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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Qui | 06.10.16

Adoro a definição torta das coisas certas da vida.

Catarina Duarte

  

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Espanto-me sempre quando ouço certezas, francamente orientadas e cheias de seguranças, sobre no que nos iremos tornar no prazo de anos.

São frases, normalmente, completas de tudo – com caminhos traçados e orientações definidas. Norteamos caminhos, desbravamos mapas e sabemos, exactamente, onde vamos estar, naquele exacto momento a que nos referimos - quase nem precisamos de bússola para lá chegar de tão orientados que estamos! É só seguir, cautelosamente, o que anteriormente definimos que a meta está ali, bem-disposta e sorridente, ao virar da esquina.

É como se funcionassem – estes comentários - como medidores do que somos: como se o que ambicionamos ser explicasse, de algum modo, o tipo de matéria de que somos feitos.

Sou totalmente a favor dos planos. Mais ainda do (mínimo) planeamento para que algo resulte.

Porém, tão certa como a existência de uma táctica clara para alcançarmos o que pretendemos ser, é saber que frases pomposas, fechadas e definidas podem não representar o fim certo do que tanto planeamos.

Fantástico seria ter jogo de cintura suficiente para aceitar as diagonais do percurso como parte integrante da sua concretização.

Isso sim! Seria inteligente. Seria aceitar que todos os planos têm o seu quê de fracasso e que, apesar de tudo, é no âmbito alargado do seu todo que está sempre a certeza da sua concretização, com os ajustes concretos e necessários às imprevisibilidades do caminho.

 

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