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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

17.07.18

Só as feias aparecem na televisão. Até que enfim!

Catarina Duarte
    Aparentemente a FIFA pretende diminuir a frequência com que aparecem mulheres bonitas na televisão, no decorrer de um jogo de futebol. Parece que esta ideia se vai estender para outros eventos para além do Mundial de Futebol que agora terminou.   Sempre que leio algo do género, penso: “Pronto. É agora que deixo de ter fé na Humanidade”. Mas, claro que, 5 segundos depois, após ter comido uma Conchanata, recupero toda e qualquer crença que, eventualmente, ainda tenha. (...)
05.07.18

Madonna, juro-te que não é inveja.

Catarina Duarte
  Não, não se trata de inveja, não se trata de “uns terem e de outros não terem”, nem tão-pouco se trata de falta de noção hierárquica no que à escala de visibilidade, em Portugal e no mundo, diz respeito.   Todos sabemos que a Madonna é loira, que tem raízes pretas e que dá uns espetáculos de cair para o lado. Todos percebemos, porque não nascemos ontem, que a visibilidade que a Madonna dá a Portugal é boa, aliás, é óptima, para quem gosta de ver Lisboa inundada (...)
29.06.18

Os textos de opinião podem ser um bonito trilho cheio de sequoias.

Catarina Duarte
Não acho nada que os bons textos sejam apenas aqueles onde podemos ver a nossa opinião lá transcrita, sem uma única vírgula ter sido alterada. Talvez por isso tenha alguma dificuldade em perceber o efeito cyberbullying em textos de opinião. Se ainda não foram à caixa de comentários dos jornais online, quando se tratam de crónicas ou artigos de opinião, recomendo-vos vivamente a terem esta experiência: perdem logo toda e qualquer esperança que, eventualmente, ainda possam (...)
22.06.18

Opinião: O Meu Nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout.

Catarina Duarte
  Este ano, só tenho lido livros fantásticos e este não foi excepção.   Este livro conta a história de Lucy Barton, uma mulher casada, com duas filhas, que passou a sua infância na miséria e, que, de forma totalmente inesperada, se vê numa cama de hospital.   Nessa cama descobre-se sozinha, o marido não gosta de hospitais e as filhas são demasiado pequenas para a visitarem, até que aparece a sua mãe, com quem não estava há muito tempo e com quem mantinha uma relação (...)
06.06.18

Isaltino ou como é difícil limpar o passado.

Catarina Duarte
Estava a ler uma notícia que dizia que tinham sido feitas buscas na Câmara Municipal de Oeiras devido a um determinado projecto imobiliário.   Na notícia dizia também que “"em ambas as datas, o atual presidente da Câmara não exercia funções no município de Oeiras", diz o executivo liderado por Isaltino Morais.”   E eu (...)
04.06.18

Opinião: Assim Começa o Mal, de Javier Marías.

Catarina Duarte
  Javier Marías é considerado um dos melhores escritores espanhóis contemporâneos e eu nunca tinha lido dele, vocês já?   O livro escolhido por mim para entrar no mundo de Marías foi um calhamaço de 532 páginas, chamado “Assim Começa o Mal”. O nome do livro é uma frase de Shakespeare, retirada de Hamlet, “Assim começa o mal e o pior fica para trás”, frase que nos vai surgindo ao longo do livro, porque é mesmo disso que ele, de forma sublime, fala.   Acho que tenho (...)
29.05.18

Eutanásia: foi chumbada a falta de debate.

Catarina Duarte
  Das coisas que mais me entristece em Portugal é a facilidade com que as pessoas têm opinião sobre temas complexos. Fazem-nos parece simples, leves e levianos quando, na verdade, são profundos, pesados e difíceis.   O Aborto e a Eutanásia, a título de exemplo, são dos temas mais fracturantes de uma sociedade (lembro-me de, quando se discutiu a despenalização do aborto, a sociedade estar completamente partida) e, por essa razão, é recomendável que sejam debatidos até à (...)
13.05.18

O Facebook quer acabar com os solteiros.

Catarina Duarte
  Antes de mais, recordar que não tenho rigorosamente nada contra os sites de engate. Aliás, em tempos até escrevi sobre o Tinder e as razões porque acho que é um local maravilhoso para malta se encontrar e amar (podem ler o texto aqui).   Bom, vamos falar sobre o tema de hoje: ficou-se a saber, aqui há uns dias, que o Facebook está a criar uma ferramenta para encontros amorosos.   A primeira (...)
10.05.18

Sócrates: a arte de bem ludibriar.

Catarina Duarte
  Bom, lá vou eu trazer à discussão o tema do momento: SÓ-CRA-TES. Sim, dito exatamente desta forma: em voz alta e espaçadamente, porque, em voz baixa e rapidamente, andaram todos a dizê-lo durante os últimos anos, na tentativa de o chutarem, tranquilamente, para debaixo do tapete, para que ninguém desse por ele.   Eu tentei, com todas as minhas forças, não falar sobre isto aqui no blog, pois raras são as vezes em que trago para aqui o tema “política”. Sucede que, neste (...)
24.03.18

Opinião: O Que Sabemos do Amor, de Raymond Carver.

Catarina Duarte
  Aqui há uns tempos escrevi:   “Estou a ler um livro que me anda a inquietar. Ontem, por exemplo, tive que o largar, porque já era tarde, já estava meia adormecida e estava com receio que me assombrasse o sono – resolvi pegar noutro. É muito poder dado a um aglomerado de folhas. Muito poder. Mexerem com os nossos sentimentos, ainda é como o outro, mas, bolas!, mexerem com o nosso sono é, absolutamente, brutal (caso não fosse muito cansativo). Vou falar sobre ele brevemente (...)