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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 05.12.16

A minha (principal) resolução para 2017.

Catarina Duarte

Resolucao 2017.JPG

 

Com o ano a acabar, iniciam-se os balanços e, talvez mais importante, as resoluções.

 

Os balanços foram relativamente fáceis de apurar – na verdade, é nisso que se baseia o meu dia-a-dia. O meu activo ultrapassa, em larga escala, o meu passivo e, mesmo assim, tal como se quer, o meu balanço, consegue terminar sempre a dar zeros.

 

Mas, quando tocamos nas resoluções, aí tudo se torna mais complicado. Pensei durante um bom bocado sobre o que queria realmente mudar na minha vida. A dificuldade em encontrar uma resolução não se prendeu apenas por só existirem situações perfeitas na minha vida mas sim porque o prazo que se impõe, parecendo grande quando contado em dias, voa num ápice quando analisado em semanas, mais rápido ainda quando o abraçarmos em meses: são doze – doze - meses que, com boa vontade, quase cabiam nas nossas duas mãos. E, nesta perspectiva, resoluções revolucionárias são mais complicadas de aplicar. Mas, concluí eu, não impossíveis.

 

Não queria que a minha maior resolução para 2017 fosse ler mais, ver mais filmes, ver mais arte. Não queria que fosse escrever.

 

Sendo verdade, não são resoluções tão abrangentes quanto eu preciso.

 

A verdade é que faço tudo isso, nas reais medidas que a vida me permite. Porém, penso que ainda há espaço para fornecer aquele ajuste adicional, aquele empurrão quase imperceptível, mas fundamental, para que tudo seja abraçado de forma mais veemente.

 

Assim, a minha (principal) resolução para 2017 será, então, deixar de engonhar. E, com isto, vou resolver muitas das minhas questões ao nível de tempo e açambarcar mais leitura, mais filmes, mais arte, mais escrita.

 

Deixar de engonhar parece fácil. Parece certeiro. Parece corpóreo. Mas não é. Tenho-me vindo a aperceber disso: as pessoas, naturalmente, engonham. Está nos nossos genes de procrastinadores natos.

 

Engonhar, é (talvez) o pior dos nossos dias e (talvez, também) o mais difícil de combater. A razão disso acontecer é que temos sempre boas desculpas para nos encontrarmos nesse estado de inactividade e, quando não conseguimos arranjar as boas desculpas para não fazer nada, há sempre alguém que arranja por nós: “descansar também é preciso” e “se dormes é porque o teu corpo precisa”.

 

Não! Ninguém precisa de dormir onze horas por noite! Assim de repente, que me lembre, só os bebés é que, talvez, precisem de dormir tanto! E os koalas.

 

Deixar de engonhar, agora que penso nisso, é uma resolução e tanto! É talvez das resoluções mais abrangentes que tomei mas também das mais concretas: os dias vão aumentar de tamanho e, finalmente, vou deixar de correr para os apanhar.

 

2017 será então um ano com menos sonecas e com mais tempo. Mais do que dormir, deixar de engonhar é o que, realmente, preciso para descansar!

 

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