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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Seg | 04.01.16

A todos um Bom Ano!

CD

Durante anos, antes do bater das doze badaladas, com um compasso de tempo que me permitia a introspecção do que ia fazer, escrevia os meus votos, em jeito de desejos para o novo ano mas também, dentro do possível, procurando não esquecer os agradecimentos pelo ano que tinha passado.

De há uns anos para cá, deixei os votos de lado: percebi que eles existem mais como forma de orientar perspectivas futuras do que como certezas de concretização.

2015 não foi um ano particularmente bom. Teve apenas um par de acontecimentos dignos de registo (entre eles, a publicacação do meu primeiro livro) e uma mão cheia de coisa para esquecer. Então, decidi-me a olhar mais para os entretantos do que propriamente para os acontecimentos de maior gabarito, tanto os bons como os maus. E nesses, posso garantir, nos imensos entretantos que preenchem a minha vida, posso dizer: tenho a maior sorte do mundo.

Este ano, voltei a fazer os meus votos (ou desejos ou resoluções). Mas com algumas condições: tinham que ser claros, objectivos e sem floreados. Não precisei de os escrever. Dos quinhentos que escrevia anualmente, reduzi a três: claros na minha cabeça e fáceis de concretizar. Não precisei de os escrever. Já não preciso.

E, também, não os posso contar. Caso contrário, não se realizam. :)

A todos um Bom Ano!