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(in)sensatez

por Catarina Duarte

(in)sensatez

por Catarina Duarte

Ter | 27.09.16

Bipolaridades Climáticas.

Catarina Duarte

Ninguém entende que eu já ande de robe de lã e que tenha já posto o edredon na cama. Ninguém entende. Dizem que amanhã vão estar trinta e muitos graus: um autêntico dia de verão - rematam.

E eu, que ando já com os pés frios, embrulhada numa espécie de bipolaridade climática: t-shirt de alças, com o robe por cima, pés sem meias mas já com calças quentes. Estamos bem, a sério. Dizem que, no meio, é que está a virtude. Agarro-me eu a isso e, no centro da inconsistência destes graus, procuro eu a minha média. Sempre me dei mal com estações intermédias. Revelam em mim instabilidade da hora de vestir e constipações: umas atrás das outras. Já sinto o nariz a pingar, mesmo que ele não esteja.

Já me sinto a tossir, mesmo que ela, a tosse, não exista. Juro que, algures no meio do meu sofá, jazem já destroços de lenços, fruto das gripe que estão para vir. Decidam-se: ou avançamos para um verão forte e vincado a manter até ao próximo agosto, ou passamos, de forma rápida e indolor, para o frio do inverno.

Assim, no meio deste estado, ora faz frio, ora faz calor, (embora consciente que é no seu centro que mora todo o predicado da coisa), para mim, não funciona: sinto-me à mercê desta insegurança climática e isso transtorna-me. Saco de água quente e pés de fora para arrefecer - esta oscilação não faz bem a ninguém!

Até amanhã.

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