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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 03.11.16

A última vez não tem qualquer poder.

Catarina Duarte

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A última vez não tem qualquer poder. Foi-lhe negado esse atributo no momento em que se decidiu a caminhar, incerta e desconhecida, destino fora. 

A última vez nunca sabe quando vai existir. E, pior ainda, nós também não.

Perante esse desconhecimento, avança incógnita rumo a si mesma, totalmente alheia da força que poderia ter caso o seu anonimato fosse levantado.

Impõem-se certamente muitas perguntas: Mudaríamos o sentido do passeio? Alteraríamos a forma como olhamos (sem ver) as árvores que ficam carecas pelo outono? Tornar-nos-íamos mais cuidadosos quando assistimos ao corrimento do Tejo? Decoraríamos os barcos e os seus reflexos na poesia da água corrida?  

A verdade é que, desconhecendo o poder que poderia vir a ter caso se tornasse pública, a última vez, divaga, então, incerta até que, a sua própria certeza, (nos) aconteça. 

 

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