   Alguém dar um livro com uma dedicatória escrita numa das suas páginas mais para o final. Quem recebia o livro, não via a dedicatória e, por já ter aquele livro, ia (...)
14.09.17

Eleições e futebol.

Catarina Duarte
  Hoje acordei (como todos os dias até hoje) e verifiquei que o Governo vai proibir jogos de futebol em dias de eleições (isto foi uma novidade).   Eu tenho uma teoria (mais uma): há malta sentada, em confortáveis cadeiras, lá nas Assembleias desta vida que se dedica a pensar em temas. Temas variados. De vez enquanto, manda um tema sem sentido, só porque está calado há muito tempo. Foi o caso deste.   Pr (...)
14.09.17

O meu umbigo.

Catarina Duarte
Eu tenho a teoria – vocês já sabem que eu tenho muitas teorias - que grande parte da indignação que se vive nas redes sociais tem a ver com o facto de nós acharmos que o mundo gira à nossa volta.   Sabem aquele umbigo redondo e perfeito que ostentamos na nossa barriga, preferencialmente, lisa? Descobri há pouco tempo que, infelizmente, nem tudo gira à volta do meu. Foi chocante mas consegui sobreviver. E, na maior parte das vezes, (agora vem a parte dura de se ler): também (...)
13.09.17

Sobre a felicidade.

Catarina Duarte
Não encaro a felicidade como um processo que se constrói de forma pesarosa e que chegará, um dia, iluminada por dois raios divinos.   É o meu caminho de felicidade que eu construo, é para ele que eu trabalho, e, para tal, assumo coisas simples como, por exemplo, que todas as minhas decisões definem os materiais que o compõem. Como consequência deste meu compromisso, ela, a felicidade, chega todos os dias.   Na verdade, para mim, a felicidade não é um destino; mas, sim, a (...)
11.09.17

A vida no feminino.

Catarina Duarte
É notória a (imensa) discriminação a que as mulheres são sujeitas. Se nos dedicarmos a olhar para altos cargos directivos, então, é contar pelos dedos de uma mão (sim, uma chega) quantas mulheres lá estão penduradas.   Há muito trabalho ainda a fazer nesta área, sem dúvida. Não estão em causa as capacidades técnicas ou cognitivas que as mulheres têm. Simplesmente, as oportunidades não são as mesmas por razões que interessa aprofundar.   Somos pessoas diferentes (...)
02.09.17

O caminho, o instinto e as limitações (ou muitos pensamentos misturados).

Catarina Duarte
Não foi uma conclusão nada óbvia para mim e, para ser sincera, acabou mais por ser uma conclusão reactiva do que outra coisa qualquer. Na verdade, surgiu da necessidade, quase animalesca, de defender o que, de facto, queria.   Ninguém, melhor do que nós, sabe os objetivos que temos e qual o caminho que consideramos como certo para os atingirmos.   As pessoas à nossa volta até podem imaginar, até podem tentar adivinhar aqui e acolá, atirando, com a franqueza que permitimos (...)
29.08.17

As pessoas dos retrovisores parecem-me diferentes.

Catarina Duarte
No trânsito, parados ou encostados com os quatro piscas: estamos sempre dançando com os outros carros, viaturas que escorrem estrada abaixo e deslizam estrada acima.    Parecem-me sempre diferentes, com vidas opostas à minha, com vidas opostas às nossas: talvez até tenham as mesmas rotinas do que nós, talvez até cumpram os mesmos horários, talvez se dirijam aos mesmos locais, talvez, até, se amassem com as mesmas miudezas do que nós, mas não deixam de ser apenas pessoas (...)
24.08.17

Sobre a polémica da Porto Editora.

Catarina Duarte
  É assustador que, num país que se diz democrático, se "recomende" que sejam retirados livros do mercado.  Se temos o direito de não gostar da abordagem dos livros Porto Editora? Sim, claro que temos. Se temos o direito de investigar se há alguma lógica nisto (alguma característica inata que, nesta fase de vida, justifique) de existirem exercícios com grau de dificuldade diferente consoante o sexo? Sim, claro.  Se temos o direito de questionar se faz algum sentido, nos dias (...)
16.08.17

O terrível momento “Unsubscribe from this list”.

Catarina Duarte
            Todos nós já passamos por este momento.   Do nada, pertencemos a uma lista e, devido a essa situação, começamos a receber uma determinada newsletter, na nossa caixa de e-mail, de forma completamente maluca: promoções, campanhas, eventos e conversa fiada, no geral.   Não sabemos muito bem como aconteceu – afinal, nunca tivemos qualquer contacto com essa empresa (ou, se tivemos, foi um contacto remoto, ocasional, numa noite de copos, que queremos esquecer) (...)